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Tradução: Catarina Pinheiro Daniela Lobão Joana C. Silva Helena Barroso Inês Bártolo Patrícia Carvalho Paula Matoso Sheila Rocha Victor Bezerra Aviso Legal |
Fármacos Bernd Sebastian Kamps, Christian Hoffmann
O 3TC é um análogo da citidina muito bem tolerado. A resistência desenvolve-se rapidamente: uma simples mutação (M184V) é suficiente. Contudo esta mutação pode aumentar a sensibilidade dos vírus resistentes ao AZT e reduzir a potência viral. O 3TC é também eficaz contra o vírus da hepatite B. Marca registada: Epivir®; componente do Combivir®, Trizivir® e Kivexa™. Epivir® comprimidos: 150 mg ou 300 mg 3TC; solução oral a 10 mg/ml Combivir® comprimidos: 150 mg 3TC +300 mg AZT Trizivir® comprimidos: 150 mg 3TC + 300 mg AZT + 300 mg abacavir KivexaÔ comprimidos: 300 mg 3TC + 600 mg abacavir Zeffix® comprimidos: 100 mg 3TC. Só para o HBV, nunca para o HIV!!! (a dose é muito baixa!). Classe: Inibidor Nucleósido da Transcriptase Reversa (INTR) Fabricante: GlaxoSmithKline Indicação: Infecção pelo VIH (também hepatite B crónica) Dosagem oral de Epivir®: 300 mg por dia ou 150 mg 2x/dia. É necessário ajustar a dose de acordo com a clearance da creatinina:
As crianças tomam 4 mg/kg, com um máximo de 150 mg 2x/dia. Dosagem oral de Combivir®: 1 comprimido 2x/dia com 150 mg de 3TC e 300 mg de AZT. Dosagem oral de Trizivir®: 1 comprimido 2x/dia, com 150 mg de 3TC e 300 mg de AZT e 300 mg de abacavir. Os doentes com clearance da creatinina abaixo dos 50 ml/min ou alterações da função hepática não devem tomar Combivir® ou Trizivir®, mas sim as formulações individuais de AZT e 3TC. Efeitos secundários: são raros quando usados os fármacos individualmente. Podem ocorrer fadiga, náuseas, vómitos, diarreia, cefaleias, insónias, mialgias e artralgias mas em geral são devidas às associações com outros fármacos (ver AZT e abacavir). A polineuropatia periférica, a pancreatite e a acidose láctica são raras. Comentários/Avisos: O 3TC necessita de ajustamento da dose baseado na função renal. Fontes na Internet: USA: Epivir™: http://hiv.net/link.php?id=49 Combivir™: http://hiv.net/link.php?id=50 Trizivir™: http://hiv.net/link.php?id=51 Bibliografia: 1. Anderson PL, Kakuda TN, Kawle S, Fletcher CV. Antiviral dynamics and sex differences of zidovudine and lamivudine triphosphate concentrations in HIV-infected individuals. AIDS 2003; 17: 2159-68. http://amedeo.com/lit.php?id=14523272 2. Bani-Sadr F, Palmer P, Scieux C, Molina JM. Ninety-six-week efficacy of combination therapy with lamivudine and tenofovir in patients coinfected with HIV-1 and wild-type hepatitis B virus. Clin Infect Dis 2004; 39: 1062-4. Epub 2004 Sep 13. http://amedeo.com/lit.php?id=15472862 3. Chan HL, Leung NW, Hui AY, et al. A randomized, controlled trial of combination therapy for chronic hepatitis B: comparing pegylated interferon-alpha2b and lamivudine with lamivudine alone. Ann Intern Med 2005; 142: 240-50. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15710957 4. DeJesus E, McCarty D, Farthing CF, et al. Once-daily versus twice-daily lamivudine, in combination with zidovudine and efavirenz, for the treatment of antiretroviral-naive adults with HIV infection: a randomized equivalence trial. Clin Infect Dis 2004; 39: 411-8. Epub 2004 Jul 15. http://amedeo.com/lit.php?id=15307010 5. Janssen HL, van Zonneveld M, Senturk H, et al. Pegylated interferon alfa-2b alone or in combination with lamivudine for HBeAg-positive chronic hepatitis B: a randomised trial. Lancet 2005; 365: 123-9. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15639293 6. Kanwal F, Gralnek IM, Martin P, Dulai GS, Farid M, Spiegel BM. Treatment alternatives for chronic hepatitis B virus infection: a cost-effectiveness analysis. Ann Intern Med 2005; 142: 821-31. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15897532 7. Lau GK, Piratvisuth T, Luo KX, et al. Peginterferon Alfa-2a, lamivudine, and the combination for HBeAg-positive chronic hepatitis B. N Engl J Med 2005; 352: 2682-95. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15987917 8. Liaw YF, Chien RN, Yeh CT. No benefit to continue lamivudine therapy after emergence of YMDD mutations. Antivir Ther 2004; 9: 257-62. http://amedeo.com/lit.php?id=15134188 9. Miller V, Stark T, Loeliger AE, Lange JM. The impact of the M184V substitution in HIV-1 reverse transcriptase on treatment response. HIV Med 2002, 3:135-45. http://amedeo.com/lit.php?id=12010361 10. Rousseau FS, Wakeford C, Mommeja-Marin H, et al. Prospective randomized trial of emtricitabine versus Lamivudine short-term monotherapy in HIV-infected patients. J Infect Dis 2003; 188: 1652-8. http://amedeo.com/lit.php?id=14639535 11. Sension MG, Bellos NC, Johnson J, et al. Lamivudine 300 mg QD versus continued lamivudine 150 mg BID with stavudine and a protease inhibitor in suppressed patients. HIV Clin Trials 2002; 3:361-70. http://amedeo.com/lit.php?id=12407485 12. Winters MA, Bosch RJ, Albrecht MA, Katzenstein DA. Clinical impact of the M184V mutation on switching to didanosine or maintaining lamivudine treatment in nucleoside reverse-transcriptase inhibitor-experienced patients. J Infect Dis 2003; 188: 537-40. http://amedeo.com/lit.php?id=12898440
Abacavir (ABC) O Abacavir é um análogo da guanosina com boa penetração no SNC. O Abacavir está aprovado para ser tomado em dose única diária quer isoladamente quer na associação Kivexa®. Um problema do abacavir é a reacção de hipersensibilidade (RHS). O Abacavir só deve ser prescrito por médicos com especialidade para o VIH! O fármaco é, além disso, bem tolerado, possivelmente causando baixa toxicidade mitocondrial. Ocorre resistência cruzada com outros INTR’s. A resistência desenvolve-se rapidamente com associações triplas que contenham 3TC e tenofovir. Marca registada: Ziagen®; componente do Kivexa® e do Trizivir® Ziagen® comprimidos: 300 mg de abacavir; solução oral a 20 mg/ml em frascos de 240 ml Kivexa® comprimidos: 600 mg de abacavir + 300 mg de 3TC Trizivir® comprimidos: 300 mg de abacavir + 150 mg de 3TC + 300 mg de AZT Classe de fármaco: INTR Fabricante: GlaxoSmithKline Indicações: Infecção pelo VIH Dosagem oral: 300 mg 2x/dia ou 600 mg/dia. O Abacavir pode ser tomado com ou fora das refeições. Efeitos secundários: O Abacavir causa um síndrome de hipersensibilidade (HSR) em cerca de 2 a 6 % dos doentes. Em geral ocorre nas primeiras seis semanas após o início do tratamento. São frequentes o prurido e o rash mas nem sempre ocorrem. O HSR pode apresentar-se somente com febre e um mal-estar progressivo. Podem aparecer queixas gastrointestinais (náuseas, diarreia e dores abdominais) e fadiga não necessariamente associadas ao HSR. Elevação dos enzimas hepáticos, insónia e vertigens são raros. Parece haver uma predisposição genética para o aparecimento da HSR. Comentários/avisos: OAbacavir está contra-indicado nos casos de hipersensibilidade conhecida e após a interrupção terapêutica se não houver possibilidade de afastar essa possibilidade retrospectivamente. Os doentes devem ser avisados acerca da HSR, mas não assustados. Quando apareçam sintomas ligeiros (ver acima), o abacavir não deve ser suspenso de repente dado que uma infecção intercorrente pode "simular" a HSR. A terapêutica deve ser continuada durante um ou dois dias de estreita observação. A retoma da medicação se há suspeitas de HSR está contra-indicada, dado que uma reacção alérgica pode ser fatal. Os doentes devem ser informados que devem consultar o seu médico imediatamente se tiverem pelo menos dois dos seguintes sintomas: · Febre · Dificuldade de respirar, dores de garganta ou tosse · Rash (eritema e/ou prurido) · Náusea ou vómitos ou diarreia ou dor abdominal · Grande fadiga ou dores generalizadas ou mal-estar geral O Abacavir não deve ser usado em associação tripla com 3TC e tenofovir devido ao rápido aparecimento de resistências. Interacções. 0,7 g/kg de etanol (p ex 0,5 l de vinho) aumenta a AUC do abacavir em 41 % e a semi-vida em 26 %. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=53 Bibliografia: 1. Cabrera C, Cozzi-Lepri A, Phillips AN, et al. Baseline resistance and virological outcome in patients with virological failure who start a regimen containing abacavir: EuroSIDA study. Antivir Ther 2004; 9: 787-800. http://amedeo.com/lit.php?id=15535417 2. Carr A, Workman C, Smith DE, et al. Abacavir substitution for nucleoside analogs in patients with hiv lipoatrophy: a randomized trial. JAMA 2002, 288: 207-15. http://amedeo.com/lit.php?id=12095385 3. Clumeck N, Goebel F, Rozenbaum W, et al. Simplification with abacavir-based triple nucleoside therapy vs continued protease inhibitor-based HAART in HIV-1-infected patients with undetectable plasma HIV-1 RNA. AIDS 2001, 15: 1517-26. http://amedeo.com/lit.php?id=11504984 4. DeJesus E, Herrera G, Teofilo E, et al. Abacavir versus zidovudine combined with lamivudine and efavirenz, for the treatment of antiretroviral-naive HIV-infected adults. Clin Infect Dis 2004; 39: 1038-46. Epub 2004 Sep 10. http://amedeo.com/lit.php?id=15472858 5. Gerstoft J, Kirk O, Obel N, et al. Low efficacy and high frequency of adverse events in a randomized trial of the triple nucleoside regimen abacavir, stavudine and didanosine. AIDS 2003; 17: 2045-2052. http://amedeo.com/lit.php?id=14502007 6. Hewitt RG. Abacavir hypersensitivity reaction. Clin Infect Dis 2002, 34: 1137-42. http://amedeo.com/lit.php?id=11915004 7. Ibbotson T, Perry C. Lamivudine/Zidovudine/Abacavir: triple combination tablet. Drugs 2003; 63: 1089-98. http://amedeo.com/lit.php?id=12749741 8. Mallal S, Nolan D, Witt C, et al. Association between presence of HLA-B*5701, HLA-DR7, and HLA-DQ3 and hypersensitivity to HIV-1 reverse-transcriptase inhibitor abacavir. Lancet 2002, 359: 727-32. http://amedeo.com/lit.php?id=11888582 9. Martin A, Smith DE, Carr A, Ringland C, Amin J, Emery S et al. Reversibility of lipoatrophy in HIV-infected patients 2 years after switching from a thymidine analogue to abacavir: the MITOX Extension Study. 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Marca registada: Zovirax® (entre outros) Classe de fármaco: virostático Fabricante: o aciclovir é produzido por várias companhias. Os genéricos são mais vulgares que a formulação original (Zovirax®). Indicações: tratamento e profilaxia das infecções por Vírus Herpes Simplex e Vírus Varicela Zoster. Dose: para as infecções genitais por VHS: 400 mg 5x/dia. Em casos graves (herpes genital ulcerado) fazer tratamento intravenoso com 5-10 mg/kg EV 3x/dia. Para a encefalite por VHS ou para a esofagite por VHS 10 mg/kg EV 3x/dia. Para o herpes zoster (zona) 800 mg po 5x/dia durante uma semana. Nos casos de herpes zoster complicado ou disseminado 10 mg/kg EV 3x/dia. Efeitos secundários: raros. Podem ocorrer cefaleias, náuseas e elevação da creatinina. Pode ocorrer flebite com o uso endovenoso. Comentários/avisos: O início do tratamento para as infecções por VHS deve iniciar-se nas primeiras 24 horas após o aparecimento dos sintomas e para o VZV nos primeiros 4 dias. Deve ingerir-se líquidos em abundância. Fontes da Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=55 Bibliografia: 1. Conant MA, Schacker TW, Murphy RL, et al. Valaciclovir versus aciclovir for herpes simplex virus infection in HIV-infected individuals: two randomized trials. Int J STD AIDS 2002, 13:12-21. http://amedeo.com/lit.php?id=11802924 2. Gnann JW Jr, Whitley RJ. Clinical practice. Herpes zoster. N Engl J Med 2002, 347:340-6. 3. Ioannidis JP, Collier AC, Cooper DA, et al. Clinical efficacy of high-dose acyclovir in patients with HIV infection: a meta-analysis of randomized individual patient data. J Infect Dis 1998, 178:349-59. http://amedeo.com/lit.php?id=9697714 4. Wagstaff AJ, Faulds D, Goa KL. Aciclovir. A reappraisal of its antiviral activity, pharmacokinetic properties and therapeutic efficacy. Drugs 1994; 47:153-205. http://amedeo.com/lit.php?id=7510619
Agenerase™ ver Amprenavir
Ambisome™ ver Amphotericin B
Marca Registada: Amphotericin B®, Ambisome® Amphotericin B®: 50 mg anfotericina B em pó/frasco Anfotericina B Lipossómica: frascos com 50 mg de Ambisome® Classe de fármaco: anti-micótico Fabricante: Amphotericin B®: Bristol-Myers Squibb; Ambisome®: Gilead Indicações: aspergilose, criptococcose, candidose resistente a terapêutica, histoplasmose, coccidioidomicose. Indicações para Ambisome®: casos crónicos com as micoses descritas acima. Principalmente nos casos de função renal diminuída preexistente, aumentos nos valores de creatinina sob anfotericina B (creatinina > 2.0 mg/dl) ou tolerância fraca para infusões de anfotericina B. Ambisome® é muito cara! Dose (por dia) de anfotericina B®: Aspergilose: 1,0 a 1,5 mg/kg Candidose: 0,2 a 0,8 mg/kg Coccidioidomicose: 0,5 a 1,0 mg/kg Criptococcose: 0,7 a 1,0 mg/kg Histoplasmose: 0,5 a 1,0 mg/kg Dose de Ambisome®: dose inicial de 1 mg/kg, se necessário pode ser gradualmente aumentada para 3 mg/kg. Efeitos secundários: nefrotoxidade! Hipokaliemia! Complicações gastrointestinais. Frequentemente: febre, arrepios e hipotensão aprox. 10-20 min depois de iniciar as infusões. Tromboflebite (anfotericina B não-lipossómica só por cateter venoso central!). Os efeitos secundários são geralmente menos graves com Ambisome®. Comentários/Advertências: monitorização diária dos electrólitos (uma linha venosa central é sempre necessária devido à hipocalemia e usualmente é necessária a substituição de potássio! O sódio deve ser mantido nos níveis normais), creatinina, BUN, ALT e contagem sanguínea. Se possível, não combinar com outros fármacos não nefrotóxicos. Efectuar sempre uma pré-hidratação com 1000 ml de NaCl 0.9 %. A primeira dose teste deve ser sempre 5 mg em 250 ml de glucose 5 % durante 30-60 min sob estrita monitorização da pressão sanguínea e do pulso durante a primeira hora. Se a dose teste for bem tolerada, metade da dose de manutenção pode ser subsequentemente dada no próprio dia. Nos casos de febre/arrepios (podem ser muito imprevisíveis!): 50 mg de petidina iv mais 1 ampola de clemastina, podem ser repetidas 30 min depois; os esteróides apenas devem ser administrados se as queixas persistirem (prednisolona 1 mg/kg). Se os efeitos secundários forem graves, passar para Ambisome®, a qual não é mais eficaz (apirexia, sobrevida) do que a anfotericina convencional mas é significativamente melhor tolerada e menos nefrotóxica (sem dose teste, sem pré-hidratação e sem necessidade de linha central). Nunca misturar infusões de anfotericina e proteger sempre da luz. Tempo de infusão lento! Quanto maior o tempo de infusão (> 3 horas), maior a tolerância! Usar sempre glucose 5 % como solvente! Fontes na Internet: USA: Ambisome™: http://hiv.net/link.php?id=58 Bibliografia: 1. Arathoon EG, Gotuzzo E, Noriega LM, et al. Randomized, double-blind, multicenter study of caspofungin versus amphotericin b for treatment of oropharyngeal and esophageal candidiases. Antimicrob Agents Chemother 2002, 46: 451-7. http://amedeo.com/lit.php?id=11796357 2. Baddour LM, Perfect JR, Ostrosky-Zeichner L. Successful use of amphotericin B lipid complex in the treatment of cryptococcosis. Clin Infect Dis 2005; 40: Suppl 6: Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15809927 3. Barchiesi F, Spreghini E, Schimizzi AM, et al. Posaconazole and amphotericin B combination therapy against Cryptococcus neoformans infection. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 3312-6. http://amedeo.com/lit.php?id=15328090 4. Coukell AJ, Brogden RN. Liposomal amphotericin B. Therapeutic use in the management of fungal infections and visceral leishmaniasis. Drugs 1998, 55:585-612. http://amedeo.com/lit.php?id=9561346 5. Johnson PC, Wheat LJ, Cloud GA, et al. Safety and efficacy of liposomal amphotericin B compared with conventional amphotericin B for induction therapy of histoplasmosis in patients with AIDS. Ann Intern Med 2002, 137:105-9. http://amedeo.com/lit.php?id=12118965 6. Larsen RA, Bauer M, Thomas AM, Graybill JR. Amphotericin B and fluconazole, a potent combination therapy for cryptococcal meningitis. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 985-91. http://amedeo.com/lit.php?id=14982793 7. Wheat LJ, Cloud G, Johnson PC, et al. Clearance of fungal burden during treatment of disseminated histoplasmosis with liposomal amphotericin B versus itraconazole. Antimicrob Agents Chemother 2001, 45:2354-7. http://amedeo.com/lit.php?id=11451696
Devido à elevada carga de comprimidos, a dose não potenciada de amprenavir (8 comprimidos bid) raramente é aceite actualmente. Quando potenciado com ritonavir, o fármaco tem sem dúvida melhor eficácia, mas foi ainda assim inferior ao efavirenze num estudo. Nos EUA, a formulação melhorada, fosamprenavir, está licenciada desde 2003 (ver capítulo correspondente). É possível que o Agenerase® seja retirado do mercado assim que o fosamprenavir esteja disponível em todo o mundo. Nome comercial: Agenerase® Cápsulas de 50 mg; solução oral 240 ml a 15 mg/ml Classe do fármaco: inibidor da protease Fabricante: GlaxoSmithKline Indicações: infecção por VIH com tratamento prévio com IP. Só para crianças! Dose oral: De acordo com o peso: 2x20 mg/kg (cápsulas). 2x22,5 mg/kg (solução). A biodisponibilidade do amprenavir em solução oral é cerca de 14% inferior. Potenciar (= em combinação com ritonavir) 4 cápsulas APV bid de 150 mg cada mais 100 mg ritonavir bid. Também possível: 8 cápsulas APV qd mais 200 mg ritonavir qd. Dose para amprenavir solução oral: 1.5 ml/kg bid. Efeitos secundários: na maioria efeitos gastrointestinais como náuseas, vómitos, diarreia, flatulência, tenesmus, parestesia perioral. Ocasionalmente cefaleias, fadiga e erupção cutânea em 5-10%. Ver fosamprenavir. Comentários/Advertências: A solução oral de amprenavir contém 50% de propilenoglicol. Por isso é contra-indicada a administração concomitante de dissulfiram ou metronidazole. Fontes na internet: USA: Capsules:
http://hiv.net/link.php?id=61 Bibliografia: 1. Chapman TM, Plosker GL, Perry CM. Fosamprenavir: a review of its use in the management of antiretroviral therapy-naive patients with HIV infection. Drugs 2004; 64: 2101-24. http://amedeo.com/lit.php?id=15341507 2. Mauss S, Schmutz G, Kuschak D. Unfavourable interaction of amprenavir and lopinavir in combination with ritonavir? AIDS 2002; 16: 296-7. 3. Morse GD, Rosenkranz S, Para MF, et al. Amprenavir and efavirenz pharmacokinetics before and after the addition of nelfinavir, indinavir, ritonavir, or saquinavir in seronegative individuals. Antimicrob Agents Chemother 2005; 49: 3373-81. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16048950 4. Yogev R, Kovacs A, Chadwick EG, Homans JD, Lou Y, Symonds WT. Single-dose safety and pharmacokinetics of amprenavir (141W94), a human immunodeficiency virus type 1 (HIV-1) protease inhibitor, in HIV-infected children. Antimicrob Agents Chemother 2005; 49: 336-41. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15616313 5. Zachary KC, Hanna GJ, D'Aquila RT. HIV type 1 hypersusceptibility to amprenavir in vitro can be associated with virus load response to treatment in vivo. Clin Infect Dis 2001, 33: 2075-7. http://amedeo.com/lit.php?id=11700580
O atazanavir, comparado com outros IP’s, tem um perfil lipídico mais favorável. Se podem ou não ocorrer implicações para a lipodistrofia é um assunto que permanece por esclarecer. Outra vantagem é a dose única diária. Os efeitos secundários mais importantes do atazanavir são níveis elevados de bilirrubina, os quais podem também estar associados a icterícia. Nalguns países, o atazanavir não está aprovado para terapêutica inicial. Se possível deve ser sempre potenciada com o ritonavir. Nome comercial: Reyataz®; abreviatura AZV Cápsulas com 100, 150 e200 mg Classe de fármaco: inibidor da protease (IP) Fabricante: Bristol-Myers Squibb Indicações: o atazanavir está indicado para o tratamento de doentes adultos com falência terapêutica anterior. Dose Oral: doentes tratados: 300 mg de atazanavir/dia combinado com 100 mg de ritonavir/dia, tomados juntamente com uma refeição. Também é possível a dose de 400 mg uma vez ao dia com a refeição. Efeitos secundários: hepatotoxicidade, hiperbilirubinemia (mais de 50 %), transaminases elevadas; é frequente o aparecimento de icterícia. A diarreia ocorre em aprox. 30 % dos casos. Em adição: náuseas, vómitos, cefaleias, insónias, dores abdominais, rash e astenia. Contrastando com outros PIs: Não há dislipidémia. O efeito na lipodistrofia permanece desconhecido. Comentários/Advertências: as cápsulas devem ser engolidas sem mastigar. Os seguintes fármacos encontram-se contra-indicados: cisaprida, pimozida, midazolam, triazolam, simvastatina, lovastatina, ergotaminas, antagonistas de cálcio e inibidores da bomba de protões. Podem ocorrer interacções graves com a administração concomitante de amiodarona, lidocaina (dosagem sistémica), anti-depressivos tricíclicos e quinidina (medição dos níveis plasmáticos!). Não deve ser administrado juntamente com rifampina (reduz os níveis plasmáticos de atazanavir em cerca de 90 %), St. John's wort, e anti-ácidos; deve ter-se atenção a sildenafil, vardenafil. Quando combinado com efavirenze, o efavirenze deve ser administrado uma vez por dia (600 mg) e a dose de atazanavir deve ser aumentada para 400 mg. Não combinar com indinavir. O atazanavir não deve ser tomado simultaneamente com ddI. A combinação destes fármacos só é possível se o ddI for tomado pelo menos duas horas depois de atazanavir/ritonavir e da ingestão de alimentos. A razão: o tampão presente nas pastilhas mastigáveis de ddI impede a absorção do atazanavir. Rifabutina: reduzir a dose de rifabutina cerca de 75 % (em vez dos 300 mg diários, dar apenas 150 mg nos outros dias ou três vezes por semana). Claritromicina: não combinar atazanavir potenciado com claritromicina. Atenção à diminuição da função renal. O atazanavir está contra-indicado em doentes com (Child Pugh B and C). pacientes com uma diminuição da função renal moderada ou grave. Contracepção: recomenda-se uma alternativa ao uso da pílula. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=224 Bibliografia: 1. Barreiro P, Rendon A, Rodriguez-Novoa S, Soriano V. Atazanavir: the advent of a new generation of more convenient protease inhibitors. HIV Clin Trials 2005; 6: 50-61. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15765311 2. Colonno R, Rose R, McLaren C, Thiry A, Parkin N, Friborg J. Identification of I50L as the signature atazanavir (ATV)-resistance mutation in treatment-naive HIV-1-infected patients receiving ATV-containing regimens. J Infect Dis 2004; 189: 1802-10. Epub 2004 Apr 27. http://amedeo.com/lit.php?id=15122516 3. Friedland G, Andrews L, Schreibman T, et al. Lack of an effect of atazanavir on steady-state pharmacokinetics of methadone in patients chronically treated for opiate addiction. AIDS 2005; 19: 1635-41. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16184033 4. Goldsmith D, Perry C. Atazanavir. Drugs 2003; 63: 1679-93. http://amedeo.com/lit.php?id=12904086 5. Guffanti M, De Pascalis CR, Seminari E, et al. Pharmacokinetics of amprenavir given once or twice a day when combined with atazanavir in heavily pre-treated HIV-positive patients. AIDS 2003; 17: 2669-71. http://amedeo.com/lit.php?id=14685066 6. Havlir DV, O'Marro SD. Atazanavir: new option for treatment of HIV infection. Clin Infect Dis 2004; 38: 1599-604. Epub 2004 May 13. http://amedeo.com/lit.php?id=15156449 7. Mobius U, Lubach-Ruitman M, Castro-Frenzel B, et al. Switching to atazanavir improves metabolic disorders in antiretroviral-experienced patients with severe hyperlipidemia. J Acquir Immune Defic Syndr 2005; 39: 174-80. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15905733 8. Murphy RL, Sanne I, Cahn P, Phanuphak P, Percival L, Kelleher T et al. Dose-ranging, randomized, clinical trial of atazanavir with lamivudine and stavudine in antiretroviral-naive subjects: 48-week results. AIDS 2003; 17: 2603-14. http://amedeo.com/lit.php?id=14685054 9. Petersen K, Riddle MS, Jones LE, et al. Use of bilirubin as a marker of adherence to atazanavir-based antiretroviral therapy. AIDS 2005; 19: 1700-2. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16184044 10. Schnell T, Schmidt B, Moschik G, et al. Distinct cross-resistance profiles of the new protease inhibitors amprenavir, lopinavir, and atazanavir in a panel of clinical samples. AIDS 2003; 17: 1258-61. http://amedeo.com/lit.php?id=12819531 11. Taburet AM, Piketty C, Chazallon C, et al. Interactions between atazanavir-ritonavir and tenofovir in heavily pretreated human immunodeficiency virus-infected patients. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 2091-6. http://amedeo.com/lit.php?id=15155205 12. Wood R, Phanuphak P, Cahn P, et al. Long-Term Efficacy and Safety of Atazanavir With Stavudine and Lamivudine in Patients Previously Treated With Nelfinavir or Atazanavir. J Acquir Immune Defic Syndr 2004; 36: 684-692. http://amedeo.com/lit.php?id=15167287
Marca registada: Wellvone® Suspensão com 750 mg/5 ml Classe de fármaco: antibiótico Fabricante: GlaxoSmithKline Indicações: A profilaxia de PCP nos casos de hipersensibilidade ao cotrimoxazole; reservar este fármaco para tratamento de casos ligeiros a moderados de PCP e para toxoplasmose cerebral. Dose: para tratamento 750-1500 mg 2x/dia (i.e. 1-2 colheres medida de 5 ml 2x/dia) durante 21 dias. Para profilaxia 750 mg 2x/dia (i.e. 1 colheres medida de 5 ml 2x/dia) ou 1500 mg/dia. Efeitos secundários: são frequentes as queixas gastrointestinais tais como náuseas, vómitos e diarreia (mas geralmente ligeiras), assim como rash, que ocorre em aprox. 20 %. Muito raramente ocorrem cefaleias e insónias. Enzimas do fígado elevados, amilase. Anemia, leucopénia (raramente). Comentários/Advertências: atovaquona deve ser ingerida juntamente com as refeições, idealmente depois de pratos gordos, uma vez que aumenta a absorção. A atovaquona é consideravelmente mais cara do que outros fármacos para profilaxia de PCP (custo aprox. 1.000 Euros/mês)!! A rifampina e possivelmente a rifabutina diminuem os níveis plasmáticos de atovaquona em cerca de 50 %. A combinação destes dois fármacos não está então recomendada. O fluconazol provavelmente aumenta os níveis. O lopinavir parece diminuir a concentração plasmática de atovaquona. O ajustamento da dosagem pode ser necessário. Fontes na Internet: UK: http://hiv.net/link.php?id=174 Bibliografia: 1. Chan C, Montaner J, Lefebvre EA, et al. Atovaquone suspension compared with aero-solized pentamidine for prevention of Pneumocystis carinii pneumonia in HIV-infected subjects intolerant of trimethoprim or sulfonamides. J Infect Dis 1999, 180:369-76. http://amedeo.com/lit.php?id=10395851 2. Chirgwin K, Hafner R, Leport C, et al. Randomized phase II trial of atovaquone with pyrimethamine or sulfadiazine for treatment of toxoplasmic encephalitis in patients with AIDS: ACTG 237/ANRS 039 Study. Clin Infect Dis 2002, 34:1243-50. http://amedeo.com/lit.php?id=11941551 3. El-Sadr WM, Murphy RL, Yurik TM, et al. Atovaquone compared with dapsone for the prevention of Pneumocystis carinii pneumonia in patients with HIV infection who cannot tolerate trimethoprim, sulfonamides, or both. N Engl J Med 1998, 339:1889-95. http://amedeo.com/lit.php?id=9862944 4. Hughes WT, Dankner WM, Yogev R, et al. Comparison of atovaquone and azithromycin with trimethoprim-sulfamethoxazole for the prevention of serious bacterial infections in children with HIV infection. Clin Infect Dis 2005; 40: 136-45. Epub 2004 Dec 6. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15614703 5. Rosenberg DM, McCarthy W, Slavinsky J, et al. Atovaquone suspension for treatment of Pneumocystis carinii pneumonia in HIV-infected patients. AIDS 2001, 15:211-4. http://amedeo.com/lit.php?id=11216929
Marca registada: Ultreon®, Zithromax® Ultreon® comprimidos a 600 mg Zithromax® comprimidos a 250 mg Zithromax® pó para suspensão a 200 mg/5 ml Classe de fármaco: antibiótico macrólido Fabricante: Pfizer, Mack-Illert Indicações: tratamento e profilaxia da infecção por MAC. Infecções do tracto respiratório alto e baixo, otites médias. Gonorreia não complicada, infecções genitais não complicadas com Chlamydia trachomatis, cancróide. Dose: profilaxia primária para a infecção pelo MAC: 1200 mg de azitromicina por semana (2 comprimidos de Ultreon® a 600 mg/semana). Tratamento da MAC: 1 comprimido de Ultreon® a 600 mg/dia, só ou em combinação com etambutol e rifabutina. Gonorreia não complicada: 1000 mg de azitromicina numa dose única. Infecções genitais não complicadas por Chlamydia trachomatis: se for necessária uma alternativa à doxiciclina, dar 1000 mg de azitromicina em dose única. Cancróide: 1000 mg de azitromicina em dose única. Efeitos secundários: sobretudo gastrointestinais com dores epigástricas, perda de apetite, náuseas, vómitos, diarreia. Raramente podem ocorrer elevação das transaminases, icterícia colestática. Ototoxicidade para doses mais elevadas. Raramente perturbações do paladar. Comentários/Avisos: atenção às alergias aos macrólidos! Há redução da absorção de azitromicina com o usos de anti-ácidos que contenham Mg- e Al-. Estes fármacos devem ser tomados uma hora antes ou duas horas depois da azitromicina. Fontes na Internet: USA:http://hiv.net/link.php?id=176 Bibliografia: 1. Dunne M, Fessel J, Kumar P, et al. A randomized, double-blind trial comparing azithromycin and clarithromycin in the treatment of disseminated Mycobacterium avium infection in patients with HIV. Clin Infect Dis 2000; 31:1245-52. http://amedeo.com/lit.php?id=11073759 2. Havlir DV, Dube MP, Sattler FR, et al. Prophylaxis against disseminated Mycobacterium avium complex with weekly azithromycin, daily rifabutin, or both. N Engl J Med 1996, 335:392-8. http://amedeo.com/lit.php?id=8676932 3. Hughes WT, Dankner WM, Yogev R, et al. Comparison of atovaquone and azithromycin with trimethoprim-sulfamethoxazole for the prevention of serious bacterial infections in children with HIV infection. Clin Infect Dis 2005; 40: 136-45. Epub 2004 Dec 6. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15614703 4. Oldfield EC 3rd, Fessel WJ, Dunne MW, et al. Once weekly azithromycin therapy for prevention of Mycobacterium avium complex infection in patients with AIDS: a randomized, double-blind, placebo-controlled multicenter trial. Clin Infect Dis 1998, 26:611-9. http://amedeo.com/lit.php?id=9524832 5. Phillips P, Chan K, Hogg R, et al. Azithromycin prophylaxis for Mycobacterium avium complex during the era of HAART: evaluation of a provincial program. Clin Infect Dis 2002, 34: 371-8. http://amedeo.com/lit.php?id=11774085 6. Riedner G, Rusizoka M, Todd J, et al. Single-dose azithromycin versus penicillin G benzathine for the treatment of early syphilis. N Engl J Med 2005; 353: 1236-44. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16177249 7. Sendi PP, Craig BA, Meier G, et al. Cost-effectiveness of azithromycin for preventing Mycobacterium avium complex infection in HIV-positive patients in the era of HAART. J Antimicrob Chemother 1999, 44:811-7. http://amedeo.com/lit.php?id=10590283 8. Ward TT, Rimland D, Kauffman C, Huycke M, Evans TG, Heifets L. Randomized, open-label trial of azithromycin plus ethambutol vs. clarithromycin plus ethambutol as therapy for Mycobacterium avium complex bacteremia in patients with HIV infection. Clin Infect Dis 1998, 27:1278-85. http://amedeo.com/lit.php?id=9827282
O AZT, análogo da timidina e o mais antigo fármaco para o HIV continua a ser um componente importante de muitos regimes terapêuticos HAART e regimes profilácticos. Bastante dados, boa penetração no SNC. Os efeitos secundários mais importantes são a mielotoxicidade e não ser possível a toma única diária. Nome comercial: Retrovir®; componente de Combivir® e Trizivir® Retrovir® cápsulas: 100 mg ou 250 mg, Comprimidos: 300 mg Frascos de 200 ml para infusão (10 mg/ml), xarope 10 mg/ml Combivir® comprimidos: 300 mg AZT +150 mg 3TC Trizivir® comprimidos: 300 mg AZT + 150 mg 3TC + 300 mg abacavir Fabricante: GlaxoSmithKline Indicações: infecção VIH. Prevenção da transmissão VIH materno-fetal. Dose: 250 mg 2x/dia. Em Combivir® e Trizivir® 300 mg 2x/dia. Diminuição dos níveis de creatinina abaixo de 20 ml/min: 300 a 400 mg diariamente. Hemodiálise: 300 mg diariamente. Falência hepática: 100 mg 3x/dia. Efeitos secundários: náuseas, vómitos, desconforto abdominal, cefaleias, mialgias e vertigens. Anemia macrocítica (MCV quase sempre elevado), em casos raros pode ocorrer neutropenia. Podem ocorrer aumentos de LDH, CPK e transaminases. Raramente ocorrem episódios de acidose láctica. Comentários/Advertências: não combinar com d4T! Há um aumento da mielotoxicidade se se usar juntamente com outros fármacos mielosupressores, especialmente ganciclovir, mas também co-trimoxazole, dapsona, pirimetamina, interferão, sulfadiazina, anfotericina B, ribavirina e vários outros agentes quimioterapêuticos. A ribavirina antagoniza a actividade antiviral do AZT in vitro. Então, a utilização simultânea de AZT e ribavirina deve ser evitada. Inicialmente deve ser feita uma monitorização dos valores de contagem sanguínea, transaminases, CPK e bilirrubinas. As queixas gastrointestinais podem tratar-se sintomaticamente e usualmente desaparecem decorridas poucas semanas. Pode desenvolver-se anemia mesmo depois de alguns meses. O AZT deve constar sempre da profilaxia de transmissão! Fontes na Internet: USA: Retrovir™ tablets: http://hiv.net/link.php?id=66 Retrovir™ IV infusion: http://hiv.net/link.php?id=67 Combivir™: http://hiv.net/link.php?id=68 Trizivir™: http://hiv.net/link.php?id=69 Bibliografia: 1. Antoniou T, Gough K, Yoong D, Arbess G. Severe anemia secondary to a probable drug interaction between zidovudine and valproic acid. Clin Infect Dis 2004; 38: e38-40. Epub 2004 Feb 11. http://amedeo.com/lit.php?id=14986271 2. Burger DM, Meenhorst PL, Koks CHW, Beijnen JH. Drug interactions with Zidovudine. AIDS 1993, 7:445-60. 3. Dabis F, Elenga N, Meda N, et al. 18-Month mortality and perinatal exposure to zidovudine in West Africa. AIDS 2001, 15: 771-779. http://amedeo.com/lit.php?id=11371692 4. Dunn D. Short-term risk of disease progression in HIV-1-infected children receiving no antiretroviral therapy or zidovudine monotherapy: a meta-analysis. Lancet 2003; 362: 1605-11. http://amedeo.com/lit.php?id=14630440 5. Ekpini RA, Nkengasong JN, Sibailly T, et al. Changes in plasma HIV-1-RNA viral load and CD4 cell counts, and lack of zidovudine resistance among pregnant women receiving short-course zidovudine. AIDS 2002, 16: 625-30. http://amedeo.com/lit.php?id=11873007 6. Fischl MA: The efficacy of azidothymidine (AZT) in the treatment of patients with AIDS and AIDS‑related complex. A double‑blind, placebo‑controlled trial. N Engl J Med 1987, 317:185 ‑91. http://amedeo.com/lit.php?id=3299089 7. Kirkland LR, Fischl MA, Tashima KT, et al. Response to lamivudine-zidovudine plus abacavir twice daily in antiretroviral-naive, incarcerated patients with HIV Infection taking directly observed treatment. Clin Infect Dis 2002, 34: 511-8. http://amedeo.com/lit.php?id=11797179 8. Leroy V, Karon JM, Alioum A, et al. Twenty-four month efficacy of a maternal short-course zidovudine regimen to prevent mother-to-child transmission of HIV-1 in West Africa. AIDS 2002, 16: 631-41. http://amedeo.com/lit.php?id=11873008 9. Rabaud C, Burty C, Grandidier M, et al. Tolerability of postexposure prophylaxis with the combination of zidovudine-lamivudine and lopinavir-ritonavir for HIV infection. Clin Infect Dis 2005; 40: 303-5. Epub 2004 Dec 21. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15655751 10. Ruane PJ, Richmond GJ, DeJesus E, et al. Pharmacodynamic effects of zidovudine 600 mg once/day versus 300 mg twice/day in therapy-naive patients infected with human immunodeficiency virus. Pharmacotherapy 2004; 24: 307-12. http://amedeo.com/lit.php?id=15040643
Caelyx™ ver Doxorubicina, liposomal
Marca registada: Vistide® Ampolas com 375 mg em 5 ml Classe de fármaco: virostático Fabricante: Gilead Indicações: Para retinite por CMV em doentes VIH infectados sem disfunção renal, principalmente em casos de resistência/contra-indicação para ganciclovir ou foscavir. Como medida curativa para PML, apesar da eficácia não ser certa. Dose: dose de indução fraca 5 mg/kg iv, ao dia 21 terapêutica de manutenção com 5 mg/kg iv cada duas semanas. É necessário um plano de tratamento preciso (co -medicação, hidratação, etc.)! Efeitos secundários: falência renal é limitante de dose! Proteinúria, aumento da creatinina. Casos de falência renal aguda foram reportados após 1 ou 2 doses de cidofovir. Menos frequente: neutropénia, dispneia, alopécia, diminuição da pressão intraocular, iritis, uveíte. Febre, arrepios, dores de cabeça, rash, náuseas e vómitos são normalmente causados pelo probenecid e devem desaparecer em 12 horas. As queixas podem ser diminuídas com toma de alimentos, antipiréticos ou anti-eméticos. Comentários/Avisos: com função renal normal, cidofovir deve ser dado de acordo com o seguinte esquema (protocolo desenhado):
Se a creatinina no soro aumentar para mais de 0,3 mg/dl: reduzir a dose para 3 mg/kg. Se a creatinina no soro aumentar para mais de 0,5 mg/dl acima dos níveis anteriores ao tratamento: deve descontinuar-se o cidofovir. O cidofovir é sempre contra-indicado com valores de creatinina no soro > 1,5 mg/dl ou a clearance da creatinina abaixo de 55 ml/min ou proteinúria > 100 mg/dl. Fármacos potencialmente nefrotóxicos como aminoglicosídeos, anfotericina B, foscarnet, pentamidina iv ou vancomicina devem ser evitados ou descontinuados pelo menos 7 dias antes do tratamento com cidofovir. Assegurar hidratação suficiente! O probenecid é sempre necessário para reduzir a nefrotoxicidade! O cidofovir deve apenas ser utilizado se outros fármacos não forem adequados. Devem realizar-se análises à função renal (creatinina no soro, electrólitos, proteinúria) e hemograma antes de cada dose de cidofovir. O probenecid interage com outros fármacos como acetaminofeno, aciclovir, inibidores enzimáticos de conversão da angiotensina, ácido aminosalicílico, barbitúricos, benzodiazepinas, bumetanida, clofibrato, metotrexato, famotidina,furosemida,fármacos anti-inflamatórios não-esteróides e teofilina. Fontes na internet USA: http://hiv.net/link.php?id=71 Bibliografia: 1. Berenguer J, Mallolas J, and the Spanish Cidofovir Study Groupa. Intravenous cidofovir for compassionate use in AIDS Patients with cytomegalovirus retinitis. Clin Inf Dis 2000, 30: 182-84. http://amedeo.com/lit.php?id=10619750 2. Cundy KC, Petty BG, Flaherty J, et al. Clinical pharmacokinetics of cidofovir in HIV-infected patients. Antimicrob Agents Chemother 1995, 39:1247-52. http://amedeo.com/lit.php?id=7574510 3. Jacobson MA, Wilson S, Stanley H, et al. Phase I study of combination therapy with intravenous cidofovir and oral ganciclovir for CMV retinitis in patients with AIDS. Clin Infect Dis 1999, 28:528-33. http://amedeo.com/lit.php?id=10194072 4. Marra CM, Rajicic N, Barker DE, et al. A pilot study of cidofovir for progressive multifocal leukoencephalopathy in AIDS. AIDS 2002, 16:1791-1797. http://amedeo.com/lit.php?id=12218391 5. Plosker GL, Noble S. Cidofovir: a review of its use in cytomegalovirus retinitis in patients with AIDS. Drugs 1999, 58:325-45. http://amedeo.com/lit.php?id=10473024
Marcas registadas: Klacid®, Mavid® Mavid® comprimidos a 500 mg Klacid® comprimidos a 250 mg Classe de fármaco: antibiótico Fabricante: Abbott Indicações: profilaxia e tratamento da doença MAC. Dose: 500 mg duas vezes ao dia, tanto para profilaxia primária como terapêutica de manutenção. Se a clearance da creatinina for abaixo de 30 ml/min deve reduzir-se a dose em 50 % e fazer uma boa hidratação. Efeitos secundários: principalmente queixas a nível gastrointestinal como náuseas, vómitos, desconforto abdominal (raramente tenesmus), e diarreia. Além disso, reacções cutâneas alérgicas, dores de cabeça, transaminases aumentadas, fosfatase alcalina aumentada e bilirrubina aumentada. Comentários/ Avisos: Não fazer tratamentos concomitantes com rifampicina, carbamazepina, cisapride,terfenadina, pimozida e com outros antibióticos macrólidos como a eritromicina ou azitromicina. O lopinavir e o ritonavir aumentam os níveis de claritromicina. Se administrado concomitantemente, os tratamentos orais com claritromicina e AZT devem ser tomados com 1-2 horas de separação. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=73 (trade name: Biaxin) Bibliografia: 1. Benson CA, Williams PL, Currier JS, et al. A prospective, randomized trial examining the efficacy and safety of clarithromycin in combination with ethambutol, rifabutin, or both for the treatment of disseminated Mycobacterium avium complex disease in persons Clin Infect Dis 2003; 37: 1234-43. http://amedeo.com/lit.php?id=14557969 2. Chaisson RE, Benson CA, Dube MP, et al. Clarithromycin therapy for bacteremic Mycobacterium avium complex disease. A randomized, double-blind, dose-ranging study in patients with AIDS. Ann Intern Med 1994, 121:905-11. http://amedeo.com/lit.php?id=7978715 3. Cohn DL, Fisher EJ, Peng GT, et al. A prospective randomized trial of four three-drug regimens in the treatment of disseminated Mycobacterium avium complex disease in AIDS patients: excess mortality associated with high-dose clarithromycin. Clin Infect Dis 1999, 29:125-33. http://amedeo.com/lit.php?id=10433575 4. Dunne M, Fessel J, Kumar P, et al. A randomized, double-blind trial comparing azithromycin and clarithromycin in the treatment of disseminated Mycobacterium avium infection in patients with HIV. Clin Infect Dis 2000, 31:1245-52. http://amedeo.com/lit.php?id=11073759 5. Pierce M, Crampton S, Henry D, et al. A randomized trial of clarithromycin as prophylaxis against disseminated Mycobacterium avium complex infection in patients with advanced AIDS. N Engl J Med 1996, 335:384-91. http://amedeo.com/lit.php?id=8663871 6. Shafran SD, Singer J, Zarowny DP, et al. A comparison of two regimens for the treatment of Mycobacterium avium complex bacteremia in AIDS: rifabutin, ethambutol, and clarithromycin versus rifampin, ethambutol, clofazimine, and ciprofloxacin. N Engl J Med 1996, 335:377-83. http://amedeo.com/lit.php?id= 8676931 Classe do fármaco: antibiótico Fabricante: a clindamicina é produzida por diferentes empresas. Indicações: para doentes HIV: principalmente com toxoplasmose cerebral. Dosagem: 600 mg endovenoso ou 600 mg por via oral (sempre com pirimetamina e leucovorina). Metade da dose (oral) para a terapêutica de manutenção. Em caso de falência renal, reduzir a dose para um quarto ou um terço da dose normal. Efeitos secundários: diarreia em 10 a 30% dos doentes. As alergias também são frequentes e por vezes requer interrupção. Em casos de infecção por Clostridium difficile: Colite pseudomembranosa: os sinais e sintomas clínicos variam entre diarreia mediana aquosa até severa com sangue e muco, leucocitose, febre e cólicas abdominais severas, que podem progredir para peritonite, choque e megacólon tóxico. Comentários/Avisos: a clindamicina está cointraindicada em caso de doença inflamatória do intestino ou colite induzida por antibióticos. Ter em atenção à função renal ou hepática reduzida e à asma. Não administrar juntamente com antiperistálticos. Em casos de diarreia persistente durante o tratamento com clindamicina, interromper e iniciar a terapêutica com vancomicina. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=76 (trade name Cleocin™). Bibliografia: 1. Dannemann B, McCutchan JA, Israelski D, et al. Treatment of toxoplasmic encephalitis in patients with AIDS. A randomized trial comparing pyrimethamine plus clindamycin to pyrimethamine plus sulfadiazine. Ann Intern Med 1992, 116:33-43. http://amedeo.com/lit.php?id=1727093 2. Katlama C, De Wit S, O'Doherty E, Van Glabeke M, Clumeck N. Pyrimethamine-clindamycin vs. pyrimethamine-sulfadiazine as acute and long-term therapy for toxoplasmic encephalitis in patients with AIDS. Clin Infect Dis 1996, 22:268-75. http://amedeo.com/lit.php?id=8838183
Comprimidos com 150 mg 3TC + 300 mg AZT Classe do fármacos: NRTI Fabricante: GlaxoSmithKline Indicações: infecção pelo HIV Dose oral: 1 comprimido 2x/dia Nos casos de rdução da função renal (clearance da creatinina abaixo dos 50 ml/min) e anemia, o Combivir™ deve ser substituido pelos seus components para permitir o ajustamento das doses de 3TC eAZT. Comentários/Avisos:ver 3TC e AZT. Fontes na internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=68 Co-trimoxazole (Trimetoprim-sulfametoxazole) Classe do fármaco: antibiótico Fabricante: o cotrimoxazol é produzido por várias companhias. Indicações: profilaxia e tratamento de pneumonia por Pneumocystis (PPC). Profilaxia e tratamento (fármaco reservado) da toxoplasmose cerebral. Dose: profilaxia para PPC: 80/400 mg por dia ou 160/800 mg trimetoprim/sulfametoxazol 3 x/semana. Terapêutica PPC: 5 mg/kg (baseado no trimetoprim) per os ou intravenoso a cada 8 h durante 21 dias, a partir daí 5 a 6 ampolas 80/400 mg a cada 8 h. Profilaxia da toxoplasmose: 1 comprimido (160/800 mg) por dia. Função renal reduzida: metade da dose com a clearance da creatinina de 15 a 50 ml/min. O cotrimoxazol é contra-indicado abaixo de 15 ml/min. Efeitos secundários: alergias. Doses intravenosas elevadas também causam mielotoxicidade (anemia, neutropénia!), náuseas, vómitos, cefaleias e aumento das transaminases. O tratamento normalmente pode ser continuado em caso de rush cutâneo alérgico ligeiro. Noutros casos normalmente é possível fazer dessensibilização. Comentários/Avisos: atenção à alergia às sulfonamidas! A suspensão oral de cotrimoxazol para as crianças pode ser utilizada para dessensibilização: aumentar a dose lentamente durante seis dias de 12,5, 25, 37,5, 50 e 75 para 100 % de uma dose de 480 mg (para mais detalhes ver Leoung 2001, ver abaixo). O cotrimoxazol pode aumentar os níveis de anti-coagulantes e fenitoína e reduz a eficácia dos contraceptivos orais. Bibliografia: 1. Bozzette SA, Finkelstein DM, Spector SA, et al. A randomized trial of three antipneumocystis agents in patients with advanced HIV. N Engl J Med 1995, 332:693-9. http://amedeo.com/lit.php?id=7854375 2. DiRienzo AG, van Der Horst C, Finkelstein DM, et al. Efficacy of trimethoprim-sulfamethoxazole for the prevention of bacterial infections in a randomized prophylaxis trial of patients with advanced HIV infection. AIDS Res Hum Retroviruses 2002, 18:89-94. http://amedeo.com/lit.php?id=11839141 3. Duval X, Pajot O, Le Moing V, et al. Maintenance therapy with cotrimoxazole for toxoplasmic encephalitis in the era of highly active antiretroviral therapy. AIDS 2004; 18: 1342-4. http://amedeo.com/lit.php?id=15362670 4. El-Sadr WM, Luskin-Hawk R, Yurik TM, et al. A randomized trial of daily and thrice-weekly trimethoprim-sulfamethoxazole for the prevention of Pneumocystis carinii pneumonia in HIV-infected persons. Clin Infect Dis 1999, 29:775-783. http://amedeo.com/lit.php?id=10589887 5. Hughes WT, Dankner WM, Yogev R, et al. Comparison of atovaquone and azithromycin with trimethoprim-sulfamethoxazole for the prevention of serious bacterial infections in children with HIV infection. Clin Infect Dis 2005; 40: 136-45. Epub 2004 Dec 6. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15614703 6. Leoung GS, Stanford JF, Giordano MF, et al. Trimethoprim-sulfamethoxazole (TMP-SMZ) dose escalation versus direct rechallenge for pneumocystis carinii pneumonia prophylaxis in HIV-infected patients with previous adverse reaction to TMP-SMZ. J Infect Dis 2001, 184:992-7. http://amedeo.com/lit.php?id=11574913 7. Martin JN, Rose DA, Hadley WK, et al. Emergence of trimethoprim-sulfamethoxazole resistance in the AIDS Era. J Infect Dis 1999, 180:1809-18. http://amedeo.com/lit.php?id=10558935 8. Para MF, Finkelstein D, Becker S, et al. Reduced toxicity with gradual initiation of trimethoprim-sulfamethoxazole as primary prophylaxis for Pneumocystis carinii pneumonia. ACTG 268. J Acquir Immune Defic Syndr 2000, 24:337-43. http://amedeo.com/lit.php?id=11015150 9. Toma E, Thorne A, Singer J, et al. Clindamycin with primaquine vs. Trimethoprim-sulfamethoxazole therapy for mild and moderately severe Pneumocystis carinii pneumonia in patients with AIDS: a multicenter, double-blind, randomized trial (CTN 004). Clin Infect Dis 1998, 27:524-30. http://amedeo.com/lit.php?id=9770152
Crixivan™ ver Indinavir
A estavudina é um análogo da timidina semelhante ao AZT. É bem tolerada; sempre foi considerada como uma boa alternativa ao AZT. Devido a dados pouco favoráveis relacionados com a toxicidade mitocondrial (lipoatrofia, acidose láctica, neuropatia periférica) e especial se estiver associada ao DDI o tratamento a longo prazo com d4T não é recomendado. Marca registada: Zerit® Cápsulas: 15 mg, 20 mg, 30 mg, 40 mg. Solução a 1 mg/ml. Classe de fármaco: INRT Fabricante: Bristol-Myers Squibb Indicações: Infecção pelo HIV Dose: 40 mg 2x/dia para um peso > 60 kg, mas 30 mg 2x/dia para um peso < 60 kg. Na insuficiência renal:
*Hemodiálise: os doentes devem tomar o d4T após a diálise e nos dias de não diálise. Efeitos secundários: neuropatia periférica, especialmente se combinado com o DDI (acima de 24 %). O d4T está associado à lipoatrofia mais que qualquer dos outros INTR’s. Contudo os seguintes são mais frequentes que com o AZT: diarreia, náuseas, vómitos, cefaleias. Mais raras mas potencialmente fatais: acidose láctica que ocorre na associação como o ddi (em especial na gravidez!). Mais efeitos secundários: esteatose hepática, pancreatite. Comentários/Avisos: d4T não deve ser combinado como AZT. Está contra-indicado se existir uma neuropatia periférica prévia. Se possível não administrar ao mesmo tempo que outros fármacos neurotóxicos (ddc, etambutol, cisplatinium, INH, vincristina, etc.) O d4T deve ser tomado em jejum ou só com uma refeição ligeira. Se houver sintomas de neuropatia periférica deve ser suspensa a terapêutica. Bibliografia: 1. Becher F, Pruvost AG, Schlemmer DD, et al. Significant levels of intracellular stavudine triphosphate are found in HIV-infected zidovudine-treated patients. AIDS 2003; 17: 555-61. http://amedeo.com/lit.php?id=12598776 2. Domingo P, Labarga P, Palacios R, Guerro MF, Terron JA, Elias MJ et al. Improvement of dyslipidemia in patients switching from stavudine to tenofovir: preliminary results. AIDS 2004; 18: 1475-8. http://amedeo.com/lit.php?id=15199328 3. Gallant JE, Staszewski S, Pozniak AL, et al. Efficacy and safety of tenofovir DF vs stavudine in combination therapy in antiretroviral-naive patients: a 3-year randomized trial. JAMA 2004; 292: 191-201. http://amedeo.com/lit.php?id=15249568 4. John M, McKinnon EJ, James IR, et al. randomized, controlled, 48-week study of switching stavudine and/or protease inhibitors to combivir/abacavir to prevent or reverse lipoatrophy in hiv-infected patients. J Acquir Immune Defic Syndr 2003; 33: 29-33. http://amedeo.com/lit.php?id=12792352 5. Joly V, Flandre P, Meiffredy V, et al. Efficacy of zidovudine compared to stavudine, both in combination with lamivudine and indinavir, in HIV-infected nucleoside-experienced patients with no prior exposure to lamivudine. Antimicrob Agents Chemother 2002, 46: 1906-13. http://amedeo.com/lit.php?id=12019107 6. McComsey GA, Paulsen DM, Lonergan JT, et al. Improvements in lipoatrophy, mitochondrial DNA levels and fat apoptosis after replacing stavudine with abacavir or zidovudine. AIDS 2005; 19: 15-23. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15627029 7. Saag MS, Cahn P, Raffi F, et al. Efficacy and safety of emtricitabine vs stavudine in combination therapy in antiretroviral-naive patients: a randomized trial. JAMA 2004; 292: 180-9. http://amedeo.com/lit.php?id=15249567 8. Shah SS, Rodriguez T, McGowan JP. Miller Fisher variant of Guillain-Barre syndrome associated with lactic acidosis and stavudine therapy. Clin Infect Dis 2003; 36: e131-3. http://amedeo.com/lit.php?id=12746793 9. Shlay JC, Visnegarwala F, Bartsch G, et al. Body composition and metabolic changes in antiretroviral-naive patients randomized to didanosine and stavudine vs. abacavir and lamivudine. J AIDS 2005; 38: 147-55. http://amedeo.com/lit.php?id=15671799 10. van der Valk M, Casula M, Weverlingz GJ, et al. Prevalence of lipoatrophy and mitochondrial DNA content of blood and subcutaneous fat in HIV-1-infected patients randomly allocated to zidovudine- or stavudine-based therapy. Antivir Ther 2004; 9: 385-93. http://amedeo.com/lit.php?id=15259901 11. Yogev R, Lee S, Wiznia A, et al. Stavudine, nevirapine and ritonavir in stable antiretroviral therapy- experienced children with HIV infection. Pediatr Infect Dis J 2002, 21: 119-125. http://amedeo.com/lit.php?id=11840078
Marca registada: Dapson-Fatol® Comprimidos a 50 mg Classe de fármaco: antibiótico Fabricante: Fatol Indicações: reservar fármacos para profilaxia da pneumonia por Pneumocystis e da toxoplasmose cerebral. Dose: 100 mg uma vez ao dia. Alternativa: 50 mg uma vez ao dia mais pirimetamina 50 mg duas vezes ao dia/semana mais ácido folínico 30 mg/semana. Efeitos secundários: alergias (prurido, rash), febre. Frequentemente anemia hemolítica (com aumento quase obrigatório da LDH!), hepatite. Comentários/Avisos: a dapsona é contra-indicada em caso de anemia severa e deve ser utilizada com precaução na deficiência em G6PD. É contra-indicada na deficiência mediterrânica em G6PD. Não deve ser tomada em simultâneo com ddI, anti-ácidos e bloqueadores H2 (tomas com duas horas de separação). O aumento de LDH aquando da toma de dapsona não é em geral útil para fins diagnósticos. Arifabutina e rifampicina diminuem os níveis de dapsona. Bibliografia: 1. El-Sadr WM, Murphy RL, Yurik TM, et al. Atovaquone compared with dapsone for the prevention of Pneumocystis carinii pneumonia in patients with HIV infection who cannot tolerate trimethoprim, sulfonamides, or both. N Engl J Med 1998, 339:1889-95. http://amedeo.com/lit.php?id=9862944 2. Girard PM, Landman R, Gaudebout C, et al. Dapsone-pyrimethamine compared with aerosolized pentamidine as primary prophylaxis against Pneumocystis carinii pneumonia and toxoplasmosis in HIV infection. N Engl J Med 1993, 328:1514-20. http://amedeo.com/lit.php?id=8479488 3. Torres RA, Barr M, Thorn M, et al. Randomized trial of dapsone and aerosolized pentamidine for the prophylaxis of pneumocystis carinii pneumonia and toxoplasmic encephalitis. Am J Med 1993, 95:573-83. http://amedeo.com/lit.php?id=8018144
Daraprim™ ver pirimetamina
Darunavir (TMC-114) é um novo inibidor das proteases que tem uma considerável actividade com estirpes virais resistentes aos IP’s. O Darunavir está disponível (início de 2006) para uso compassivo mas deve ser aprovado nos finais de 2006. Bem tolerado, mas deve ser potenciado. Marca comercial: Prezista™. Apresentado em cápsulas de 300 mg. Classe de fármaco: Inibidor das proteases Fabricante: Tibotec Indicações: Infecção pelo HIV, uso limitado inicialmente a doentes já tratados. Dose: 600 mg 2x/dia (2 cápsulas 2x/dia) com 100 mg de ritonavir 2x/dia em doentes já tratados. Estão em investigação doses mais baixas e toma única diária em doentes não tratados. Efeitos secundários: os efeitos habituais dos IP’s com algumas queixas (se bem que moderadas) gastrointestinais e dislipidémia. Contudo a dislipidémia não é tão pronunciada como com outros IP’s. Comentários/avisos: a combinação com lopinavir parece ser desfavorável mas dado o robusto perfil de resistências do darunavir, a administração de um segundo IP nem sempre será necessária. Interacções com a atorvastatina. Bibliografia: 1. Arasteh K, Clumeck N, Pozniak A, et al. Antiretroviral activity, safety and pharmacokinetics of TMC114, a next-generation HIV-1 protease inhibitor in multiple PI experienced patients. Abstract LB 16, 2nd IAS 2003, Paris. http://www.aegis.com/conferences/2ndIASHIVPT/LB16.html 2. Katlama C, Carvalho MI, Cooper D, et al. TMC 114/r out performs investigator selected PI(s) in three class-experienced patients: week 24 primary analysis of POWER 1 (TMC 114-C213). Abstract WeOaLB0102, 3rd IAS 2005, Rio de Janeiro. 3. Katlama C, Berger D, Bellos N, et al. Efficacy of TMC114/r in 3-class experienced patients with limited treatment options: 24-week planned interim analysis of 2 96-week multinational dose-finding trials. Abstract 164LB, 3rd IAS 2005, Rio de Janeiro. 4. King NM, Prabu-Jeyabalan M, Nalivaika EA, et al. Structural and thermodynamic basis for the binding of TMC114, a next-generation human immunodeficiency virus type 1 protease inhibitor. J Virol 2004, 78:12012-21. http://amedeo.com/lit.php?id=15479840 5. Koh Y, Nakata H, Maeda K, et al. Novel bis-tetrahydrofuranylurethane-containing nonpeptidic protease inhibitor (PI) UIC-94017 (TMC114) with potent activity against multi-PI-resistant HIV in vitro. Antimicrob Agents Chemother 2003; 47: 3123-3129. http://aac.asm.org/cgi/content/abstract/47/10/3123 6. De Meyer S, Hill A, De Baere I, et al. Effect of baseline susceptibility and on-treatment mutation on TMC-114 and control PI efficacy: preliminary analysis of data from PI-experienced patients from POWER 1 and POWER 2. Abstract 157, 13th CROI 2006, Denver.
Daunorubicin, liposomal Marca registada: DaunoXome® Ampolas a 50 mg de daunorubicina liposómica Classe de fármacos: citostático Fabricante: Gilead Indicações: sarcoma de Kaposi em doentes com células CD4 < 200/µl e SK mucocutâneo severo ou visceral. Dose: 40 mg/m2 2 vezes por semana; duração de acordo com resposta. Efeitos secundários: durante a infusão: dores nas costas, flusing. Os sintomas normalmente resolvem-se com uma taxa de infusão mais baixa ou suspensa. Fadiga, dores de cabeça, arrepios. Pancitopénia, transaminases e fosfatase alcalina elevadas. Na mielossupressão (neutrófilos abaixo 1.000/mm3): atrasar a próxima dose e tratar com G-CSF se necessário. Pode ocorrer insuficiência cardíaca de súbito ou mesmo semanas após a descontinuação da terapêutica. Comentários/Avisos: contra-indicada se houver hipersensibilidade às antraciclinas; muitas vezes os doentes que podem ser efectivamente tratados com terapêutica local. Atenção a doença cardiovascular pré-existente e ao tratamento anterior com antraciclinas. A FEVE deve ser avaliada antes da iniciação do tratamento, e monitorizada quando a dose cumulativa é de 240 mg/m2 (atenção ao desenvolvimento de cardiomiopatias!). Monitorização por ECG regular. Alterações temporárias como achatamento da onda-T, depressão do segmento-ST e arritmia moderada não exigem necessariamente descontinuação do tratamento com DaunoXome®. Fontes da Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=82 (2.3 MB) Bibliografia: 1. Gill PS, Wernz J, Scadden DT, et al. Randomized phase III trial of liposomal daunorubicin versus doxorubicin, bleomycin, and vincristine in AIDS-related Kaposi's sarcoma. J Clin Oncol 1996; 14: 2353-64. http://amedeo.com/lit.php?id=8708728 2. Fumagalli L, Zucchetti M, Parisi I, et al. The pharmacokinetics of liposomal encapsulated daunorubicin are not modified by HAART in patients with HIV-associated Kaposi's sarcoma. Cancer Chemother Pharmacol 2000, 45: 495-501. http://amedeo.com/lit.php?id=10854138 3. Hjortsberg C, Persson U, Lidbrink E, Bennett C. Cost-effectiveness analysis of pegylated-liposomal doxorubicin and liposomal daunorubicin treatments in patients with Kaposi's sarcoma. Acta Oncol 1999, 38:1063-7. http://amedeo.com/lit.php?id=10665764 4. Rosenthal E, Poizot-Martin I, Saint-Marc T, Spano JP, Cacoub P. Phase IV study of liposomal daunorubicin (DaunoXome) in AIDS-related Kaposi sarcoma. Am J Clin Oncol 2002, 25:57-9. http://amedeo.com/lit.php?id=11823698
DaunoXome™ ver Daunorubicina, liposomal
O ddC é um dos primeiros NRTI’s. Devido à sua dosagem complicada, eficácia moderada e ao risco de polineuropatia e às resistências cruzadas a sua distribuição foi suspensa em 2006 – uma novidade na TARV. Marca registada: Hivid® Comprimidos a 0,375 mg Comprimidos a 0,75 mg Classe de fármacos: NRTI Fabricante: Hoffmann-La Roche Indicações: Infecção pelo HIV Dose oral: 0,75 mg 3x/dia Efeitos secundários: neuropatia periférica (acima de 30 %), estomatite com úlceras orais (acima de 4 %), pancreatite (<1 %). Raramente: rash, acidose láctica, esteatose hepática. Comentários/Avisos: ddC deve ser substituido por outros fármacos Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=84 O ddI é um dos primeiros NRTI’s. Além dos efeitos secundários a nível gastrointestinal, possivelmente relacionados com a dose, a pancreatite pode ocorrer em mais de 10 % dos doentes. O ddI tem uma semi-vida intracelular longa o que torna possível a dosagem uma vez por dia; no entanto, essa vantagem é contrariada pelo facto de ter que ser tomado com estômago vazio. A combinação com o tenofovir e o d4T é problemática. A patente para protecção do ddI expira em Agosto de 2006 nos EUA (http://hiv.net/link.php?id=243). Nome comercial: Videx® Cápsulas com revestimento gastro-resistente: 125 mg, 200 mg, 250 mg, 400 mg. Poder: 4 g por frasco. Classe de fármacos: NRTI Fabricante: Bristol-Myers Squibb Indicações: infecção VIH Dose oral: 400 mg por dia (peso corporal > 60 kg) ou 250 mg por dia (peso corporal < 60 kg). O ddI deve ser tomado de estômago vazio, pelo menos 2 horas após ou até 1 hora antes das refeições. Efeitos secundários: diarreia, náuseas, dores de cabeça, rash. Pancreatite, mesmo após longos períodos de tratamento! Polineuropatia periférica. Raramente: episódios de acidose láctica, especialmente em combinação com d4T. Comentários/Avisos: pancreatite aguda e crónica são contra-indicações – atenção em doentes alcoólicos! Se possível, deve ser evitado tratamento concomitante com fármacos que possam causar pancreatite (ex. pentamidina intravenosa). Os seguintes fármacos devem ser utilizados com precaução: etambutol, cisplatina, dissulfiram, etionamida, isoniazida, vincristina, etc. (neuropatia periférica). Dosagem concomitante com tenofovir aumenta Cmax e o AUC do ddI em 28 % e 44 %, respectivamente. A dose de ddI deve por isso ser reduzida para 250 mg. O tenofovir deve ser tomado duas horas antes ou uma hora depois do ddI. O tratamento com indinavir, ddC, dapsona, cetoconazol, itraconazol, ou tetraciclinas deve ser administrado duas horas antes ou depois do ddI. Se posível estas combinações devem ser evitadas (ver capítulo HAART). Inicialmente, monitorização mensal da amilase, hemograma, transaminases e bilirrubina. Os doentes devem ser informados do risco de pancreatite. O ddI deve ser descontinuado se houver suspeita clínica de pancreatite, sem retoma. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=86 Bibliografia: 1. Butt AA. Fatal lactic acidosis and pancreatitis associated with ribavirin and didanosine therapy. AIDS Read 2003; 13: 344-8. http://amedeo.com/lit.php?id=12889452 2. Guo Y, Fung HB. Fatal lactic acidosis associated with coadministration of didanosine and tenofovir disoproxil fumarate. Pharmacotherapy 2004; 24: 1089-94. http://amedeo.com/lit.php?id=15338857 3. Hammer SM, Katzenstein DA, Hughes MD, et al. A trial comparing nucleoside monotherapy with combination therapy in HIV-infected adults with CD4 cell counts from 200 to 500/ul N Engl J Med 1996, 335:1081-90. http://amedeo.com/lit.php?id=8813038 4. Leon A, Mallolas J, Martinez E, et al. High rate of virological failure in maintenance antiretroviral therapy with didanosine and tenofovir. AIDS 2005; 19: 1695-7. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16184042 5. Maitland D, Moyle G, Hand J, et al. Early virologic failure in HIV-1 infected subjects on didanosine/tenofovir/efavirenz: 12-week results from a randomized trial. AIDS 2005; 19: 1183-8. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15990571 6. Martinez E, Milinkovic A, de Lazzari E, et al. Pancreatic toxic effects associated with co-administration of didanosine and tenofovir in HIV-infected adults. Lancet 2004; 364: 65-7. http://amedeo.com/lit.php?id=15234858 7. Moreno A, Quereda C, Moreno L, et al. High rate of didanosine-related mitochondrial toxicity in HIV/HCV-coinfected patients receiving ribavirin. Antivir Ther 2004; 9: 133-8. http://amedeo.com/lit.php?id=15040545 8. Murphy MD, O'Hearn M, Chou S. Fatal lactic acidosis and acute renal failure after addition of tenofovir to an antiretroviral regimen containing Didanosine. Clin Infect Dis 2003; 36: 1082-5. http://amedeo.com/lit.php?id=12684925 9. Negredo E, Bonjoch A, Paredes R, et al. 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Diflucan™ver Fluconazole
A delavirdina é raramente utilizada, devido às dosagens impraticáveis e às interacções medicamentosas. Desvantagem: a normal resistência cruzada com os NNRTI’s e um grande número de comprimidos. Nome comercial: Rescriptor® 100 mg comprimidos e 200 mg comprimidos Classe do fármaco: NNRTI Fabricante: Pfizer Indicações: infecção por VIH Dose oral: 400 mg três vezes ao dia Efeitos secundários: erupção, que ocorre normalmente nas seis primeiras semanas de tratamento. Em casos não complicados, tratamento sintomático com antihistamínicos. Descontinuar se ocorrerem efeitos sistémicos como febre, conjuntivite, mialgia e artralgia. Náusea, transaminases elevadas. Comentários/Avisos: a delavirdina é contra-indicada para tratamento simultâneo com rifabutina, rifampina, carbamazepina, fenitoína, alprazolam, astemizole, fenobarbital, cisapride, midazolam, terfenadina e triazolam. Existem poucos dados sobre a combinação com nelfinavir, lopinavir e ritonavir. A delavirdina interage com numerosos fármacos através da redução da actividade do CYP3A. Aumenta a AUC (área sob a curva) do sildenafil, dapsone, claritromicina, quinidina e varfarina. Os níveis de delavirdina baixam por acção de ddI, bloqueadores de H2, carbamazepina, fenitoína e antiácidos. Os doentes devem saber que podem também dissolver a delavirdina em água: mexer os comprimidos num copo durante alguns minutos e beber. Lavar o copo com uma pequena quantidade de água e beber o resto. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=178 Bibliografia: 1. Conway B. Initial therapy with protease inhibitor-sparing regimens: evaluation of nevirapine and delavirdine. Clin Infect Dis 2000, Suppl 2:S130-4. http://amedeo.com/lit.php?id=10860897 2. Engelhorn C, Hoffmann F, Kurowski M, et al. Long-term pharmacokinetics of amprenavir in combination with delavirdine in HIV-infected children. AIDS 2004; 18: 1473-5. http://amedeo.com/lit.php?id=15199327 3. Harris M, Alexander C, O'Shaughnessy M, Montaner JS. Delavirdine increases drug exposure of ritonavir-boosted protease inhibitors. AIDS 2002; 16: 798-9. 4. Shelton MJ, Hewitt RG, Adams J, Della-Coletta A, Cox S, Morse GD. Pharmacokinetics of Ritonavir and Delavirdine in HIV-Infected Patients. Antimicrob Agents Chemother 2003; 47: 1694-1699. http://amedeo.com/lit.php?id=12709342 5. Smith D, Hales G, Roth N, et al. A randomized trial of nelfinavir, ritonavir, or delavirdine in combination with saquinavir-SGC and stavudine in treatment-experienced HIV-1-infected patients. HIV Clin Trials 2001, 2:97-107. http://amedeo.com/lit.php?id=11590517
Doxorubicina (liposómica) Marca registada: Caelyx® Ampolas de10 ml (20 mg) e 25 ml (50 mg) Classe de Fármaco: antraciclina Fabricante: Essex Indicações: Para Sarcoma de Kaposi associado à SIDA com < 200 células CD4/µl e SK mucocutâneo severo ou visceral em doentes que não toleram quimioterapia com outros fármacos ou doença progressiva apesar de tratamento. Dose: em adultos 20 mg/m2 em 250 ml de uma solução de glucose a 5% intravenosamente durante 30 minutos. Repetir após 3 semanas. Efeitos secundários: mielossupressão (apenas 10-15 % nível de neutropénia III-IV), cardiomiopatia, estomatite (raramente severa), eritrodisestesia palmar-plantar(EPP ou síndroma eritematoso da mão-pé que pode ser muito doloroso. Tratamento: arrefecer as áreas afectadas). Raro: náuseas (moderada), diarreia, alopécia. Comentários/Avisos: a doxorrubicina lipossomal é contra-indicada em caso de cardiomiopatia descompensada, mielossupressão severa (neutrofilia < 1000/µl, plaquetas < 50000/µl) e em doentes que receberam anteriormente doses cumulativas máximas de antraciclinas. O exame cardíaco é importante (ECG, ecocardiografia:fracção de ejecção do ventrículo esquerdo, FEVE) antes da iniciação do tratamento e em intervalos periódicos durante o tratamento. Se a dose cumulativa de 450 mg/m2 for excedida, é necessário realizar uma ecocardiografia antes de cada novo ciclo. É importante informar os doentes sobre aEPP(pode ser induzida por sudação, pressão, fricção – por isso não usar luvas apertadas, nada de sol, não fazer duches quentes longos, bebidas frescas). Não administrar intramuscular ou subcutaneamente. Este fármaco é caro: 2 frascos de 20 mg custam aproximadamente 1.343 Euros! Bibliografia: 1. Lucia MB, Rutella S, Leone G, Larocca LM, Vella S, Cauda R. In vitro and in vivo modulation of MDR1/P-glycoprotein in HIV-infected patients administered HAART and liposomal doxorubicin. J Acquir Immune Defic Syndr 2002, 30: 369-78. http://amedeo.com/lit.php?id=12138343 2. Martin-Carbonero L, Barrios A, Saballs P, et al. Pegylated liposomal doxorubicin plus highly active antiretroviral therapy versus highly active antiretroviral therapy alone in HIV patients with Kaposi's sarcoma. AIDS 2004; 18: 1737-40. http://amedeo.com/lit.php?id=15280789 3. Newell M, Milliken S, Goldstein D, et al. A phase II study of liposomal doxorubicin in the treatment of HIV-related Kaposi's sarcoma. Aust N Z J Med 1998, 28: 777-83. http://amedeo.com/lit.php?id=9972406 4. Nunez M, Saballs P, Valencia ME, et al. Response to liposomal doxorubicin and clinical outcome of HIV-1-infected patients with Kaposi's sarcoma receiving HAART. HIV Clin Trials 2001; 2: 429-37. http://amedeo.com/lit.php?id=11673818 5. Nunez M, Machuca A, Soriano V, Podzamczer D, Gonzalez-Lahoz J. Clearance of human herpesvirus type 8 viraemia in HIV-1-positive patients with Kaposi's sarcoma treated with liposomal doxorubicin. AIDS 2000, 14: 913-9. http://amedeo.com/lit.php?id=10853972 O efavirenze é um NNRTI frequentemente utilizado. Contudo, apresenta múltiplos efeitos secundários no SNC (distúrbios da arquitectura do sono, vertigens matinais, sonolência). Outras desvantagens incluem interacções medicamentosas e resistência cruzada, como com os outros membros desta classe de fármacos. Nome comercial: Sustiva® Cápsulas: 50 mg, 100 mg, 200 mg, 600 mg Classe do fármaco: NNRTI Fabricante: Bristol-Myers Squibb, MSD Indicações: Infecção por VIH Dose oral: 600 mg por dia (1 cápsula de 600 mg/dia ou 3 cápsulas de 200 mg/dia), preferencialmente antes de deitar. Efeitos secundários: sintomas relacionados com o SNC Pocorrem com frequência! pesadelos, confusão, vertigens, sonolência, pensamento anormal, diminuição da concentração, insónia, e despersonalização. Estes sintomas são resolvidos normalmente após algumas semanas. Uma erupção (15%) pode também ocorrer nas primeiras semanas, mas casos graves de empolar, descamação e ulceração são raros. Elevação dos testes da função do fígado e enzimas biliares, especialmente gGT; dislipidémia. Comentários/Avisos: contra-indicado na gravidez! Contra-indicado para administração simultânea com ergotaminas, astemizole, cisapride, midazolam, terfenadina e triazolam. Não deve ser combinado com comprimidos contraceptivos. Não deve ser dado em combinação com saquinavir ou amprenavir sem reforço de ritonavir (níveis plasmáticos insuficientes de saquinavir e amprenavir). Ajustes da dose em combinação com: · Lopinavir: aumentar dose de lopinavir para 4 cápsulas 2 x/dia. · Atazanavir: aumentar reforço de ritonavir para 400 mg (ATV/RTV: 400/100); tomar à refeição. · Indinavir: aumentar dose de indinavir para 1 000 mg 3 x/ dia. · Rifabutina: aumentar dose de rifabutina para 450 mg/dia. · Metadona: possivelmente aumenta a dose de metadona em 20 a 40%. Quando existe troca da terapêutica de um IP para efavirenze, sobreposição da terapêutica é recomendada durante uma semana. O efavirenze não deve ser tomado com refeições gordas, pois estas reduzem a absorção. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=88 Bibliografia: 1. Ananworanich J, Moor Z, Siangphoe U, et al. Incidence and risk factors for rash in Thai patients randomized to regimens with nevirapine, efavirenz or both drugs. AIDS 2005; 19: 185-92. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15668544 2. Boffito M, Rossati A, Reynolds HE, et al. Undefined duration of opiate withdrawal induced by efavirenz in drug users with hiv infection and undergoing chronic methadone treatment. AIDS Res Hum Retroviruses 2002; 18: 341-2. 3. Brennan-Benson P, Lyus R, Harrison T, Pakianathan M, Macallan D. Pharmacokinetic interactions between efavirenz and rifampicin in the treatment of HIV and tuberculosis: one size does not fit all. AIDS 2005; 19: 1541-3. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16135909 4. Casado JL, Moreno A, Hertogs K, Dronda F, Moreno S. Extent and importance of cross-resistance to efavirenz after nevirapine failure. AIDS Res Hum Retroviruses 2002, 18: 771-5. http://amedeo.com/lit.php?id=12167268 5. Clifford DB, Evans S, Yang Y, et al. Impact of efavirenz on neuropsychological performance and symptoms in HIV-infected individuals. Ann Intern Med 2005; 143: 714-21. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16287792 6. Fumaz CR, Munoz-Moreno JA, Molto J, et al. Long-term neuropsychiatric disorders on efavirenz-based approaches: quality of life, psychologic issues, and adherence. J Acquir Immune Defic Syndr 2005; 38: 560-5. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15793366 7. Fundaro C, Genovese O, Rendeli C, Tamburrini E, Salvaggio E. Myelomeningocele in a child with intrauterine exposure to efavirenz. AIDS 2002, 16: 299-300. 8. Gallego L, Barreiro P, del Rio R, et al. Analyzing sleep abnormalities in HIV-infected patients treated with Efavirenz. Clin Infect Dis 2004; 38: 430-2. Epub 2004 Jan 09. http://amedeo.com/lit.php?id=14727217 9. Gulick RM, Ribaudo HJ, Shikuma CM, et al. Triple-nucleoside regimens versus efavirenz-containing regimens for the initial treatment of HIV-1 infection. N Engl J Med 2004; 350: 1850-61. http://amedeo.com/lit.php?id=15115831 10. Gutierrez F, Navarro A, Padilla S, et al. Prediction of neuropsychiatric adverse events associated with long-term efavirenz therapy, using plasma drug level monitoring. 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Emtricitabina (FTC) A Emtricitabina é um análogo da citidina muito bem tolerado, comparável, bioquimicamente e pelo seu perfil de resistências ao 3TC mas com uma semi-vida significativamente mais longa. Pode ser tomado uma vez por dia. Marca registada: Emtriva® Previamente: Coviracil®; existe também no Truvada® em combinação com o tenofovir. Cápsulas a 200 mg; solução oral: 170 ml a 10 mg/ml. Classe de fármacos: INTR Fabricante: Gilead Indicações: Infecção pelo HIV Dose: 200 mg/dia (solução: dose recomendada 240 mg = 24 ml) É necessário o ajustamento da dose de acordo com a clearance da creatinina:
Efeitos secundários: raros. Mais frequente cefaleias, náuseas, diareia, rash. Possível hiperpigmentação. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=223 Bibliografia: 1. Bang LM, Scott LJ. Emtricitabine: An antiretroviral agent for HIV infection. Drugs 2003; 63: 2413-24. http://amedeo.com/lit.php?id=14609348 2. Dando TM, Wagstaff AJ. Emtricitabine/tenofovir disoproxil fumarate. Drugs 2004; 64: 2075-82 http://amedeo.com/lit.php?id=15341498 3. Hazen R, Lanier ER. Relative Anti-HIV-1 efficacy of lamivudine and emtricitabine in vitro is dependent on Cell Type. J Acquir Immune Defic Syndr 2003; 32: 255-8. http://amedeo.com/lit.php?id=12626884 4. Rousseau FS, Wakeford C, Mommeja-Marin H, et al. Prospective randomized trial of emtricitabine versus Lamivudine short-term monotherapy in HIV-infected patients. J Infect Dis 2003; 188: 1652-8. http://amedeo.com/lit.php?id=14639535 5. Saag MS, Cahn P, Raffi F, et al. Efficacy and safety of emtricitabine vs stavudine in combination therapy in antiretroviral-naive patients: a randomized trial. JAMA 2004; 292: 180-9. http://amedeo.com/lit.php?id=15249567 6. Saag MS. Emtricitabine, a new antiretroviral agent with activity against HIV and Hepatitis B Virus. Clin Infect Dis 2006; 42: 126-31. Epub 2005 Nov 23. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16323102 7. Wang LH, Wiznia AA, Rathore MH, et al. Pharmacokinetics and safety of single oral doses of emtricitabine in human immunodeficiency virus-infected children. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 183-91. http://amedeo.com/lit.php?id=14693538
Emtriva™ver Emtricitabine Enfuvirtide ver T-20 Epivir™ ver 3TC Epzicom™ ver Kivexa Erypo™ver Eritropoetina
Marca registada: Erypo® Ampolas com 2.000, 4.000 ou 10.000 I.U./ml Classe de fármaco: antianémico Fabricante: Janssen-Cilag Indicações: anemia na insuficiência renal, induzida por fármacos tais como o AZT, ribavirina ou quimioterapia (anemia sintomática; a anemia sintomática quando os valores de hemoglobina baixam além das 10-11 g/dl a eritropoetina endógena esteja abaixo dos 500 mU/ml). Nota: Excluir sempre causas mais frequentes de anemia como a anemia por deficiência de ferro!. Dose: 100 I.U./kg de peso uma vez por semana até que o hematócrito atinja os 30 a 35 %. Se não houver resposta após 6 semanas de tratamento aumentar a dose para 200 I.U./kg/semana. Se não houver resposta após outras seis semanas: suspender. Se a resposta for positiva é suficiente uma dose semanal de manutenção de 100-200 I.U./kg de peso. Para valores de hematócrito > 40 % ou hemoglobina > 13 g/dl: suspender. Efeitos secundários: sintomas tipo gripe especialmente no início do tratamento, tais como cefaleias, artralgias, astenia, tonturas e fadiga Comentários/avisos: a eritropoetina está contra-indicada na hipertensão mal controlada. É cara e deve ser poupado o seu uso. Antes de iniciar o tratamento devem ser afastadas outras causas de anemia. Incluem-se: · Deficiência de Vitamina B12 ou ácido fólico, deficiência de ferro, perda de sangue oculto, alterações hematológicas tais como a talassémia ou a mielodisplasia. · Doença definidora de SIDA com envolvimento medular, tal como a infecção MAC, a tuberculose, o CMV, o linfoma maligno, o sarcoma de Kaposi's. Monitorizar a pressão arterial inicialmente! A administração subcutânea de Erypo® está contra-indicada em doentes com insuficiência renal crónica ou insuficiência renal terminal devido ao risco de eritroblastopenia induzida por anticorpos (PRCA, Aplasia medular eritrocitária). Erypo® deve ser conservada a 2 a 8° Celsius na embalagem original. Não congelar! Interacções medicamentosas: a eritropoetina pode diminuir a eficácia de antihipertensores administrados concomitantemente. O tratamento associado com anticonvulsivantes pode aumentar a susceptibilidade para convulsões. Dado que a ciclosporina A se liga aos eritrócitos as concentrações de ciclosporina devem ser monitorizadas sempre com a eritropoetina.
Estavudina ver d4T
Classe de fármaco: tuberculostático Fabricante: O Etambutol é fabricado por várias companhias. Indicações: tuberculose, infecção por MAC Dose: 15 a 25 mg/kg (máximo de 2 g) por dia, em geral 3 comprimidos a 400 mg por dia. O etambutol deve ser usado só em terapêutica combinada. Redução da dose na insuficiência renal:
Efeitos secundários: o etambutol pode dar nevrite óptica com diminuição da visão (diminuição da acuidade, restrição do campo visual, perda da discriminação verde-vermelho). Estas alterações são reversíveis se o etambutol é descontinuado de imediato. Outros efeitos secundários: náuseas, vómitos, dor abdominal, cefaleias, tonturas, prurido, artralgias, elevação do ácido úrico (é possível um ataque de gota aguda!), alterações da função hepática. Comentários/avisos: o etambutol está contra-indicado se houver lesões prévias do nervo óptico. Deve fazer-se um exame oftalmológico antes de iniciar o tratamento e depois ao fim de semanas de tratamento (discriminação das cores, campo visual e acuidade). Deve descontinuar-se imediatamente no sentido de se prevenir a atrofia do nervo óptico se houver alterações da visão relacionadas com o fármaco. Os doentes devem ser informados que o agravamento da visão pode ocorrer e de que devem de imediato consultar o seu médico. O hidróxido de alumínio reduz a absorção do etambutol; deve ser tomado pelo menos uma hora antes dos anti-ácidos. Monitorizar a função hepática e o ácido úrico mensalmente. Bibliografia: 1. Shafran SD, Singer J, Zarowny DP, et al. A comparison of two regimens for the treatment of Mycobacterium avium complex bacteremia in AIDS: rifabutin, ethambutol, and clarithromycin versus rifampin, ethambutol, clofazimine, and ciprofloxacin. N Engl J Med 1996, 335:377-83. http://amedeo.com/lit.php?id=8676931 2. Ward TT, Rimland D, Kauffman C, Huycke M, Evans TG, Heifets L. Randomized, open-label trial of azithromycin plus ethambutol vs. clarithromycin plus ethambutol as therapy for Mycobacterium avium complex bacteremia in patients with HIV infection. Clin Infect Dis 1998, 27:1278-85. http://amedeo.com/lit.php?id=9827282
Filgrastim ver G-CSF
O fluconazol é o fármaco de escolha para o tratamento das candidoses na infecção por VIH e para a profilaxia secundária de criptococose. É também um componente da terapêutica aguda para a criptococose. Nome comercial: Diflucan® Comprimidos com 50 mg, 100 mg e 200 mg Solução oral com 50 mg por 10 ml Pó para suspensão com 50 mg por 5 ml Frascos para aplicação IV com 100 mg, 200 mg e 400 mg Diflucan Derm: 50 mg cápsulas; solução oral com 50 mg em 10 ml Classe do fármaco: anti-micótico Fabricante: Pfizer Indicações: Infecção por Cândida e meningite por Criptococos. Também certas micoses raras. Dose: para candidose oral: 100 mg qd po (uma vez ao dia por via oral); para esofagite por Cândida 200 mg qd durante 7-10 dias. Duplicar a dose no primeiro dia, em cada caso. Uma tentativa pode ser feita com uma dose mais elevada se a candidose persistir mais de 10 dias (até 800 mg por dia). Meningite por Criptococos: Inicialmente, 400 mg por dia (até 800 mg em casos graves que ameacem a vida), combinado com flucitosina e anfotericina B se possível. Após conclusão da terapêutica aguda – normalmente após 6 semanas – terapêutica de manutenção com 200 mg de fluconazol diariamente. Insuficiência renal: metade da dose com clearance da creatinina de 50 a 10ml/min; reduzir para 25% abaixo de 10 ml/min. Efeitos secundários: Boa tolerância no total, raras queixas gastrointestinais e transaminases elevadas. Alopécia reversível em aproximadamente 10% dos casos com mais de 400 mg por dia. Comentários/Avisos: O tratamento prolongado pode levar ao desenvolvimento de estirpes de Cândida resistentes. O fluconazol não é eficaz contra C. krusei ou Aspergillus. Nos casos de infecção por C. glabrata, doses mais elevadas são necessárias (a sensibilidade é dependente da dose). Os níveis de fluconazol são reduzidos com a administração simultânea de rifabutina ou rifampicina. O fluconazol aumenta as concentrações séricas de rifabutina (náusea, neutropénia, uveíte), atovaquona, claritromicina, teofilina, opiáceos, derivados da cumarina, benzodiazepinas, ciclosporina, tacrolimos, fenitoína e fármacos anticonvulsivantes assim como AZT. Os comprimidos tem boa absorção, e as infusões (2-3 vezes mais dispendiosas) são apenas necessárias em casos de não aderência, mucosites graves ou problemas com absorção. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=94 Bibliografia: 1. Friese G, Discher T, Fussle R, Schmalreck A, Lohmeyer J. Development of azole resistance during fluconazole maintenance therapy for AIDS-associated cryptococcal disease. AIDS 2001, 15:2344-5. 2. Perea S, Lopez-Ribot JL, Kirkpatrick WR, et al. Prevalence of molecular mechanisms of resistance to azole antifungal agents in candida albicans strains displaying high-level fluconazole resistance isolated from HIV-infected patients. Antimicrob Agents Chemother 2001, 45: 2676-84. http://amedeo.com/lit.php?id=11557454 3. Vasquez JA, Peng G, Sobel JD, et al. Evolution of antifungal susceptibility among candida species isolates recovered from HIV-infected women receiving fluconazole prophylaxis. Clin Infect Dis 2001, 33: 1069-75. http://amedeo.com/lit.php?id=11528582 4. de Wet N, Llanos-Cuentas A, Suleiman J, et al. A randomized, double-blind, parallel-group, dose-response study of micafungin compared with fluconazole for the treatment of esophageal candidiasis in HIV-positive patients. Clin Infect Dis 2004; 39: 842-9. http://amedeo.com/lit.php?id=15472817 5. Wheat LJ, Connolly P, Haddad N, et al. Antigen clearance during treatment of disseminated histoplasmosis with itraconazole versus fluconazole in patients with AIDS. Antimicrob Agents Chemother 2002, 46: 248-50. http://amedeo.com/lit.php?id=11751146 6. Wheat LJ, Connolly P, Smedema M, Brizendine E, Hafner R. Emergence of resistance to fluconazole as a cause of failure during treatment of histoplasmosis in patients with AIDS. Clin Infect Dis 2001, 33: 1910-1913. http://amedeo.com/lit.php?id=11692303
O fosamprenavir é um éster de fosfato de cálcio do amprenavir que tem solubilidade melhorada e é melhor absorvido que o amprenavir. Isto reduz significativamente o número de comprimidos comparando com o amprenavir. A tolerância é geralmente bastante boa, e o fosamprenavir tem um perfil de resistências interessante e uma série de possibilidades de dosagem (ver abaixo). Nome comercial: EUA: Lexiva®, Europa: Telzir® Cápsulas de 700 mg (60 = N3). Suspensão 50 mg/ml (225 ml = N1) Classe do fármaco: inibidor da protease Fabricante: GlaxoSmithKline Indicações: infecção por VIH, tanto em doentes tratados como não tratados. Dose: as doses diárias recomendadas para doentes não tratados varia: · 1.400 mg 2x/dia (2 comp /dia: sem ritonavir- não licenciado na Europa!). · 1.400 mg/dia + 200 mg ritonavir/dia (4 comprimidos/dia não na Europa). · 700 mg 2x/dia + 100 mg ritonavir 2x/dia (2 comprimidos 2x/dia). · A versão de uma toma diária não é recomendada para doentes já tratados com IP. Doentes já tratados com IP devem por isso tomar apenas a seguinte dose: · 700 mg 2x/dia + 100 mg ritonavir 2x/dia (2 comprimidos 2x/dia). Não há restrições no que respeita ao esvaziamento gástrico – o fosamprenavir pode ser tomado às refeições ou fora delas. Efeitos adversos: diarreia, náuseas, vómitos, dores de cabeça, erupção cutânea (até 20%). Raramente síndrome de Stevens-Johnson (< 1%). Comentários/Advertências: contra-indicado: cisaprida, pimozida, midazolam, triazolam, ergotaminas. Flecainida e propafenona são também contra-indicados quando o fosamprenavir é potenciado com ritonavir. Podem ocorrer interacções com risco de morte se administrado concomitantemente com amiodarona, lidocaína (sistémica), anti-depressivos tricíclicos e quinidina (medir os níveis!). Não usar em conjunto com rifampina (isto reduz os níveis plasmáticos de amprenavir em 90%), delavirdina ou St. John's wort; usar com precaução com simvastatina, lovastatina, sildenafil, vardenafil. Carbamazepina, fenobarbital, fenitoina e dexametasona podem baixar os níveis plasmáticos de amprenavir. O efavirenze parece baixar significativamente os níveis plasmáticos (provavelmente numa extensão com relevância clínica). No entanto, tal não acontece quando o fosamprenavir é potenciado com ritonavir. Mas: se fosamprenavir + ritonavir forem administrados uma vez ao dia, a dose de ritonavir deve ser aumentada 100 mg: efavirenze + 1,400 mg fosamprenavir qd + 300 mg ritonavir qd. A toma duas vezes ao dia não requer o ajuste de dose do ritonavir. Rifabutina: reduzir a dose de rifabutina pelo menos 50%. Se o fosamprenavir for potenciado com ritonavir, é necessário reduzir a dose de rifabutina em 75% (em vez de 300 mg diárias, deve apenas tomar-se 150 mg em dias alternados, ou 150 mg três vezes por semana). Cetoconazole, itraconazole: se doseados > 400 mg diárias, possivelmente tem que se reduzir a dose de cetoconazole/itraconazole. Se o fosamprenavir for potenciado com ritonavir, não se recomendam doses de cetoconazole e itraconazole superiores a 200 mg diárias. Precaução em doentes com alergia às sulfonamidas. Precaução nos insuficientes hepáticos (considerar redução da dose). Não existem dados sobre a combinação com ritonavir nestes casos. Metadona: pode ser necessário aumentar a dose de metadona. Contracepção: recomenda-se uma alternativa à pílula. Precaução na combinação com lopinavir – redução dos níveis plasmáticos de ambos os fármacos! Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=222 Bibliografia: 1. Chapman TM, Plosker GL, Perry CM. Fosamprenavir: a review of its use in the management of antiretroviral therapy-naive patients with HIV infection. Drugs 2004; 64: 2101-24. http://amedeo.com/lit.php?id=15341507 2. Ford SL, Wire MB, Lou Y, Baker KL, Stein DS. Effect of antacids and ranitidine on the single-dose pharmacokinetics of fosamprenavir. Antimicrob Agents Chemother 2005; 49: 467-9. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15616339 3. Gathe JC Jr, Ive P, Wood R, et al. SOLO: 48-week efficacy and safety comparison of once-daily fosamprenavir/ritonavir versus twice-daily nelfinavir in naive HIV-1-infected patients. AIDS 2004; 18: 1529-37. http://amedeo.com/lit.php?id=15238771 4. Kashuba AD, Tierney C, Downey GF, et al. Combining fosamprenavir with lopinavir/ritonavir substantially reduces amprenavir and lopinavir exposure: ACTG protocol A5143 results. AIDS 2005; 19: 145-52. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15668539 5. MacManus S, Yates PJ, Elston RC, White S, Richards N, Snowden W. GW433908/ritonavir once daily in antiretroviral therapy-naive HIV-infected patients: absence of protease resistance at 48 weeks. AIDS 2004,18:651-5. http://amedeo.com/lit.php?id=15090770 6. Morse GD, Rosenkranz S, Para MF, et al. Amprenavir and efavirenz pharmacokinetics before and after the addition of nelfinavir, indinavir, ritonavir, or saquinavir in seronegative individuals. Antimicrob Agents Chemother 2005; 49: 3373-81. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16048950 7. Quercia R, Garnier E, Ferre V, et al. Salvage therapy with ritonavir-boosted amprenavir/fosamprenavir: virological and immunological response in two years follow-up. HIV Clin Trials 2005; 6: 73-80. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15983891 8. Yogev R, Kovacs A, Chadwick EG, Homans JD, Lou Y, Symonds WT. Single-dose safety and pharmacokinetics of amprenavir (141W94), a human immunodeficiency virus type 1 (HIV-1) protease inhibitor, in HIV-infected children. Antimicrob Agents Chemother 2005; 49: 336-41. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15616313
Fortovase™ver Saquinavir
Marca registada: Foscavir® Ampolas de 250 ml e 500 ml com 24 mg/ml Classe de fármaco: virostático Fabricante: AstraZeneca Indicações: reservar o fármaco para terapêutica de indução e de manutenção da retinite por CMV. Para infecções severa por herpes resistente ao aciclovir ou varicela zoster. Dose: 90 mg/kg iv pelo menos 2 horas duas vezes ao dia para terapêutica de indução (2-3 semanas) da retinite por CMV. 90-120 mg/kg mais de duas horas duas vezes ao dia para terapêutica de manutenção. Infecções por VHS e VVZ: 60 mg/kg iv duas vezes por dia durante 2 semanas. Efeitos secundários: nefrotoxicidade! Normalmente reversível após descontinuação do foscarnet. Alterações de electrólitos (hipocalcémia, hipocalémia) são também comuns. Mais raramente: anemia, neutropénia, febre, rash, dores de cabeça, náuseas, vómitos, diarreia. Muitas vezes ulcerações dolorosas no pénis (lavar após cada micção!!!). Comentários/Avisos: boa hidratação! Pelo menos 2,5 l de fluídos por dia! Para evitar hipocalcémia administrar uma ampola de solução de cálcio a 10% em 100 ml de glucose a 5% imediatamente antes da infusão do foscarnet. Administrar 500-1000 ml de glucose a 5 % antes ou depois da dose de foscarnet. Não misturar as infusões. Monitorização inicial do Na, K, Ca, creatinina, contagens de células sanguíneas pelo menos 3x/semana Não fazer tratamento concomitante com outros fármacos nefrotóxicos. Ajustar a dose no caso de insuficiência renal. Ver informação de prescrição.
Bibliografia: 1. Breton G, Fillet AM, Katlama C, Bricaire F, Caumes E. Acyclovir-resistant herpes zoster in HIV-infected patients: results of foscarnet therapy. Clin Infect Dis 1998, 27: 1525-7. http://amedeo.com/lit.php?id=9868672 2. Cheung TW, Jayaweera DT, Pearce D, et al. Safety of oral versus intravenous hydration during induction therapy with intravenous foscarnet in AIDS patients with cytomegalovirus infections. Int J STD AIDS 2000, 11: 640-7. http://amedeo.com/lit.php?id=11057934 3. Salmon-Ceron D, Fillet AM, Aboulker JP, et al. Effect of a 14-day course of foscarnet on cytomegalovirus (CMV) blood markers in a randomized study of HIV-infected patients with persistent CMV viremia. Clin Infect Dis 1999, 28: 901-5. http://amedeo.com/lit.php?id=10825058 4. Weinberg A, Jabs DA, Chou S, et al. mutations conferring foscarnet resistance in a cohort of patients with acquired immunodeficiency syndrome and cytomegalovirus retinitis. J Infect Dis 2003; 187: 777-784. http://amedeo.com/lit.php?id=12599051 5. Zanetta G, Maurice-Estepa L, Mousson C, et al. Foscarnet-induced crystalline glomerulonephritis with nephrotic syndrome and acute renal failure after kidney transplantation. Transplantation 1999. 67: 1376-8. http://amedeo.com/lit.php?id=10360595
Foscavir™ verFoscarnet
Fuzeon™ ver T-20
Marca registada: Cymeven® Ampolas para via injectável com 500 mg. Por via oral deve ser usado o valganciclovir (ver Valganciclovir). Classe do fármaco: virostático Fabricante: Hoffmann-La Roche Indicações: retinite a CMV. Desde a aprovação do valgaciclovir: para ser usado somente em doentes que não possam fazer terapêutica oral. Dosagem: tratamento inicial com função renal normal: 5 mg/Kg 2x/dia por infusão endovenosa durante uma hora. Duração do tratamento: 14 a 21 dias. Terapêutica de manutenção: 6 mg/Kg endovenoso, 4x/semana. Efeitos secundários: leucopénia, anemia e trombocitopénia. Náuseas, vómitos, diarreia ou sintomas do SNC como por exemplo confusão e cefaleias são raros. Comentários/Avisos: monitorizar a contagem hematológica de dois em dois dias. Reduzir a dose de 30 para 50% em caso de neutrofilia com contagem entre 500 e 800/ml; interromper o fármaco quando a contagem for menos de 500/ml (G-LCR se necessário!). Contraindicado em casos de neutropénia <500/ml, trombocitopénia <25000/ml e juntamente com quimioterapia (KS, NHL). Extrema precaução se administrado com AZT e ddI (toxicidade aumentada!). O ganciclovir é um potencial teratogénico e carcinogénico. A dosagem terá que ser ajustada no caso de insuficiência renal (ver link abaixo). Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=97 Bibliografia: 1. Casper C, Nichols WG, Huang ML, Corey L, Wald A. Remission of HHV-8 and HIV-associated multicentric Castleman's disease with ganciclovir treatment. Blood 2003; : Blood 2003 Nov 13 http://amedeo.com/lit.php?id=14615380 2. Czock D, Scholle C, Rasche FM, Schaarschmidt D, Keller F. Pharmacokinetics of valganciclovir and ganciclovir in renal impairment. Clin Pharmacol Ther 2002, 72: 142-50. http://amedeo.com/lit.php?id=12189361 3. Imai Y, Shum C, Martin DF, Kuppermann BD, Drew WL, Margolis TP. Emergence of drug-resistant cytomegalovirus retinitis in the contralateral eyes of patients with AIDS treated with ganciclovir. J Infect Dis 2004; 189: 611-5. Epub 2004 Jan 28. http://amedeo.com/lit.php?id=14767813
Marcas registadas: Neupogen® (Filgrastim), Granocyte® (Lenograstim) Granocyte®: ampolas com 13,4 mil I.U. e 33.6 mil I.U. Neupogen®: seringas com 300 µg e 480 µg Neupogen®: ampolas com 300 µg em 1 ml e 480 µg em 1,6 ml Classe de fármaco: citoquina Fabricante: Amgen, Chugai Pharma Indicações: neutropénia, especialmente induzida por fármacos (AZT, ganciclovir, interferão, quimioterapia mielossupressiva), raramente relacionada com VIH. Dose: de acordo com o protocolo de quimioterapia, normalmente aproximadamente 5 µg/kg de Neupogen® diariamente em dias fixos. Fora dos protocolos de quimioterapia, 1-5 µg/kg Neupogen® 1-3x/semana, com diminuição crescente da dose. O objectivo é normalmente de pelo menos 1000 neutrófilos/µl. Para saber as doses de Granocyte® ver a informação do produto. Efeitos secundários: dores nos ossos, costas ou músculos em 10 a 20 % dos doentes, por vezes severas (requer doses generosas de analgésicos). Irritação no local de injecção. Comentários/Avisos: o FEG é caro. Tratamento a longo termo deve ser evitado (é possível fazer alteração do fármaco que provoca a neutropénia). O restante das ampolas individuais deve ser mantido na seringa refrigerado. Monitorização: contagem de células sanguíneas duas vezes por semana. Fontes na Internet: USA, Neupogen™: http://hiv.net/link.php?id=100 Bibliografia: 1. Campbell TB, Rapaport E, Schooley RT, Kuritzkes DR. Increased replication of HIV-1 minor variants during hematopoietic stem-cell mobilization with filgrastim. J Infect Dis 2004; 190: 257-66. Epub 2004 Jun 22. http://amedeo.com/lit.php?id=15216459 2. Davidson M, Min YI, Holbrook JT, et al. Use of filgrastim as adjuvant therapy in patients with AIDS-related cytomegalovirus retinitis. AIDS 2002, 16:757-65. http://amedeo.com/lit.php?id=11964532 3. Davidson M, Min YI, Holbrook JT, et al. Influence of filgrastim (granulocyte colony-stimulating factor) on HIV type 1 RNA in patients with cytomegalovirus retinitis. J Infect Dis 2002, 186: 1013-8. http://amedeo.com/lit.php?id=12232843
Hivid™ver ddC – retirado do mercado
Indinavir foi, em 1996, um dos primeiros inibidores da protease. Hoje o seu uso está limitado devido aos seus efeitos secundários. Existem resistências cruzadas com outros inibidores da protease. O indinavir requer uma dosagem de três vezes ao dia com o estômago vazio na sua forma potenciada - uma forma inaceitável de administração hoje. O indinavir é portanto agora usado quase sempre exclusivamente com ritonavir potenciado. Nome comercial: Crixivan Cápsulas de 100 mg, 200 mg, 333 mg e 400 mg Classe do fármaco: inibidor da protease Fabricante: Merck Indicações: infecção pelo HIV Dosagem: em combinação com o ritonavir: 800 mg 2x/dia (duas cápsulas de 400 mg 2x/dia) mais 100 mg de ritonavir 2x/dia (uma cápsula de 100 mg 2x/dia). Ou 400 mg 2x/dia (uma cápsula de 400 mg 2x/dia) mais 400 mg de ritonavir 2x/dia (quatro cápsulas de 100 mg 2x/dia). Dosagem sem ritonavir potenciado (incomum): 800 mg 3x/dia (duas cápsulas de 400 mg 3x/dia) uma hora antes ou duas horas após as refeições. Diminuição da função hepática: 600 mg 3x/dia (três cápsulas de 200 mg 3x/dia). É possível uma redução da dose com TDM. Efeitos secundários: nefrolitíase (até 25%). Menos frequente: nefrotoxicidade com valores elevados de creatinina no soro. Diarreia, náuseas e vómitos. O síndroma de sicca ocorre com relativa frequência (pele seca, olhos e boca); diminuição do crescimento das unhas dos dedos dos pés; raramente ocorre alopécia. Hiperbilirrubinémia assintomática. Lipodistrofia (“Crixbelly”), dislipidémia, desordens no metabolismo da glucose. Comentários/Avisos: o uso em conjunto com rifampincina, astemizol, terfenadina, cisapride, triazolam, ergotaminas, sinvastatina, lovastatina, ou hipiricão está contraindicado. Os seguintes ajustes da dosagem são necessários: · Rifabutina: potenciado com ritonavir 150 mg de rifampina de 2-2 dias ou 3x/semana. · Ketoconazol e intraconazol: 600 mg de indinavir 3x/dia. · Sildenafil: máximo 25 mg sildenafil/48h Pelo menos 1,5 L de líquidos deve ser ingerido diariamente para prevenir a nefrolitíase. A ocorrência de nefrolitíase e provavelmente os problemas de pele correlacionam-se com os níveis no plasma. Não se deve administrar juntamente com ddI. Em combinação com o ritonavir, o indinavir pode ser tomado 2 vezes por dia e com as refeições. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=102 Bibliografia: 1. Aarnoutse RE, Brinkman K, Benetucci J, Begovac J, Stek M Jr, Burger DM. Pharmacokinetics of indinavir/ritonavir (800/100 mg twice a day) combined with efavirenz in HIV-infected patients. AIDS 2004; 18: 565-7. http://amedeo.com/lit.php?id=15090812 2. Acosta EP, Wu H, Hammer SM, et al. comparison of two indinavir/ritonavir regimens in the treatment of HIV-infected individuals. J Acquir Immune Defic Syndr 2004; 37: 1358-1366. http://amedeo.com/lit.php?id=15483465 3. Bergshoeff AS, Fraaij PL, van Rossum AM, et al. Pharmacokinetics of indinavir combined with low-dose ritonavir in human immunodeficiency virus type 1-infected children. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 1904-7. http://amedeo.com/lit.php?id=15105157 4. Campo RE, Moreno JN, Suarez G, et al. Efficacy of indinavir-ritonavir-based regimens in HIV-1-infected patients with prior protease inhibitor failures. AIDS 2003; 17: 1933-9. http://amedeo.com/lit.php?id=12960826 5. Ghosn J, Lamotte C, Ait-Mohand H, et al. Efficacy of a twice-daily antiretroviral regimen containing 100 mg ritonavir/400 mg indinavir in HIV-infected patients. AIDS 2003; 17: 209-14. http://amedeo.com/lit.php?id=12545081 6. Gulick RM, Meibohm A, Havlir D, et al. Six-year follow-up of HIV-1-infected adults in a clinical trial of antiretroviral therapy with indinavir, zidovudine, and lamivudine. AIDS 2003; 17: 2345-2349. http://amedeo.com/lit.php?id=14571186 7. Hammer SM, Squires KE, Hughes MD, et al. A controlled trial of two nucleoside analogues plus indinavir in persons with HIV infection and CD4 cell counts of 200 per cubic millimeter or less. N Engl J Med 1997, 337:725-33. http://amedeo.com/lit.php?id=9287227 8. Schwarz JM, Lee GA, Park S, et al. Indinavir increases glucose production in healthy HIV-negative men. AIDS 2004; 18: 1852-4. http://amedeo.com/lit.php?id=15316349 9. Voigt E, Wickesberg A, Wasmuth JC, et al. First-line ritonavir/indinavir 100/800 mg twice daily plus nucleoside reverse transcriptase inhibitors in a German multicentre study: 48-week results. HIV Med 2002, 3:277-282. http://amedeo.com/lit.php?id=12444946 10. Wasmuth JC, la Porte CJ, Schneider K, Burger DM, Rockstroh JK. Comparison of two reduced-dose regimens of indinavir (600 mg vs 400 mg twice daily) and ritonavir (100 mg twice daily) in healthy volunteers (COREDIR). Antivir Ther 2004; 9: 213-20. http://amedeo.com/lit.php?id=15134183
Interferon alfa 2a/2b Marcas registadas: 2a: Roferon®, peguilado: Pegasys®; 2b: Intron A®, peguilado: PegIntron® Pegasys® (interferão peguilado alfa-2a): ampolas a 135 e 180 µg PegIntron® (interferão peguilado alfa-2b): ampolas com 50, 80, 100, 120 e 150 µg Roferon-A®: seringas com 3, 4,5 , 6 ou 9 mil I.U. Em alternativa ampolas com 3 ou 18 mil I.U. ou cartuchos com 18 mil I.U. Intron A® (Interferão alfa-2b): em canetas com 18, 30 ou 60 mil I.U. ou ampolas com seringas e cânulas correspondendo a 18 ou 25 mil I.U. Classe de fármaco: citoquinas Fabricantes: Hoffmann-La Roche (Roferon®, Pegasys®); Essex Pharma (Intron A®, PEG-Intron®) Indicações: Sarcoma de Kaposi's grave com bom estado imunitário (> 300 CD4 células/µl); nestes casos tratar sempre em primeiro lugar com HAART. HEPATITE C crónica e hepatite B. Dose: Pegasys®: 180 µg 1 x/semana PEG-Intron®: 1.5 µg/kg de peso 1 x/semana Interferons standart: 6 mil I.U. 3 x/semana A duração do tratamento depende do sucesso no SK, do genótipo HCV e do sucesso terapêutico para o HCV. O interferão deve ser injectado por via subcutânea. Efeitos secundários: Frequentes!sintomas tipo gripe tais como febre, arrepios de frio, cefaleias e mialgias. Depressão (mesmo ideação suicida), irritabilidade, fadiga, perturbações do sono, perturbações de personalidade. Anemia, trombocitopénia e leucopénia. Tiroidite auto-imune. Perda de cabelo reversível. Pode dar alterações da visão. Comentários/avisos: os sintomas tipo gripe em geral ocorrem poucas horas após a injecção e podem ser reduzidos com paracetamol. A administração de interferão deve ser recomendada ao fim da tarde antes de ir para a cama e tomar um ou dois comprimidos de paracetamol (500 a 1000mg) uma hora antes. Todos os efeitos secundários são em geral reversíveis. As contra-indicações são as descompensações hepáticas ou renais graves (cirrose hepática descompensada), alterações cardíacas graves, alterações medulares, alterações do SNC (tal como a epilepsia, a depressão grave), alterações tiroideias descompensadas. Monitorizar o hemograma cada duas semanas inicialmente e depois cada mês assim como análises de rotina. Dosear a TSH cada três meses. Os interferons devem manter-se em local fresco. Bibliografia: 1. Bani-Sadr F, Carrat F, Pol S, et al. Risk factors for symptomatic mitochondrial toxicity in HIV/hepatitis C virus-coinfected patients during interferon plus ribavirin-based therapy. J Acquir Immune Defic Syndr 2005; 40: 47-52. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16123681 2. Bani-Sadr F, Carrat F, Rosenthal E, et al. Spontaneous hepatic decompensation in patients coinfected with HIV and hepatitis C virus during interferon-ribavirin combination treatment. Clin Infect Dis 2005; 41: 1806-9. http://amedeo.com/lit.php?id=16288408 3. Chung RT, Andersen J, Volberding P, et al. Peginterferon Alfa-2a plus ribavirin versus interferon alfa-2a plus ribavirin for chronic hepatitis C in HIV-coinfected persons. N Engl J Med 2004; 351: 451-9. http://amedeo.com/lit.php?id=15282352 4. De Luca A, Di Giambenedetto S, Cingolani A, et al. Liver fibrosis stage predicts early treatment outcomes with peginterferon plus ribavirin in HIV/hepatitis C virus co-infected patients. AIDS 2004; 18: 1602-4. http://amedeo.com/lit.php?id=15238782 5. Farel C, Suzman DL, McLaughlin M, et al. Serious ophthalmic pathology compromising vision in HCV/HIV co-infected patients treated with peginterferon alpha-2b and ribavirin. AIDS 2004; 18: 1805-9. http://amedeo.com/lit.php?id=15316341 6. Keating G, Curran M. Peginterferon-alpha-2a (40kD) plus Ribavirin: A review of its use in the management of chronic hepatitis C. Drugs 2003; 63: 701-730. http://amedeo.com/lit.php?id=12656650 7. Laguno M, Murillas J, Blanco JL, et al. Peginterferon alfa-2b plus ribavirin compared with interferon alfa-2b plus ribavirin for treatment of HIV/HCV co-infected patients. AIDS 2004; 18: F27-36. http://amedeo.com/lit.php?id=15316335 8. Moreno L, Quereda C, Moreno A, et al. Pegylated interferon alpha2b plus ribavirin for the treatment of chronic hepatitis C in HIV-infected patients. AIDS 2004; 18: 67-73. http://amedeo.com/lit.php?id=15090831 9. Neau D, Trimoulet P, Winnock M, et al. Comparison of 2 regimens that include interferon-alpha-2a plus ribavirin for treatment of chronic hepatitis C in HIV-coinfected patients. Clin Infect Dis 2003; 36: 1564-71. http://amedeo.com/lit.php?id=12802757 10. Plosker GL, Keating GM. Peginterferon-alpha-2a (40kD) Plus Ribavirin : A Review of its Use in Hepatitis C Virus and HIV Co-infection. Drugs 2004; 64: 2823-43. http://amedeo.com/lit.php?id=15563253 11. Soriano V, Nunez M, Camino N, et al. Hepatitis C virus-RNA clearance in HIV-coinfected patients with chronic hepatitis C treated with pegylated interferon plus ribavirin. Antivir Ther 2004; 9: 505-9. http://amedeo.com/lit.php?id=15456081 12. Torriani FJ, Rodriguez-Torres M, Rockstroh JK, et al. Peginterferon Alfa-2a plus ribavirin for chronic hepatitis C virus infection in HIV-infected patients. N Engl J Med 2004; 351: 438-50. http://amedeo.com/lit.php?id=15282351
A interleucina-2 não se encontra licenciada para terapêutica VIH; pode até justificar-se o seu uso em casos individuais, na ausência de reconstituição celular CD4 – menos de 100 células CD4 apesar de vários meses de supressão viral completa. Por outro lado, apenas se deve usar em estudos clínicos (ESPRIT, SILCAAT). Nome Comercial: Proleukin® (Aldesleukin) Frascos para injecção com 18 × 106 I.E. Classe de fármaco: citocinas Fabricante: Chiron Dose: em ciclos: 4.5-9 Mio I.E. sc 2x/dia durante 5 dias, cada 6-8 semanas. Efeitos secundários: muito frequentemente febre, quase sempre acompanhada de arrepios. Fadiga, mal-estar, náuseas/vómitos, mialgia, raramente hipotensão (atenção aos fármacos antihipertensores), dispneia. Comentários/Advertências: aconselhamento extensivo do paciente! O clínico deve ter experiência na utilização deste tipo de fármaco! Deve administrar-se paracetamol para reduzir a febre e sintomas gripais. Os efeitos secundários usualmente desaparecem 1 a 2 dias depois da última dose. A administração de IL-2 encontra-se contra-indicada em indivíduos com doenças coronárias graves, infecções graves ou pO2 < 60 mm; este fármaco também está contra-indicado na gravidez. Os fármacos antihipertensores podem potenciar a hipotensão induzida pela IL-2. A toxicidade da IL-2 aumenta se se administrarem simultaneamente fármacos hepatotóxicos, neurotóxicos, mielotóxicos ou cardiotóxicos. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=112 Bibliografia: 1. Bonnet F, Saves M, Morlat PH, et al. Correlations of soluble interleukin-2 and tumor necrosis factor type II receptors with immunologic and virologic responses under HAART. J Clin Immunol 2002, 22: 75-82. http://amedeo.com/lit.php?id=11998896 2. Kuekrek H, Schlingmann T, Valdez H, et al. Differential effect of interleukin-2 treatment on primary and secondary immunizations in HIV infected individuals. AIDS 2005; 19: 1967-1974. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16260902 3. Levy Y, Gahery-Segard H, Durier C, et al. Immunological and virological efficacy of a therapeutic immunization combined with interleukin-2 in chronically HIV-1 infected patients. AIDS 2005; 19: 279-86. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15718838 4. Marchetti G, Meroni L, Varchetta S, et al. Low-dose prolonged intermittent interleukin-2 adjuvant therapy: results of a randomized trial among HIV-positive patients with advanced immune impairment. J Infect Dis 2002, 186: 606-616. http://amedeo.com/lit.php?id=12195347 5. Martin BK, Wu AW, Gelman R, Mitsuyasu RT. quality of life in a clinical trial of highly active antiretroviral therapy alone or with intravenous or subcutaneous interleukin-2 administration. J Acquir Immune Defic Syndr 2005; 40: 428-433. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16280697 6. Stellbrink HJ, Van Lunzen J, Westby M, et al. Effects of interleukin-2 plus highly active antiretroviral therapy on HIV-1 replication and proviral DNA (COSMIC trial). AIDS 2002, 16: 1479-1487. http://amedeo.com/lit.php?id=12131185
Intron A™ ver Interferon
Invirase™ ver Saquinavir
Isoniazida (INH) Classe do fármaco: tuberculostático Fabricante: a isoniazida é oferecida por diferentes fabricantes Indicações: terapêutica combinada da tuberculose. Terapêutica profilática após conversão da tuberculina. Dose: 200 a 300 mg/dia (4 a 5 mg/kg, máximo 300 mg) por via oral, IV só em casos graves durante as duas primeiras semanas de terapêutica. Para profilaxia da neuropatia 100 mg de piridoxina po/dia. Dose pediátrica: 6 (a 10) mg/kg/dia, máximo 300 mg. Efeitos secundários: hepatite tóxica, mais frequente em pacientes idosos, com doença crónica do fígado e abuso de álcool. Neuropatia periférica. Descontinuar a isoniazida em casos graves e tratar durante algumas semanas com piridoxina e vitamina B12. Psicose, sintomas do SNC. Febre, erupção, náusea, vómitos, anemia, leucopenia, trombocitopenia. Comentários/Avisos: Contra-indicações são hepatite aguda e história de hepatopatia associada à isoniazida (INH) ou reacções febris graves, neuropatia periférica, macrohematuria. Os pacientes com epilepsia em terapêutica com carbamazepina ou um derivado da hidantoína podem necessitar de um ajuste na dose destes fármacos se dados em simultâneo. Interacções com barbituratos, cicloserina, teofilina, fenitoína e rifampina; as doses destes fármacos devem ser reduzidas devido a desordens do SNC. Reduzida absorção se tomada em simultâneo com antiácidos à base de alumínio. Nenhum álcool durante o tratamento. Cuidado com ddI, d4T e ddC devido a neuropatia periférica. Inicialmente, monitorização bi-semanal das contagens do sangue, transaminases, bilirrubina, e função renal. Descontinuar a isoniazida com elevação das transaminases a mais do que 3 vezes os níveis iniciais e sintomas; ou com um aumento de 5 vezes mesmo na ausência de sintomas. Bibliografia: 1. Benator D, Bhattacharya M, Bozeman L, et al. Rifapentine and isoniazid once a week versus rifampicin and isoniazid twice a week for treatment of drug-susceptible pulmonary tuberculosis in HIV-negative patients: a randomised clinical trial. Lancet 2002, 360: 528. http://amedeo.com/lit.php?id=12241657 2. Casado JL, Moreno S, Fortun J, et al. Risk factors for development of tuberculosis after isoniazid chemoprophylaxis in HIV-infected patients. Clin Infect Dis 2002, 34:386-389. http://amedeo.com/lit.php?id=11753825 3. Gurumurthy P, Ramachandran G, Hemanth Kumar AK, Rajasekaran S, Padmapriyadarsini C, Swaminathan S et al. Malabsorption of rifampin and isoniazid in HIV-infected patients with and without tuberculosis. Clin Infect Dis 2004; 38: 280-3. Epub 2003 Dec 19. http://amedeo.com/lit.php?id=14699462 4. Sadaphal P, Astemborski J, Graham NM, et al. Isoniazid preventive therapy, hepatitis c virus infection, and hepatotoxicity among injection drug users infected with mycobacterium tuberculosis. Clin Infect Dis 2001, 33: 1687-91. http://amedeo.com/lit.php?id=11641824 5. Scholten JN, Driver CR, Munsiff SS, Kaye K, Rubino MA, Gourevitch MN et al. Effectiveness of isoniazid treatment for latent tuberculosis infection among human immunodeficiency virus (HIV)-infected and HIV-uninfected injection drug users in methadone programs. Clin Infect Dis 2003; 37: 1686-92. Epub 2003 Nov 17. http://amedeo.com/lit.php?id=14689352
Nome comercial: Sempera® 100 mg cápsulas Solução oral (Sempera Liquid®) com 10 mg/ml (150 ml) Classe do fármaco: antimicótico Fabricante: Janssen-Cilag / GlaxoSmithKline Indicações: histoplasmose, aspergilose, infecções com Cândida resistente à terapêutica (segunda escolha). Dose: histoplasmose, aspergilose 200 mg bid. Infecções por Cândida resistente ao fluconazol: 100 mg/dia a 100 mg 2x/dia (até 200 mg 2x/dia), idealmente como solução oral de itraconazol. Efeitos secundários: náusea, vómitos, erupção, vertigens. Hepatite tóxica. Comentários/Avisos: devido a numerosas interacções e níveis plasmáticos incertos, a dose oral de itraconazol é problemática. Contudo, ao contrário do fluconazol, é eficaz em muitas estirpes não albicans, aspergiloses, e histoplasmoses. Nenhuma administração em simultâneo de cápsulas de itraconazole com ddI, bloqueadores de H2, omeprazole, antiácidos. Nenhuma administração em simultâneo (de cápsulas ou solução oral) com rifampina, rifabutina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, sinvastatina, lovastatina e isoniazida (estes baixam a biodisponibilidade do itraconazole). O itraconazole aumenta os níveis séricos de ciclosporina, antagonistas do cálcio, digoxina, lovastatina, sinvastatina e indinavir. Ajuste da dose de indinavir: 600 mg 3x/dia. O itraconazol tem um efeito inotrópico negativo e não deve ser dado a pacientes com insuficiência cardíaca. Para alcançar máxima absorção: · as cápsulas devem ser tomadas imediatamente após uma refeição completa. Bebidas ácidas como coca-cola e sumo de laranja podem aumentar a absorção; · a solução oral deve ser tomada entre refeições, e não com sumo de toranja. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=114 Bibliografia: 1. Caillot D, Bassaris H, McGeer A, et al. Intravenous itraconazole followed by oral itraconazole in the treatment of invasive pulmonary aspergillosis in patients with hematologic malignancies, chronic granulomatous disease, or AIDS. Clin Infect Dis 2001, 33: e83-90. http://amedeo.com/lit.php?id=11550120 2. Chariyalertsak S, Supparatpinyo K, Sirisanthana T, Nelson KE. A controlled trial of itraconazole as primary prophylaxis for systemic fungal infections in patients with advanced HIV infection in thailand. Clin Infect Dis 2002, 34: 277-284. http://amedeo.com/lit.php?id=11740718 3. Crommentuyn KM, Mulder JW, Sparidans RW, Huitema AD, Schellens JH, Beijnen JH. Drug-drug interaction between itraconazole and the antiretroviral drug lopinavir/ritonavir in an HIV-1-infected patient with disseminated histoplasmosis. Clin Infect Dis 2004; 38: e73-5. http://amedeo.com/lit.php?id=15095234 4. Wheat LJ, Connolly P, Haddad N, et al. Antigen clearance during treatment of disseminated histoplasmosis with itraconazole versus fluconazole in patients with AIDS. Antimicrob Agents Chemother 2002, 46: 248-50. http://amedeo.com/lit.php?id=11751146
Kaletra™ ver Lopinavir
Associação de comprimidos com 3TC (300 mg) e abacavir (600 mg). Tal como o Ziagen®, atenção ao síndrome de hipersensibilidade. Marca registada nos EUA: Epzicom® Classe de fármacos: inibidores nucleósidos da transcriptase reversa (INTR) Fabricante: GlaxoSmithKline Indicações: Infecção pelo HIV Dose: 1 comprimido por dia. Substituir o Kivexa®pelos fármacos individuais se a função renal estiver alterada ( clearance da creatinina abaixo dos 50 ml/min), para ajustar a dose de 3TC. Efeitos secundários: síndrome de hipersensibilidade ao abacavir (ver o tema abacavir!). Comentários/Avisos: síndrome de hipersensibilidade ao abacavir (2-6 %) pode por em risco a vida do doente. Ver informação no capítulo sobre abacavir. Está contra-indicado nas alterações da função hepática. Para mais informação ver 3TC e abacavir. Fontes na Internet : http://hiv.net/link.php?id=240 Bibliografia: 1. DeJesus E, Herrera G, Teofilo E, et al. Abacavir versus zidovudine combined with lamivudine and efavirenz, for the treatment of antiretroviral-naive HIV-infected adults. Clin Infect Dis 2004; 39 :1038-46. http://amedeo.com/lit.php?id=15472858
Klacid™ ver Clarithromycin Lamivudina ver 3TC Lexiva™ver Fosamprenavir
O lopinavir é um fármaco efectivo para a terapêutica de resgate, particularmente em doentes que já fizeram IP’s com múltiplas resistências. Continua por provar se o lopinavir é ou não superior a outros IP’s potenciados para terapêutica de primeira linha. As desvantagens incluem efeitos gastrointestinais frequentes (diarreia) e uma significativa dislipidémia a qual é provavelmente mais extrema do que com outros IP’s. Tal como com todos os IPs, a lipodistrofia e várias interacções de fármacos devem ser consideradas. Nome comercial: Kaletra® Cápsulas com 133,3 mg lopinavir (LPV) + 33,3 mg ritonavir (RTV); frascos de 180 cápsulas. Soluções com 80 mg de lopinavir + 20 mg de ritonavir por ml; frascos de 160 ml. Manter refrigerado durante um máximo de 4-6 semanas a um máximo de temperatura de 25ºC! Classe de fármacos: inibidores da protease Fabricante: Abbott Indicações: infecção VIH Dose oral: 3 cápsulas duas vezes ao dia ou 5 ml de solução duas vezes ao dia com as refeições. Nos EUA 6 cápsulas/dia. A dose deve ser aumentada para 4 cápsulas duas vezes ao dia ou 6,5 ml de solução duas vezes ao dia, em combinação com efavirenze ou nevirapina. Medir os níveis plasmáticos! Efeitos secundários: principalmente diarreia, náuseas, dislipidémia, e lipodistrofia. Também: dores de cabeça, e transaminases elevadas Comentários/Avisos: são numerosas as interacções de fármacos. Todos os fármacos que são metabolizados pelas enzimas do sistema CYP3A ou CYP2D6 são contra-indicados: flecainida, propafenona, astemizol, terfenadina, ergotaminas, cisaprida, pimozida, midazolam, triazolam. Rifampicina e St. John's wort reduzem a eficácia do lopinavir. Precaução com: lovastatina, simvastatina (miopatia, rabdomiólise),carbamazepina, fenobarbital, fenitoína ou sildenafil (hipotensão), amiodarona,varfarina, lidocaína,antidepressivos tricíclicos, quinidina, ciclosporina, tacrolimus.Medir os níveis plasmáticos em doentes com testes de função hepática reduzida, especialmente em casos com co-infecção hepatite B ou C ou aumento significativo das transaminases. Se o lopinavir for combinado com o ddI, o último deve ser tomado uma hora antes ou duas horas depois do lopinavir. As soluções de lopinavir contêm álcool, por isso não fazer co-medicação com dissulfiram ou metronidazol. Cuidado com a pílula (contracepção não segura). Quando usado com a rifabutina, a dose desta deve ser reduzida em 75 %, i.e. para 150 mg uma vez ao dia cada dois dias. Pode ser necessário aumentar a dose de metadona. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=116 Bibliografia: 1. Delaugerre C, Teglas JP, Treluyer JM, et al. predictive factors of virologic success in HIV-1-infected children treated with lopinavir/ritonavir. J Acquir Immune Defic Syndr 2004; 37: 1269-1275. http://amedeo.com/lit.php?id=15385734 2. Eron JJ, Feinberg J, Kessler HA, et al. Once-daily versus twice-daily lopinavir/ritonavir in antiretroviral-naive HIV-positive patients: a 48-week randomized clinical trial. J Infect Dis 2004; 189: 265-72. http://amedeo.com/lit.php?id=14722892 3. Eyer-Silva WA, Neves-Motta R, Pinto JF, Morais-De-Sa CA. Inflammatory oedema associated with lopinavir-including HAART regimens in advanced HIV-1 infection: report of 3 cases. AIDS 2002, 16: 673-4. 4. Hicks C, King MS, Gulick RM, et al. Long-term safety and durable antiretroviral activity of lopinavir/ritonavir in treatment-naive patients: 4 year follow-up study. AIDS 2004; 18: 775-9. http://amedeo.com/lit.php?id=15075512 5. Kempf DJ, King MS, Bernstein B, et al. Incidence of resistance in a double-blind study comparing lopinavir/ritonavir plus stavudine and lamivudine to nelfinavir plus stavudine and lamivudine. J Infect Dis 2004; 189: 51-60. http://amedeo.com/lit.php?id=14702153 6. la Porte CJ, Schippers EF, van der Ende ME, et al. Pharmacokinetics of once-daily lopinavir/ritonavir and the influence of dose modifications. AIDS 2005; 19: 1105-7. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15958844 7. la Porte CJ, Wasmuth JC, Schneider K, Rockstroh JK, Burger DM. Lopinavir/ritonavir plus saquinavir in salvage therapy; pharmacokinetics, tolerability and efficacy. AIDS 2003; 17: 1700-2. http://amedeo.com/lit.php?id=12853756 8. Marcelin AG, Cohen-Codar I, King MS, et al. Virological and pharmacological parameters predicting the response to lopinavir-ritonavir in heavily protease inhibitor-experienced patients. Antimicrob Agents Chemother 2005; 49: 1720-6. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15855487 9. Martinez E, Domingo P, Galindo MJ, et al. Risk of metabolic abnormalities in patients infected with HIV receiving antiretroviral therapy that contains lopinavir-ritonavir. Clin Infect Dis 2004; 38: 1017-23. http://amedeo.com/lit.php?id=15034836 10. Raguin G, Chene G, Morand-Joubert L, et al. Salvage therapy with amprenavir, lopinavir and ritonavir 200 mg/d or 400 mg/d in HIV-infected patients in virological failure. Antivir Ther 2004; 9: 615-25. http://amedeo.com/lit.php?id=15456093 11. Schnell T, Schmidt B, Moschik G, et al. Distinct cross-resistance profiles of the new protease inhibitors amprenavir, lopinavir, and atazanavir in a panel of clinical samples. AIDS 2003; 17: 1258-61. http://amedeo.com/lit.php?id=12819531 12. Walsmley S, Bernstein B, King M, et al. Lopinavir-ritonavir versus nelfinavir for the initial treatment of HIV infection. N Engl J Med 2002, 346: 2039-46. http://amedeo.com/lit.php?id=12087139
Mavid™ ver Claritromicina Mycobutin™ver Rifabutina
O nelfinavir é um IP relativamente bem tolerado, mas é ligeiramente menos potente do que os IP’s potenciados. Em comparação com os NNRTI’s é menos potente. A maior parte dos seus problemas principais incluem diarreias frequentes e um elevado número de comprimidos. A introdução de cápsulas de 625 mg (dose: duas cápsulas 2x/dia não está disponível em vários países simplificou a toma. Nome comercial: Viracept® Abrv. NFV Comprimidos de 250 mg (N2: 270);; pó oral 50 mg/g, 144 g Comprimidos de 625 mg também disponíveis fora da Europa. Classe de fármacos: inibidores das proteases Fabricante: Hoffmann-La Roche, Pfizer Indicações: infecção VIH Dose oral: 1250 mg duas vezes ao dia ou 750 mg três vezes ao dia com as refeições. Efeitos secundários: diarreia! Podem ocorrer meteorismo e náuseas. Lipodistrofia, dislipidémia, tolerância reduzida à glicose. Comentários/Avisos: contra-indicado para comedicação com rifampicina, a pílula, astemizol, terfenadina, cisaprida, triazolam, ergotaminas, simvastatina, lovastatina, e St. John's wort. Em combinação com rifabutina: 150 mg de rifabutina uma vez por dia e aumentar a dose de nelfinavir para 1.000 mg três vezes ao dia ou 1.250 mg 2x/dia. Metadona: se os sintomas deixarem de ocorrer, a dose pode ser aumentada. Sildenafil: máximo 25 mg/48 h. O nelfinavir deve ser tomado com as refeições. A diarreia pode ser normalmente controlada com loperamida (Máximo de 16 mg/dia). Não é aconselhável potenciar com ritonavir, uma vez que os níveis não são alterados significativamente. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=118 Bibliografia: 1. Dube MP, Parker RA, Tebas P, et al. Glucose metabolism, lipid, and body fat changes in antiretroviral-naive subjects randomized to nelfinavir or efavirenz plus dual nucleosides. AIDS 2005; 19: 1807-18. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16227788 2. Grossman Z, Paxinos EE, Averbuch D, et al. Mutation D30N is not preferentially selected by human immunodeficiency virus type 1 subtype C in the development of resistance to nelfinavir. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 2159-65. http://amedeo.com/lit.php?id=15155216 3. Mirochnick M, Stek A, Acevedo M, et al. Safety and pharmacokinetics of nelfinavir coadministered with zidovudine and lamivudine in infants during the first 6 weeks of life. J Acquir Immune Defic Syndr 2005; 39: 189-94. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15905735 4. Regazzi M, Maserati R, Villani P, et al. Clinical pharmacokinetics of nelfinavir and its metabolite M8 in human immunodeficiency virus (HIV)-positive and HIV-hepatitis C virus-coinfected subjects. Antimicrob Agents Chemother 2005; 49: 643-9. http://amedeo.com/lit.php?id=15673746 5. Timmermans S, Tempelman C, Godfried MH, et al. Nelfinavir and nevirapine side effects during pregnancy. AIDS 2005; 19: 795-9. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15867493 6. Walsmley S, Bernstein B, King M, et al. Lopinavir-ritonavir versus nelfinavir for the initial treatment of HIV infection. N Engl J Med 2002, 346: 2039-46. http://amedeo.com/lit.php?id=12087139
Neupogen™ ver G-CSF
A nevirapina é um INNTR frequentemente prescrito, que também é utilizado com sucesso na prevenção da transmissão vertical. Tal como todos os INNTR’s, uma mutação pontual é suficiente para desenvolver um elevado nível de resistência. A nevirapina é muito útil para a simplificação dos regimes HAART bem sucedidos. É sempre necessária uma dosagem introdutória Com uma boa tolerabilidade ao longo-termo (um perfil lipídico favorável!) o seu principal problema é a hepatotoxicidade nos primeiros meses de tratamento (ver abaixo). Nome comercial: Viramune® abrv NVP Comprimidos de 200 mg (N1 = 60, N2 = 120 comprimidos). Suspensão 50 mg/5 ml Classe de fármaco: INNTR Fabricante: Boehringer Ingelheim Indicações: infecção VIH Dose oral: 1 comprimido duas vezes ao dia. Começar sempre com uma dose introdutória! A dose introdutória inicial (1 comprimido/dia durante duas semanas) reduz a frequência de rash. Para reiniciação do tratamento após interrupção terapêutica, não é necessária uma dose introdutória se o tratamento era anteriormente bem tolerado. Devido à sua longa semi-vida, a nevirapina deve ser descontinuada pelo menos três dias antes dos fármacos de base, de modo a evitar o desenvolvimento de resistências. A nevirapina pode ser tomada de estômago vazio ou com as refeições. Efeitos secundários: principalmente hepatotoxicidade, rash. Menos frequentemente: febre, náuseas, sono, dores de cabeça, mialgias. Estes efeitos secundários podem ocorrer com ou sem hepatotoxicidade e/ou rash. Aumento da gGT durante a toma de nevirapina é quase sempre a regra. Para detectar a hepatotoxicidade (ocorre em 15 %; definida como um aumento nas transaminases três vezes acima do limite normal), devem monitorizar-se os testes da função hepática duas vezes por semana durante os primeiros dois meses. Depois, são necessários testes mensais, uma vez que mais de metade dos episódios hepatotóxicos ocorrem após o primeiro quarto do tratamento. Nesses casos, o tratamento deve ser interrompido até os testes à função renal terem retornado aos níveis iniciais. O tratamento é restaurado com 200 mg uma vez ao dia. A dose pode ser aumentada para 200 mg duas vezes ao dia após um período prolongado de observação. Se as enzimas hepáticas aumentarem de novo, a nevirapina deve ser permanentemente descontinuada. O site na internet da EMEA fornece as directrizes detalhadas: http://hiv.net/link.php?id=120. O rsico é maior com um bom estado imunitário (mulher > 250 CD4/µl: 12 x mais; homem > 400/µl: 5 x mais). Um rash, muitas vezes pruriginoso e normalmente com ocorrência nas primeiras seis semanas de tratamento, pode ser tratado com antihistamínicos se as membranas mucosas não estiverem envolvidas e se as transaminases forem normais. As formulações tópicas são efectivas contra o prurido. A nevirapina deve ser descontinuada se ocorrer um rash severo; nestes casos, devem utilizar-se esteróides (ex. prednisolona 1 mg/kg durante 3-5 dias). A nevirapina deve também ser descontinuada se ocorrerem outros sintomas sistémicos (febre, conjuntivite, mialgias, artralgias, mau estar). Se o rash ocorrer durante as duas primeiras semanas de tratamento, a dose não deve ser aumentada até o rash estar completamente resolvido. Tratamento profiláctico com esteróides ou antihistamínicos não é aconselhado. Comentários/Avisos: em caso de disfunção hepática precaução no uso (medir os níveis plasmáticos). Contra-indicado com co-medicação com rifampicina, cetoconazol, St. John's wort e a pílula. Derivados dos azóis: fluconazol deve ser utilizado para o tratamento anti-micótico. Ajuste de dose em combinação com · Lopinavir: possivelmente aumentar a dose de Kaletra® para 4 cápsulas duas vezes ao dia (medir os níveis plasmáticos!) · Indinavir: aumentar a dose de indinavir para 1000 mg três vezes ao dia. · Metadona: se a ocorrência de sintomas terminar, a dose pode ser aumentada. A nevirapina tem um perfil favorável a longo-termo. Em particular, os níveis lipídicos são normalmente influenciados positivamente. A gGT está na maioria das vezes aumentada durante o tratamento a longo-termo. Os valores superiores a 150 U/l podem ser tolerados. A nevirapina não deve ser dada para profilaxia de pós-exposição. Fontes na Internet : USA: http://hiv.net/link.php?id=121 Bibliografia: 1. Back D, Gibbons S, Khoo S. Pharmacokinetic drug interactions with nevirapine. J Acquir Immune Defic Syndr 2003; 34 Suppl 1: S8-14. http://amedeo.com/lit.php?id=14562853 2. Chi BH, Wang L, Read JS, et al. Timing of maternal and neonatal dosing of nevirapine and the risk of mother-to-child transmission of HIV-1: HIVNET 024. AIDS 2005; 19: 1857-64. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16227794 3. Chung MH, Kiarie JN, Richardson BA, Lehman DA, Overbaugh J, John-Stewart GC. Breast milk HIV-1 suppression and decreased transmission: a randomized trial comparing HIVNET 012 nevirapine versus short-course zidovudine. AIDS 2005; 19: 1415-22. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16103773 4. Clarke SM, Mulcahy FM, Tjia J, et al. Pharmacokinetic interactions of nevirapine and methadone and guidelines for use of nevirapine to treat Injection drug users. Clin Infect Dis 2001, 33. http://amedeo.com/lit.php?id=11568856 5. De Maat MM, Ter Heine R, Van Gorp EC, et al. Case series of acute hepatitis in a non-selected group of HIV-infected patients on nevirapine-containing antiretroviral treatment. AIDS 2003; 17: 2209-14. http://amedeo.com/lit.php?id=14523278 6. 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Prednisolone does not prevent hypersensitivity reactions in antiretroviral drug regimens containing abacavir with or without nevirapine. AIDS 2001, 15: 2423-2429. http://amedeo.com/lit.php?id=11740193
Norvir™ ver Ritonavir Pegasys™ ver Interferon PegIntron™ ver Interferon Pentacarinat™ver Pentamidina
Marca registada: Pentacarinat® Ampolas a 300 mg Classe de fármaco: antibiótico Fabricante: Aventis, GlaxoSmithKline Indicações: tratamento e profilaxia secundária da pneumonia por Pneumocystis se o cotrimoxazol for contra-indicado (hipersensibilidade, resistência ao tratamento). Dose: tratamento: 200-300 mg Pentacarinat® iv durante 5 dias (4 mg/kg), depois metade da dose. Em casos muitos suaves, inalações diárias com 300 mg. Em casos de falência renal e clearance da creatinina de 50 a 10 ml/min: 4 mg/kg q 24-36 h; abaixo de 10 ml/min: 4 mg/kg q 48 h. Profilaxia: inalação de 300 mg 1-2 x/mês. Efeitos secundários: frequentes com doses intravenosas! Náuseas, vómitos, sabor metálico; nefrotoxicidade (creatinina aumentada na segunda semana de tratamento) até falência renal. Hipo- ou hiperglicémia (possível mesmo começar meses após o fim do tratamento), hipotensão, arritmia, pancreatite. Leucopénia e trombocitopénia. A inalação pode induzir tosse, raramente crises de asma. Comentários/Avisos: Inalação: a pentamidina como aerossol é contra-indicada em caso de asma e de tratamento com beta-bloqueadores. A inalação pode não ser efectiva com doença pulmonar. Inalação anterior de um ß-mimético pode ser desejável. Infusões: precaução no caso de falência hepática ou renal, hiper- or hipotensão, hiperglicémia, citopénia. Assegurar sempre ingestão suficiente de electrólitos e fluídos. Não administrar concomitantemente outros fármacos nefrotóxicos (ex. aminoglicosídeos, anfotericina B, foscarnet). Os doentes devem permanecer deitados de costas antes, durante e após as infusões de pentamidina (precaução: hipotensão). A pentamidina deve ser administrada devagar pelo menos durante 2 horas! Monitorização diária da ureia e azoto no sangue, creatinina no soro, hemograma, glicose, análises à urina e electrólitos no soro, monitorização semanal da bilirrubina, fosfatase alcalina, transaminases. Bibliografia: 1. Cardoso JS, Mota-Miranda A, Conde C, et al. Inhalatory pentamidine therapy and the duration of the QT interval in HIV-infected patients. Int J Cardiol 1997, 59: 285-9. http://amedeo.com/lit.php?id=9183045 2. Chan M, Lee-Pack LR, Favell K, Chan CK. Acute pulmonary effects of three nebulizers for administering aerosol pentamidine: comparison of Parineb to Fisoneb and Respirgard II. J Aerosol Med 1996, 9: 521-6. http://amedeo.com/lit.php?id=10163666 3. Girgis I, Gualberti J, Langan L, et al. A prospective study of the effect of I.V. pentamidine therapy on ventricular arrhythmias and QTc prolongation in HIV-infected patients. Chest 1997, 112: 646-53. http://amedeo.com/lit.php?id=9315796 4. O'Brien JG, Dong BJ, Coleman RL, Gee L, Balano KB. A 5-year retrospective review of adverse drug reactions and their risk factors in HIV-infected patients who were receiving intravenous pentamidine therapy for Pneumocystis carinii pneumonia. Clin Infect Dis 1997, 24: 854-9. http://amedeo.com/lit.php?id=9142782 5. Tabet SR, Krone MR, Hooton TM, Koutsky LA, Holmes KK. Bacterial infections in adult patients hospitalized with AIDS: case-control study of prophylactic efficacy of trimethoprim-sulfamethoxazole versus aerosolized pentamidine. Int J STD AIDS 1997, 8: 563-9. http://amedeo.com/lit.php?id=9292345 6. Warnock AC, Rimland D. Comparison of trimethoprim-sulfamethoxazole, dapsone, and pentamidine in the prophylaxis of Pneumocystis carinii pneumonia. Pharmacotherapy 1996, 16: 1030-8. http://amedeo.com/lit.php?id=8947975 7. Wei CC, Pack LL, Chan CK. Effects of long-term aerosol pentamidine for Pneumocystis carinii prophylaxis on pulmonary function. Chest 1998, 114: 742-7. http://amedeo.com/lit.php?id=9743160
Proleukin™ see Interleukin-2
Marca registada: Daraprim® Comprimidos a 25 mg Fabricante: GlaxoSmithKline Indicações: profilaxia e tratamento da toxoplasmose cerebral. Profilaxia de pneumonia por Pneumocystis. Dose: tratamento de toxoplasmose: Daraprim® 2 comprimidos de 25 mg duas vezes ao dia (durante 3 dias, depois passar para metade da dose) mais Leucovorin® 1 comprimido de 15 mg todos os dias em que não se toma daraprim mais sulfadiazina, clindamicina ou atovaquone (segunda escolha). Profilaxia da PPC em combinação com dapsona: Daraprim® 2 comprimidos de 25 mg por semana mais Dapsone® 1 comprimido de 50 mg por dia mais Leucovorin® 2 comprimidos de 15 mg por semana. Efeitos secundários: náuseas, cólicas, vómitos, diarreia, leucopénia, anemia ou trombocitopénia. Raramente ataques, tremores ou ataxia. Comentários/Avisos: a pirimetamina é contra-indicada em caso de anemia megaloblástica resultante de deficiência em ácido fólico. Cuidado em doentes com ataques, falência renal, asma ou deficiência em G6PD. Todos os doentes a tomar pirimetamina devem receber ácido folínico para diminuir o risco de mielossupressão. A monitorização inicial das contagens de células sanguíneas deve ser feita semanalmente. Bibliografia: 1. Chene G, Morlat P, Leport C, et al. Intention-to-treat vs. on-treatment analyses of clinical trial data: experience from a study of pyrimethamine in the primary prophylaxis of toxoplasmosis in HIV-infected patients. Control Clin Trials 1998, 19: 233-48. http://amedeo.com/lit.php?id=9620807 2. Jacobson JM, Hafner R, Remington J, et al. Dose-escalation, phase I/II study of azithromycin and pyrimethamine for the treatment of toxoplasmic encephalitis in AIDS. AIDS 2001, 15: 583-9. http://amedeo.com/lit.php?id=11316995 3. Podzamczer D, Miro JM, Ferrer E, et al. Thrice-weekly sulfadiazine-pyrimethamine for maintenance therapy of toxoplasmic encephalitis in HIV-infected patients. Eur J Clin Microbiol Infect Dis 2000, 19: 89-95. http://amedeo.com/lit.php?id=10746493 4. Schurmann D, Bergmann F, Albrecht H, et al. Effectiveness of twice-weekly pyrimethamine-sulfadoxine as primary prophylaxis of Pneumocystis carinii pneumonia and toxoplasmic encephalitis in patients with advanced HIV infection. Eur J Clin Microbiol Infect Dis 2002, 21: 353-61. http://amedeo.com/lit.php?id=12072919 5. Torre D, Casari S, Speranza F, et al. Randomized trial of trimethoprim-sulfamethoxazole versus pyrimethamine-sulfadiazine for therapy of toxoplasmic encephalitis in patients with AIDS. Antimicrob Agents Chemother 1998, 42: 1346-9. http://amedeo.com/lit.php?id=9624473
Rebetol™ ver Ribavirina
Marcas registadas: comprimidos a 200mg Copegus® (Roche) (N1: 42; N2: 168). Cápsulas a 200mg Rebetol® (Essex) (N1: 84; N2: 168) ou solução (40 mg/ml) Classe de fármaco: virostático Indicações: Hepatite C crónica, apenas em combinação com interferão Dose: dose diária de 800 mg por peso corporal < 65 kg, 1.000 mg para 65-85 kg, 1.200 mg para > 85 kg. As cápsulas são divididas em duas doses diárias e ingeridas com alimentos. A duração do tratamento depende do genótipo e do sucesso do tratamento. Efeitos secundários: os mais frequentes são a anemia hemolítica; podem também ocorrer queixas gastrointestinais, dores de cabeça e fadiga. Raramente acidose láctica, pancreatite em combinação com INTR’s. Comentários/Avisos: a ribavirina é contra-indicada em caso de doença coronária severa, falência renal, cirrose hepática descompensada, e hemoglobinopatia. Também é contra-indicado na gravidez e requere contracepção fiável devido ao potencial teratogénico da ribavirina. Redução de dose para hemoglobina < 10 g/dl ou para um decréscimo na hemoglobina em mais de 2 g/dl. Reduzir a dose para 600-800 mg/dia; considerar a eritropoetina. Descontinuar a ribavirina para valores de hemoglobina < 8,5 g/dl. Evitar tratamento concomitante com outros medicamentos mielossuppressivos. A ribavirina pode levar a acidose láctica em combinação NRTI’s! Mais importante o ddI deve ser evitado mas deve tomar-se cuidado com todos os outros NRTI’s. A depressão induzida pelo efavirenze pode piorar com a ribavirina. A monitorização dos valores laboratoriais (hemograma, AST, ALT, amilase, lipase) deve ser feita inicialmente com intervalos de duas semanas, mais tarde mensalmente. Medir o lactato se ocorrerem sintomas inespecíficos! Fontes na Internet: USA: Copegus™: http://hiv.net/link.php?id=197, Rebetol™: http://hiv.net/link.php?id=126 Bibliografia: 1. Bani-Sadr F, Carrat F, Pol S, et al. Risk factors for symptomatic mitochondrial toxicity in HIV/hepatitis C virus-coinfected patients during interferon plus ribavirin-based therapy. J Acquir Immune Defic Syndr 2005; 40: 47-52. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16123681 2. Bani-Sadr F, Carrat F, Rosenthal E, et al. Spontaneous hepatic decompensation in patients coinfected with HIV and hepatitis C virus during interferon-ribavirin combination treatment. Clin Infect Dis 2005; 41: 1806-9. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16288408 3. Butt AA. Fatal lactic acidosis and pancreatitis associated with ribavirin and didanosine therapy. AIDS Read 2003; 13: 344-8. http://amedeo.com/lit.php?id=12889452 4. Chung RT, Andersen J, Volberding P, et al. Peginterferon Alfa-2a plus ribavirin versus interferon alfa-2a plus ribavirin for chronic hepatitis C in HIV-coinfected persons. N Engl J Med 2004; 351: 451-9. http://amedeo.com/lit.php?id=15282352 5. Keating G, Curran M. 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Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16189072 13. Sauleda S, Juarez A, Esteban JI, et al. Interferon and ribavirin combination therapy for chronic hepatitis C in HIV-infected patients with congenital coagulation disorders. Hepatology 2001, 34: 1035-40. http://amedeo.com/lit.php?id=11679976 14. Soriano V, Nunez M, Camino N, et al. Hepatitis C virus-RNA clearance in HIV-coinfected patients with chronic hepatitis C treated with pegylated interferon plus ribavirin. Antivir Ther 2004; 9: 505-9. http://amedeo.com/lit.php?id=15456081 15. Torriani FJ, Rodriguez-Torres M, Rockstroh JK, et al. Peginterferon Alfa-2a plus ribavirin for chronic hepatitis C virus infection in HIV-infected patients. N Engl J Med 2004; 351: 438-50. http://amedeo.com/lit.php?id=15282351
Rescriptor™ ver Delavirdine Retrovir™ ver AZT Reyataz™ver Atazanavir
Marca registada: Mycobutin® Cápsulas a 150 mg Classe de fármacos: antibiótico Fabricante: Pharmacia Indicações: infecções pelo Mycobacterium avium complex (MAC) em combinação com outros dois fármacos (em geral o etambutol e a azitromicina). Dose: 300 mg/dia (+ azitromicina + etambutol). Insuficiência renal: reduzir a dose em 50 % se a clearance da creatinina < 30 ml/min. Ajustar a dose se tomada associada com os seguintes ARV:
* /r = potenciada com ritonavir Efeitos secundários: Náuseas, vómitos, elevação dos enzimas hepáticos, icterícia. Uveite em geral se a dose ultrapassa a dose diária > 300 mg e se houver tratamento associado com claritromicina ou fluconazol. Coloração avermelhada da urina, da pele e das secreções corporais (os doentes devem ser avisados disso!). Comentários/Avisos: A Rifabutina está contra-indicada nos casos de hipersensibilidade à rifabutina ou à rifampicina; pode também produzir trombocitopénia e alterações hepáticas graves. A Rifabutina pode diminuir a eficácia dos seguintes fármacos: Analgésicos, anticoagulantes, corticosteróides, ciclosporina, digitálicos (excepto a digoxina), dapsona, antidiabéticos orais, anticoncepcionais orais, analgésicos narcóticos, fenitoina e quinidina. Eritromicina, ketoconazol, itraconazol, fluconazol e a claritromicina podem aumentar os níveis plasmáticos de rifabutina. Os anti-ácidos devem ser tomados pelo menos três horas após a rifabutina. Monitorizar o hemograma e a função hepática duas vezes por semana no início e depois uma vez por mês. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=129 Bibliografia: 1. Benson CA, Williams PL, Cohn DL, et al. Clarithromycin or rifabutin alone or in combination for primary prophylaxis of Mycobacterium avium complex disease in patients with AIDS: A randomized, double-blind, placebo-controlled trial. J Infect Dis 2000, 181: 1289-97. http://amedeo.com/lit.php?id=10762562 2. Benson CA, Williams PL, Currier JS, et al. A prospective, randomized trial examining the efficacy and safety of clarithromycin in combination with ethambutol, rifabutin, or both for the treatment of disseminated mycobacterium avium complex disease. Clin Infect Dis 2003; 37: 1234-43. http://amedeo.com/lit.php?id=14557969 3. Centers for Disease Control. Updated guidelines for the use of rifabutin or rifampin for the treatment and prevention of tuberculosis among HIV-infected patients taking protease inhibitors or nonnucleoside reverse transcriptase inhibitors. MMWR 2000, 49: 185-9. http://amedeo.com/lit.php?id=11795500 4. Finch CK, Chrisman CR, Baciewicz AM, Self TH. Rifampin and rifabutin drug interactions: an update. Arch Intern Med 2002, 162: 985-92. http://amedeo.com/lit.php?id=11996607 5. Gallicano K, Khaliq Y, Carignan G, Tseng A, Walmsley S, Cameron DW. A pharmacokinetic study of intermittent rifabutin dosing with a combination of ritonavir and saquinavir in patients infected with HIV. Clin Pharmacol Ther 2001, 70: 149-58. http://amedeo.com/lit.php?id=11503009 6. Gatti G, Papa P, Torre D, et al. Population pharmacokinetics of rifabutin in HIV-infected patients. Antimicrob Agents Chemother 1998, 42: 2017-23. http://amedeo.com/lit.php?id=9687400 7. Hafner R, Bethel J, Standiford HC, et al. Tolerance and pharmacokinetic interactions of rifabutin and azithromycin. Antimicrob Agents Chemother 2001, 45: 1572-7. http://amedeo.com/lit.php?id=11302832 8. Narita M, Stambaugh JJ, Hollender ES, et al. Use of rifabutin with protease inhibitors for HIV-infected patients with tuberculosis. Clin Infect Dis 2000, 30: 779-83. http://amedeo.com/lit.php?id=10816148 9. Weiner M, Benator D, Burman W, et al. Association between acquired rifamycin resistance and the pharmacokinetics of rifabutin and isoniazid among patients with HIV and tuberculosis. Clin Infect Dis 2005; 40: 1481-91.. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15844071 10. Weiner M, Benator D, Peloquin CA, et al. Evaluation of the drug interaction between rifabutin and efavirenz in patients with HIV infection and tuberculosis. Clin Infect Dis 2005; 41: 1343-9. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16206114
Classe de fármaco: tuberculostático Fabricante: a rifampicina é fabricada por várias companhias Indicações: tuberculose. Dose: 600 mg/dia (para um peso > 50 kg) ou 450 mg (para um peso < 50 kg). Deve ser tomado de manhã em jejum! Efeitos secundários: hepatite tóxica (mais que 20 %), colestase. Alteração da coloração da urina e outros fluidos corporais (informar o doente disso!). As lentes de contacto moles podem ficar coloridas de vermelho. As alergias são frequentes. Alterações gastrointestinais tais como náuseas, vómitos e diarreia. Comentários/Avisos: atenção aos doentes com doença hepática crónica. Deve ser suspensa a rifampicina se ALT > 100 U/l ou existir elevação da bilirrubina (uma re-introdução do medicamento após uma subida gradual da dose pode ser possível após a normalização dos valores) e em doentes com severa ou persistente diarreia (colite pseudomembranosa!). A Rifampicina deve ser evitada se for necessário dar também TARV com INNTR’s ou IP’s. A Rifampicina aumenta o metabolismo de numerosos fármacos reduzindo a sua eficácia se administrados concomitantemente. Estes fármacos incluem a atovaquona, a warfarina, os barbitúricos, as benzodiazepinas, os betabloquantes, a claritromicina, os contraceptivos, os esteróides, os antidiabéticos orais, a ciclosporina, a dapsona, os digitálicos, a doxiciclina, a eritromicina, o haloperidol, o ketoconazol, a metadona, a fenitoina, a teofilina, o trimetroprim, o verapamil. A associação com o ketoconazol ou o voriconazol é contra-indicada. Os anti-ácidos, os opiáceos e os anticolinérgicos reduzem a bio-disponibilidade da rifampicina se administrada ao mesmo tempo por via oral. Para evitar esta acção a rifampicina deve ser tomada várias horas antes desses medicamentos. Não deve ser usada durante a gravidez. Devem fazer-se transaminases e hemograma quinzenalmente.
Bibliografia: 1. Finch CK, Chrisman CR, Baciewicz AM, Self TH. Rifampin and rifabutin drug interactions: an update. Arch Intern Med 2002, 162:985-92. http://amedeo.com/lit.php?id=11996607 2. Gordin FM, Cohn DL, Matts JP, Chaisson RE, O'Brien RJ. Hepatotoxicity of rifampin and pyrazinamide in the treatment of latent tuberculosis infection in HIV-infected persons: is it different than in HIV-uninfected persons? Clin Infect Dis 2004; 39: 561-5. http://amedeo.com/lit.php?id=15356822 3. Gurumurthy P, Ramachandran G, Hemanth Kumar AK, et al. Decreased bioavailability of rifampin and other antituberculosis drugs in patients with advanced HIV disease. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 4473-5. http://amedeo.com/lit.php?id=15504887 4. Havlir DV, Barnes PF. Tuberculosis in patients with HIV infection. N Engl J Med 1999, 340:367-73. 5. Justesen US, Andersen AB, Klitgaard NA, Brosen K, Gerstoft J, Pedersen C. Pharmacokinetic interaction between rifampin and the combination of indinavir and low-dose ritonavir in HIV-infected patients. Clin Infect Dis 2004; 38: 426-9. http://amedeo.com/lit.php?id=14727216 6. la Porte CJ, Colbers EP, Bertz R, et al. Pharmacokinetics of adjusted-dose lopinavir-ritonavir combined with rifampin in healthy volunteers. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 1553-60. http://amedeo.com/lit.php?id=15105105 7. Li J, Munsiff SS, Driver CR, Sackoff J. Relapse and acquired rifampin resistance in HIV-infected patients with tuberculosis treated with rifampin- or rifabutin-based regimens in New York City, 1997-2000. Clin Infect Dis 2005; 41: 83-91. http://amedeo.com/lit.php?id=15937767 8. Ribera E, Pou L, Lopez RM, et al. Pharmacokinetic interaction between nevirapine and rifampicin in HIV-infected patients with tuberculosis.PG - 450-3 J Acquir Immune Defic Syndr 2001; 28: 450-3. http://amedeo.com/lit.php?id=11744833 9. Shafran SD, Singer J, Zarowny DP, et al. A comparison of two regimens for the treatment of Mycobacterium avium complex bacteremia in AIDS: rifabutin, ethambutol, and clarithromycin versus rifampin, ethambutol, clofazimine, and ciprofloxacin. N Engl J Med 1996, 335: 377-83. http://amedeo.com/lit.php?id=8676931
Devido aos feitos secundários gastrointestinais, a dose terapêutica de ritonavir dificilmente é aceitável e raramente prescrita. No entanto, o ritonavir tornou-se um dos fármacos importantes para potenciar outros inibidores da protease. Nestas combinações, quando sãon usadas doses baixas, os efeitos secundários do ritonavir são toleráveis. Devem-se considerar muitas interacções de fármacos. Nome comercial: Norvir® cápsulas de gelatina mole de 100 mg 80 mg/ml de solução oral Classe do fármaco: inibidores daprotease Fabricante: Abbott Indicações: infecção VIH Dose oral: em casos raros, nos quais o ritonavir é usado como único IP, a dose é de 600 mg duas vezes ao dia (aumentar a dose após duas semanas para: 300 mg duas vezes ao dia nos dias 1-2, 400 mg duas vezes ao dia nos dias 3-5, 500 mg duas vezes ao dia nos dias 6-13). A utilização ideal do ritonavir, é no entanto, para potenciar outros IP’s! Doses diárias em combinação com · Saquinavir (Invirase™): 100 mg ritonavir 2x/dia + 1.000 mg saquinavir 2x/dia · ou 400 mg ritonavir 2x/dia + 400 mg saquinavir 2x/dia · Indinavir (Crixivan™): 100 mg ritonavir 2x/dia + 800 mg indinavir 2x/dia · ou 400 mg ritonavir 2x/dia + 400 mg indinavir 2x/dia · Lopinavir (Kaletra™): Combinação fixa, ver lopinavir. · Atazanavir (Reyataz™): 100 mg ritonavir/dia + 300 mg atazanavir/dia. · Fosamprenavir: 200 mg ritonavir/dia + 1.400 mg fosamprenavir/dia (esta combinação uma vez ao dia não é aconselhável para doentes tratados!) · ou 100 mg ritonavir 2x/dia + 700 mg fosamprenavir 2x/dia · Tipranavir: 500 mg tipranavir 2x/dia + 200 mg ritonavir 2x/dia Efeitos secundários: muito frequentes quando utilizado como único IP (600 mg duas vezes ao dia): náuseas, vómitos, diarreia, dores de cabeça, parestesia perioral e sensações eléctricas nos braços e nas pernas. Transaminases elevadas gGT, muito frequentemente deslipidémia, tolerância reduzida à glucose e, raramente, diabetes mellitus. Lipodistrofia. Comentários/Avisos: mesmo as doses baixas de potenciação usadas em combinação com outros IPs têm múltiplas interacções com outros fármacos! Os seguintes são contra-indicados: rifampicina, amiodarona, astemizol, bepridil, terfenadina, encainida, flecainida, cisaprida, triazolam, ergotamina, simvastatina, lovastatina, quinidina, e St. John's wort. O sildenafil deve ser evitado! Deve-se ter cuidado e medir os níveis plasmáticos tanto do ritonavir como das seguintes comedicações (se possível): metadona, imunossupressores (ciclosporina, tacrolimus), antibióticos macrólidos (eritromicina, claritromicina), esteróides, antagonistas do cálcio, antidepressivos tricíclicos, outros antidepressivos (fluoxetina, paroxetina, sertralina), neurolépticos (haloperidol, risperidona, tioridazina), fármacos antimicóticos (cetoconazol, itraconazol), carbamazepina, tolbutamida, rifabutina, teofilina, e varfarina. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=31 Bibliografia: 1. Cameron DW, Heath-Chiozzi M, Danner S, et al. Randomised placebo-controlled trial of ritonavir in advanced HIV-1 disease. Lancet 1998, 351:543-9. http://amedeo.com/lit.php?id=9492772 2. Cooper CL, van Heeswijk RP, Gallicano K, Cameron DW. A review of low-dose ritonavir in protease inhibitor combination therapy. Clin Infect Dis 2003; 36: 1585-92. http://amedeo.com/lit.php?id=12802760 3. Kempf DJ, Marsh KC, Kumar G, et al. Pharmacokinetic enhancement of inhibitors of the HIV protease by coadministration with ritonavir. Antimicrob Agents Chemother 1997, 41:654-60. http://amedeo.com/lit.php?id=9056009 4. Moreno S, Podzamczer D, Blazquez R, et al. Treatment of tuberculosis in HIV-infected patients: safety and antiretroviral efficacy of the concomitant use of ritonavir and rifampin. AIDS 2001; 15: 1185-7. 5. Pardo Rey C, Yebra M, Borrallo M, Vega A, Ramos A, Montero MC. Irreversible coma, ergotamine, and ritonavir. Clin Infect Dis 2003; 37: e72-3. http://amedeo.com/lit.php?id=12942422 6. Spiegel M, Schmidauer C, Kampfl A, Sarcletti M, Poewe W. Cerebral ergotism under treatment with ergotamine and ritonavir. Neurology 2001, 57:743-4. 7. Wasmuth JC, la Porte CJ, Schneider K, Burger DM, Rockstroh JK. Comparison of two reduced-dose regimens of indinavir (600 mg vs 400 mg twice daily) and ritonavir (100 mg twice daily) in healthy volunteers (COREDIR). Antivir Ther 2004; 9: 213-20. http://amedeo.com/lit.php?id=15134183
Roferon ver Interferon
O saquinavir foi o primeiro IP a ser licenciado para a terapêutica do VIH em 1995. É normalmente bem tolerado excepto para problemas gastrointestinais, e não apresenta nenhum problema a curto-prazo. É quase exclusivamente administrado potenciado com ritonavir. Desde a introdução do novo comprimido de de invirase a 500 mg reduziu-se significativamente o número de comprimidos. Nome comercial: Invirase 500®, Abrv. SQV Comprimidos revestidos de Invirase® a 500 mg Classe do fármaco: inibidor da protease Fabricante: Hoffmann-La Roche Indicações: Infecção por VIH-1 Dose oral: Em combinação com ritonavir: 1000 mg SQV 2x/dia mais 100 mg ritonavir 2x/dia. O Invirase só deve ser dado em combinação com ritonavir e outros agentes antiretrovirais. O tratamento sem reforço de ritonavir só é possível com Fortovase: 1200 mg 3x/dia (6 cápsulas 3x/dia) Efeitos secundários: Principalmente gastrointestinais: diarreia, náusea, desconforto abdominal e dispepsia; anormalidades laboratoriais: aumento isolado da creatina fosfoquinase (CPK), decréscimo da glicose, aumento da glicose, valores das transaminases elevados e neutropénia. Como com outros PIs, lipodistrofia, dislipidémia e reduzida tolerância à glucose podem ocorrer com tratamento prolongado. Comentários/Avisos: Contra-indicado para terapêutica simultânea com rifampicina, terfenadina, astemizole, pimozida, cisapride, amiodarona, propafenona e flecainida (potencial para arritmia cardíaca ameaçadora de vida), midazolam, triazolam (potencial para sedação prolongada ou aumentada, depressão respiratória), sinvastatina, lovastatina (risco aumentado de miopatia incluindo rabdomiólise) e alcalóides derivados do ergot (por exemplo ergotamina, di-hidroergotamina, ergonovina, e metilergonovina) (potencial para toxicidade aguda do ergot). O saquinavir deve ser tomado nas duas horas seguintes à refeição. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=132 Bibliografia: 1. Cameron DW, Japour AJ, Xu Y, et al. Ritonavir and saquinavir combination therapy for the treatment of HIV infection. AIDS 1999, 13: 213-24. http://amedeo.com/lit.php?id=10202827 2. Cohen Stuart JW, Schuurman R, Burger DM, et al. Randomized trial comparing saquinavir soft gelatin capsules versus indinavir as part of triple therapy (CHEESE study). AIDS 1999, 13: F53-8. http://amedeo.com/lit.php?id=10357371 3. Deeks SG, Grant RM, Beatty GW, et al. Activity of a ritonavir plus saquinavir-containing regimen in patients with virologic evidence of indinavir or ritonavir failure. AIDS 1998, 12: F97-102. http://amedeo.com/lit.php?id=9677159 4. Kirk O, Lundgren JD, Pedersen C, et al. A randomized trial comparing initial HAART regimens of nelfinavir/nevirapine and ritonavir/saquinavir in combination with two nucleoside reverse transcriptase inhibitors. Antivir Ther 2003; 8: 595-602. http://amedeo.com/lit.php?id=14760893 5. la Porte CJ, Wasmuth JC, Schneider K, Rockstroh JK, Burger DM. Lopinavir/ritonavir plus saquinavir in salvage therapy; pharmacokinetics, tolerability and efficacy. AIDS 2003; 17: 1700-2. http://amedeo.com/lit.php?id=12853756 6. Piscitelli SC, Burstein AH, Welden N, et al. The effect of garlic supplements on the pharmacokinetics of saquinavir. Clin Infect Dis 2002, 34: 234-8. http://amedeo.com/lit.php?id=11740713 7. Plosker G, Scott L. Saquinavir: A review of its use in boosted regimens for treating HIV infection. Drugs 2003; 63: 1299-1324. http://amedeo.com/lit.php?id=12790697 8. Stellbrink HJ, Hawkins DA, Clumeck N, et al. Randomised, multicentre phase III study of saquinavir plus zidovudine plus zalcitabine in previously untreated or minimally pretreated HIV-infected patients. Clin Drug Invest 2000, 20:295-307. 9. Trout H, Mentre F, Panhard X, Kodjo A, Escaut L, Pernet P et al. Enhanced saquinavir exposure in human immunodeficiency virus type 1-infected patients with diarrhea and/or wasting syndrome. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 538-45. http://amedeo.com/lit.php?id=14742207
Sempera™ver Itraconazole Sobelin™ ver Clindamicina
Classe de fármaco: sulfonamida Indicações: tratamento e profilaxia da toxoplasmose cerebral, isoladamente ou em combinação com a pirimetamina. Dose: Para tratamento 2 a 3 comprimidos de 500 mg/dia (dose diária 4-6 g). Para profilaxia metade da dose (500 mg/dia)! Insuficiência renal: clearance da creatinina 50-10 ml/min: metade da dose. Para valores abaixo de 10 ml/min: administrar um terço da dose. Efeitos secundários: muito frequentemente alergias com prurido, febre e urticária, que param com a suspensão do tratamento. Raramente: síndrome de Stevens-Johnson. Queixas gastrointestinais: náuseas, vómitos, diarreia. Problemas renais com insuficiência renal, cristalúria, nefrolitíase em mais de 7% dos casos. Anemia, leucopénia, trombocitopénia. Elevação das transaminases. Comentários/avisos: a sulfadiazina está contra-indicada na hipersensibilidade às sulfamidas e alergias aos antidiabéticos derivados da sulfonilureia, da acetazolamida e dos diuréticos tiazídicos; também na deficiência da G6PD, na insuficiência renal e na doença hepática grave (por ex. hepatite aguda) e durante a gravidez e amamentação. A sulfadiazina pode aumentar os níveis de sulfonilureias (antidiabéticos orais), anticoagulantes e difenilhidantoina. O uso simultâneo com anti-ácidos reduz a absorção de sulfadiazina (separar as duas tomas com cerca de 1-2 horas). Ingerir uma quantidade suficiente de líquido (pelo menos 2 litros/dia). Monitorizar o hemograma, a ALT, a creatinina e ureia pelo menos uma vez por semana de início. Monitorizar a urina! No caso de cristalúria: alcalinizar a urina. Bibliografia: 1. Caumes E, Bocquet H, Guermonprez G, et al. Adverse cutaneous reactions to pyrimethamine/sulfadiazine and pyrimethamine/clindamycin in patients with AIDS and toxoplasmic encephalitis. Clin Infect Dis 1995, 21: 656-8. http://amedeo.com/lit.php?id=8527561 2. Chirgwin K, Hafner R, Leport C, et al. Randomized phase II trial of atovaquone with pyrimethamine or sulfadiazine for treatment of toxoplasmic encephalitis in patients with acquired immunodeficiency syndrome: ACTG 237/ANRS 039 Study. Clin Infect Dis 2002, 34: 1243-50. http://amedeo.com/lit.php?id=11941551 3. Dannemann B, McCutchan JA, Israelski D, et al. Treatment of toxoplasmic encephalitis in patients with AIDS. A randomized trial comparing pyrimethamine plus clindamycin to pyrimethamine plus sulfadiazine. Ann Intern Med 1992, 116: 33-43. http://amedeo.com/lit.php?id=1727093 4. Katlama C, De Wit S, O'Doherty E, et al. Pyrimethamine-clindamycin vs. pyrimethamine-sulfadiazine as acute and long-term therapy for toxoplasmic encephalitis in patients with AIDS. Clin Infect Dis 1996, 22: 268-75. http://amedeo.com/lit.php?id=8838183 5. Molina JM, Belenfant X, Doco-Lecompte T, et al. Sulfadiazine-induced crystalluria in AIDS patients with toxoplasma encephalitis. AIDS 1991, 5: 587-9. http://amedeo.com/lit.php?id=1863412 6. Podzamczer D, Miro JM, Bolao F, et al. Twice-weekly maintenance therapy with sulfadiazine-pyrimethamine to prevent recurrent toxoplasmic encephalitis in patients with AIDS. Ann Intern Med 1995, 123: 175-80. http://amedeo.com/lit.php?id=7598298
Stocrin™ ver Efavirenz
Sustiva™ ver Efavirenz
T-20 (Enfuvirtide) O T-20 é um inibidor de entrada. Está licenciado para o tratamento da infecção VIH-1 em adultos tratados e crianças acima de 6 anos que receberam pelo menos um fármaco de cada classe (IP, INNRT e INRT) e desenvolveram falência ou intolerância ao tratamento. O T-20 é bem tolerado, mas tem que ser injectado subcutaneamente. No entanto, este fármaco é importante na terapêutica de resgate. O custo do tratamento é mais de 2.000 Euros por mês, duplica o custo da HAART. Nome comercial: Fuzeon® 90 mg/ml de pó e solvente. 1ml da solução obtida contém 90 mg de T-20. Classe do fármaco: inibidores de fusão (ou inibidores de entrada) Fabricante: Hoffmann-La Roche Indicações: tratamento da infecção VIH-1 em doentes com evidência de replicação de VIH-1 apesar de estarem a fazer HAART. Dose: 90 mg duas vezes por dia subcutaneamente. Efeitos secundários: normalmente bem tolerado. No entanto, quase todos os doentes têm reacções no local da injecção: eritema, inflamação, induração, rash (mudar os locais da injecção!). Pode haver inflamação em mais de um sítio. Nos estudos licenciados, aproximadamente 10% dos doentes necessitavam de uso intermitente de analgésicos ou ficavam temporariamente afectados nas suas actividades diárias. No entanto, apenas 3 % dos doentes tiveram de parar a terapêutica. Doentes a fazer T-20 possivelmente têm um risco aumentado de contrair pneumonia bacteriana. Por isso, é importante estar particularmente vigilante em doentes com factores de risco para a pneumonia (linha de base de contagens de células CD4+ baixa, carga viral elevada, toxicodependentes iv, fumadores, história de doença pulmonar). Reacções de hipersensibilidade com rash, febre, náuseas, arrepios, hipotensão ou transaminases elevadas são raras (< 1 %). Comentários/Avisos: interacções não são conhecidas. Locais de injecção: zona superior do braço, zona ventral da anca e abdómen. Mudar os locais de injecção! Não injectar em locais com sinais inflamatórios de anteriores injecções. Não injectar em locais com marcas de nascimento, cicatrizes ou rotura da integridade da pele. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=225 Bibliografia: 1. Ball RA, Kinchelow T. Injection site reactions with the HIV-1 fusion inhibitor enfuvirtide. J Am Acad Dermatol 2003; 49: 826-31. http://amedeo.com/lit.php?id=14576660 2. Barretina J, Blanco J, Bonjoch A, Llano A, Clotet B, Este JA. Immunological and virological study of enfuvirtide-treated HIV-positive patients. AIDS 2004; 18: 1673-82. http://amedeo.com/lit.php?id=15280778 3. Cervia JS, Smith MA. Enfuvirtide (T-20): a novel HIV type 1 fusion inhibitor. Clin Infect Dis 2003; 37: 1102-6. http://amedeo.com/lit.php?id=14523775 4. Clotet B, Raffi F, Cooper D, et al. Clinical management of treatment-experienced, HIV-infected patients with the fusion inhibitor enfuvirtide: consensus recommendations. AIDS 2004; 18: 1137-46. http://amedeo.com/lit.php?id=15166529 5. Dando TM, Perry CM. Enfuvirtide. Drugs 2003; 63: 2755-66 http://amedeo.com/lit.php?id=14664654 6. Hardy H, Skolnik PR. Enfuvirtide, a new fusion inhibitor for therapy of human immunodeficiency virus infection. Pharmacotherapy 2004; 24: 198-211. http://amedeo.com/lit.php?id=14998221 7. Lalezari JP, Henry K, O'Hearn M, et al. Enfuvirtide, an HIV-1 fusion inhibitor, for drug-resistant hiv infection in north and south america. N Engl J Med 2003; 348:2175-85. http://amedeo.com/lit.php?id=12637625 8. Lazzarin A, Clotet B, Cooper D, et al. Efficacy of enfuvirtide in patients infected with drug-resistant HIV-1 in Europe and Australia. N Engl J Med 2003; 348: 2186-95. http://amedeo.com/lit.php?id=12773645 9. Nelson M, Arasteh K, Clotet B, et al. Durable Efficacy of Enfuvirtide Over 48 Weeks in heavily treatment-experienced hiv-1-infected patients in the t-20 versus optimized background regimen only 1 and 2 clinical Trials. J AIDS 2005; 40: 404-412. http://amedeo.com/lit.php?id=16280694 10. Sax PE, Losina E, Weinstein MC, et al. Cost-effectiveness of enfuvirtide in treatment-experienced patients with advanced HIV disease. J Acquir Immune Defic Syndr 2005; 39: 69-77. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15851916 11. Trottier B, Walmsley S, Reynes J, et al. Safety of Enfuvirtide in Combination With an Optimized Background of Antiretrovirals in Treatment-Experienced HIV-1-Infected Adults Over 48 Weeks. J AIDS 2005; 40: 413-421. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16280695 12. Xu L, Pozniak A, Wildfire A, et al. Emergence and evolution of enfuvirtide resistance following long-term therapy involves heptad repeat 2 mutations within gp41. Antimicrob Agents Chemother 2005; 49: 1113-9. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15728911
O tenofovir DF é o pró-fármaco do análogo dos nucleótidos acíclico tenofovir, e apresenta boa biodisponibilidade oral. É também eficaz contra o vírus da Hepatite B. O tenofovir tem um bom perfil de tolerância e provavelmente apenas baixa toxicidade mitocondrial. No entanto, devem considerar-se várias interacções (particularmente com o ddI e atazanavir!), bem como a fraca eficácia em vários regimes com três fármacos de base. Usar com precaução em doentes cm doenças renais. Nome comercial: Viread® Abrv. TDF Comprimidos de 300 mg de tenofovir disoproxilfumarato ou 245 mg tenofovir disoproxil (N1 = 30 comprimidos). Também TruvadaÔ em combinação com emtricitabina (ver Emtricitabina). Classe do fármaco: inibidor nucleósido da transcriptase reversa Fabricante: Gilead Indicações: infecção VIH Dose oral: 300 mg uma vez por dia, a ser tomado com a refeição. Ajustes de dose para insuficiência renal: VireadÔ, ajustamento de dose na insuficiência renal
*Ver folheto para mais informação
Ajustamento da dose para o TruvadaÔ, na insuficiência renal*
*Não usar TruvadaÔ se a clearance dacreatinina estiver abaixo dos 30 ml/min Efeitos adversos: geralmente bem tolerado. Raramente: elevação das enzimas do fígado. Raros casos de falência renal, incluindo tubulopatias como o síndrome de Fanconi, e a diabetes insípida nefrogénica. Os doentes com doença renal não devem tomar tenofovir ou então tomar uma dose reduzida (ver acima). Devem ser controlados (clearance da creatinina e fósforo sérico): antes de começar o tratamento e depois cada 4 semanas no primeiro ano de tratamento e de três em três meses posteriormente. Controles mais frequentes são úteis se há alteralção da função renal (actual ou na história clínica) ou insuficiência renal. Actualmente não se sabe se o tratamento a longo prazo com tenofovir pode levar a alterações na densidade óssea. Estudos em animais mostram alterações na densidade óssea com doses 30 vezes superiores às doses terapêuticas. Comentários/Advertências: quando o fósforo sérico é < 1,5 mg/dl (0,48 mmol/l) ou a clearance da creatinina < 50 ml/min:controlar a finção renal de novo dentro de uma semana. Determinar também a glicémia e o potássio sérico bem como a glicose urinária. A interrupção do tratamento pode ser necessário se a clearance da creatinina é < 50 ml/min ou o fósforo sérico é < 1,0 mg/dl (0,32 mmol/l). Clearance da creatinina em ml/min é calculda da seguinte forma: Mulher: (1,04 x (140 – idade) x kg) / creatinina (µmol/l) Homem: (1,23 x (140 – idade) x kg) / creatinina (µmol/l) O tratamento concomitante com tenofovir e outros fármacos com eliminação via secreção tubular activa pode levar ao aumento dos níveis séricos de ambos os fármacos: cidofovir, aciclovir, valaciclovir, ganciclovir, valganciclovir. Usar com cautela em combinação com ddI: o tratamento concomitante com tenofovir aumenta a Cmax e a AUC do ddI em 28% e 44%, respectivamente. Pode ocorrer pancreatite, e por isso a dose de ddI deve ser reduzida para 250 mg. As combinações de tenofovir com DDI devem ser evitadas por várias razões. O atazanavir e o lopinavir aumentam os níveis de tenofovir. São precisos mais ensaios controlados sobre o uso de tenofovir durante a gravidez. Em estudos com macacos, o tenofovir foi eficaz na profilaxia da transmissão do VIS, mas também provocou distúrbios de crescimento. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=134 Bibliografia: 1. Dando TM, Wagstaff AJ. Emtricitabine/tenofovir disoproxil fumarate. Drugs 2004; 64: 2075-82 http://amedeo.com/lit.php?id=15341498 2. Gallant JE, Deresinski S. Tenofovir disoproxil fumarate. Clin Infect Dis 2003; 37: 944-50. http://amedeo.com/lit.php?id=13130407 3. Gallant JE, Staszewski S, Pozniak AL, et al. Efficacy and safety of tenofovir DF vs stavudine in combination therapy in antiretroviral-naive patients: a 3-year randomized trial. JAMA 2004; 292: 191-201. http://amedeo.com/lit.php?id=15249568 4. Guo Y, Fung HB. Fatal lactic acidosis associated with coadministration of didanosine and tenofovir disoproxil fumarate. Pharmacotherapy 2004; 24: 1089-94. http://amedeo.com/lit.php?id=15338857 5. Hoogewerf M, Regez RM, Schouten WE, Weigel HM, Frissen PH, Brinkman K. Change to abacavir-lamivudine-tenofovir combination treatment in patients with HIV-1 who had complete virological suppression. Lancet 2003; 362: 1979-80. http://amedeo.com/lit.php?id=14683659 6. Izzedine H, Isnard-Bagnis C, Hulot JS, et al. Renal safety of tenofovir in HIV treatment-experienced patients. AIDS 2004; 18: 1074-6. http://amedeo.com/lit.php?id=15096814 7. Mauss S, Berger F, Schmutz G. Antiretroviral therapy with tenofovir is associated with mild renal dysfunction. AIDS 2005; 19: 93-5. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15627039 8. Murphy MD, O'Hearn M, Chou S. Fatal lactic acidosis and acute renal failure after addition of tenofovir to an antiretroviral regimen containing Didanosine. Clin Infect Dis 2003; 36: 1082-5. http://amedeo.com/lit.php?id=12684925 9. Negredo E, Molto J, Burger D, et al. Unexpected CD4 cell count decline in patients receiving didanosine and tenofovir-based regimens despite undetectable viral load. AIDS 2004; 18: 459-63. http://amedeo.com/lit.php?id=15090798 10. Peyriere H, Reynes J, Rouanet I, et al. Renal tubular dysfunction associated with tenofovir therapy: report of 7 cases. J Acquir Immune Defic Syndr 2004; 35: 269-73. http://amedeo.com/lit.php?id=15076241 11. Ristig MB, Crippin J, Aberg JA, et al. tenofovir disoproxil fumarate therapy for chronic hepatitis b in HIV/hepatitis b virus-coinfected individuals for whom interferon-alpha and lamivudine therapy have failed. J Infect Dis 2002; 186: 1844-7. http://amedeo.com/lit.php?id=12447773 12. Schaaf B, Aries SP, Kramme E, Steinhoff J, Dalhoff K. Acute renal failure associated with tenofovir treatment in a patient with acquired immunodeficiency syndrome. Clin Infect Dis 2003; 37: e41-3. http://amedeo.com/lit.php?id=12884188 13. Schewe CK, Maserati R, Wassmer G, Adam A, Weitner L. Improved Lipid Profiles and Maintenance of Virologic Control in Heavily Pretreated HIV-Infected Patients Who Switched from Stavudine to Tenofovir Treatment. Clin Infect Dis 2006; 42: 145-7. Epub 2005 Nov 29. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16323105 14. Squires K, Pozniak AL, Pierone G Jr, et al. Tenofovir disoproxil fumarate in nucleoside-resistant HIV-1 infection: a randomized trial. Ann Intern Med 2003; 139: 313-20. http://amedeo.com/lit.php?id=12965939 15. Taburet AM, Piketty C, Chazallon C, et al. Interactions between atazanavir-ritonavir and tenofovir in heavily pretreated human immunodeficiency virus-infected patients. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 2091-6. http://amedeo.com/lit.php?id=15155205 O tipranavir é o primeiro inibidor da protease (IP) não peptídico, que foi recentemente licenciado nos EUA e na Europa. Este novo fármaco tem um perfil de resistência favorável. Em dois grandes estudos em doentes severamente pré-tratados com IPs, era superior a outros IPs potenciados com ritonavir (lopinavir, amprenavir, indinavir, saquinavir). O tipranavir é sempre potenciado com ritonavir. Marca registada: Aptivus™. Abbr.: TPV Cápsulas a 250 mg Classe de fármaco: Inibidor não péptido das proteases (NPPI) Fabricante: Boehringer Ingelheim Indicações: Doentes adultos VIH-positivos que foram fortemente pré-tratados ou têm múltiplas resistências aos IPs. Dose oral: 500 mg duas vezes/dia tipranavir + 200 mg duas vezes/dia ritonavir Efeitos secundários: Os efeitos secundários mais frequentes são os gastrointestinais:diarreia e náuseas. Os seguintes ocorrem (numa frequência decrescente): fadiga, vómitos, dores de cabeça, bronquite, dores abdominais, depressão, falta de força, e insónia. Nos estudos publicados até agora, 8 % dos doentes terminaram a terapêutica com tipranavir. Transaminases aumentadas foram observadas em pelo menos 6 % dos doentes, com hepatite clínica e falência hepática em casos raros. Deslipidémia (20 %). Rash (urticário ou maculopapular) parece ser mais comum em mulheres do que em homens. Interacções: a combinação do tipranavir e ritonavir inibe a actividade do CYP3A e induz a glicoproteína-p. Por isso, níveis elevados de fármaco no soro têm de ser esperados para esses fármacos que são primeiramente metabolizados pelo CYP3A (ver a tabela seguinte).
Fármacos contraindicados na terapêutica com tipranavir
O tipranavir reduz os níveis de lopinavir no soro, saquinavir e amprenavir, logo um regime duplo de IPs com estas substâncias não é aplicável. O fluconazole e a claritromicina aumentam os níveis de tipranavir no soro. É necessária monitorização cuidadosa na terapêutica concomitante. Anti-ácidos reduzem os níveis de tipranavir em 30 %: doses alternadas. A rifampicina reduz os níveis de tipranavir em 80 %: evitar. O TPV/r aumenta os níveis no soro da atorvastatina, por isso, iniciar com doses mais baixas de atorvastatina, ou – melhor ainda – mudar para outra substância. O mesmo se aplica à rifabutina. Consequentemente: rifabutina 150 mg a cada dois dias ou três vezes por semana. O ddI deve apenas ser tomado com um intervalo de duas horas do tipranavir. Comentários/Precauções: o tipranavir está contra-indicado em doentes com hepatite moderada a severa (Child-Pugh B and C). Os doentes com hepatite B crónica ou C têm um risco 2,5 vezes superior de transaminases elevadas em tratamento com tipranavir. Determinar parâmetros da função hepática, colesterol, e triglicéridos antes e durante o tratamento. As mulheres que estejam a tomar um contraceptivo à base de estrogénios parecem ter uma incidência mais elevada de rash. Ocasionalmente devem utilizar-se métodos alternativos de contracepção. O tipranavir deve ser tomado com as refeições. Fontes na Internet: US: http://hiv.net/link.php?id=256 Bibliografia: 1. Cooper D, Hicks C, Cahn P, et al. 24-week RESIST study analysis: the efficacy of tipranavir/ritonavir (TPV/r) is superior to lopinavir/ritonavir (LPV/r) and the TPV/r treatment response is enhanced by inclusion of genotypically active antiretrovirals in the optimized background regimen (OBR) Abstract 560, 12th CROI 2005, Boston. 2. Hicks C. RESIST-1: a phase 3, randomized, controlled, open-label, multicenter trial comparing tipranavir/ritonavir to an optimized comparator protease inhibitor/r regimen in antiretroviral experienced patients: 24 week data. Abstract H-1137a, 44th ICAAC 2004, Washington. 3. Hicks C et al. RESIST-1. Phase 3 comparison of TPV/r and standard-of-care boosted-comparator PI (CPI/r) at 24 weeks. Interscience Conference on Antimicrobial Agents and Chemotherapy, Washington, DC, October 2004. Abstract H-1137a. 4. Larder BA, Hertogs K, Bloor S, et al. Tipranavir inhibits broadly protease inhibitor-resistant HIV-1 clinical samples. AIDS 2000, 14:1943-8. http://amedeo.com/lit.php?id=10997398 5. Plosker G, Figgitt D. Tipranavir. Drugs 2003; 63: 1611-8. http://amedeo.com/lit.php?id=12887268 6. Yeni P. Tipranavir: a protease inhibitor from a new class with distinct antiviral activity. J Acquir Immune Defic Syndr 2003; 34 Suppl 1: S91-4. http://amedeo.com/lit.php?id=14562864
O Trizivir é uma combinação fixa de AZT+3TC+abacavir. É, com frequência, usado na simplificação da HAART. Uma desvantagem do Trizivir é que não será tão eficaz como outro tipo de combinações de fármacos que compreendem várias classes de fármacos. É também uma boa opção para doentes com problemas de adesão e quando existe tratamento com fármacos adicionais (para a tuberculose, tratamento com dicumarínicos, etc) dada as potenciais interacções entre fármacos.. Marca registada: Trizivir Comprimidos com 150 mg 3TC e 300 mg AZT e 300 mg abacavir. Classe de fármaco: NRTI Fabricante: GlaxoSmithKline Indicações: Infecção HIV Dose oral: 1 comprimido 2x/dia. Nos casos de rdução da finção renal (clearance da creatinina inferior a 50 ml/min), as doses individuais devem ser separadas no sentido de permitir o ajustamento da dose para o 3TC e AZT. Efeitos secundários: a maioria gsatro-intestinais, ver para cada fármaco individual. A hipersensibilidade ao abacavir (ver abacavir!). Há, provavelmente, efeitos aditivos em relação à toxicidade mitocondrial. Comentários/avisos: ter atenção especial às reacções de hipersensibilidade (ver abacavir). Ver fármacos individual. Fontes da Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=51 Bibliografia: 1. Gulick RM, Ribaudo HJ, Shikuma CM, et al. Triple-nucleoside regimens versus efavirenz-containing regimens for the initial treatment of HIV-1 infection. N Engl J Med. 2004, 350:1850-1861. http://amedeo.com/lit.php?id=15115831 2. Hicks C. RESIST-1: a phase 3, randomized, controlled, open-label, multicenter trial comparing tipranavir/ritonavir to an optimized comparator protease inhibitor/r regimen in antiretroviral experienced patients: 24 week data. Abstract H-1137a, 44th ICAAC 2004, Washington. 3. Ibbotson T, Perry C. Lamivudine/Zidovudine/Abacavir: triple combination tablet. Drugs 2003; 63: 1089-98. http://amedeo.com/lit.php?id=12749741 4. Kirkland LR, Fischl MA, Tashima KT, et al. Response to lamivudine-zidovudine plus abacavir twice daily in antiretroviral-naive, incarcerated patients with HIV infection taking directly observed treatment. Clin Infect Dis 2002, 34: 511-8. http://amedeo.com/lit.php?id=11797179 5. Opravil M, Hirschel B, Lazzarin A, et al. A randomized trial of simplified maintenance therapy with abacavir, lamivudine, and zidovudine in HIV infection. J Infect Dis 2002, 185: 1251-60. http://amedeo.com/lit.php?id=12001042 6. Staszewski I S, Keiser P, Montaner J, et al. Abacavir-lamivudine-zidovudine vs indinavir-lamivudine-zidovudine in antiretroviral-naive HIV-infected adults: A randomized equivalence trial. JAMA 2001, 285: 1155-63. http://amedeo.com/lit.php?id=11231744
Truvada® é uma dose fixa num comprimido com a combinação tenofovir (300 mg tenofovir disoproxilfumarato) e emtricitabina (200 mg N1: 30). Tem boa tolerância em geral. Espera-se que o TruvadaÔ se torne num dos componentes dos muitos regimes HAART de uma toma diária única. Classe do fármaco: inibidores nucleósidos e nucleótidos da transcriptase reversa (NRTI). Fabricante: Gilead Indicações: infecção por VIH Dose oral: 1 comprimido por dia Com clearance da creatinina reduzida para 30-49 ml/min, recomenda-se a redução da dose para um comprimido a cada dois dias. O Truvada não deve ser prescrito com valores abaixo destes. Efeitos adversos: ver capítulo sobre o tenofovir Comentários/Advertências: ver capítulo sobre o tenofovir. Em doentes com co-infecção VIH/HBV ou HCV com hepatite crónica, pode ocorrer exacerbação da hepatite após descontinuação do Truvada. Nestes casos, recomenda-se a monitorização clínica e laboratorial durantes vários meses. A absorção do Truvada não é afectada pela ingestão de alimentos. Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=241 Bibliografia: 1. Dando TM, Wagstaff AJ. Emtricitabine/tenofovir disoproxil fumarate. Drugs 2004; 64: 2075-82 http://amedeo.com/lit.php?id=15341498 2. Gazzard B, DeJesus E, Campo R, et al. The combination of tenofovir DF (TDF), emtricitabine (FTC) and efavirenz (EFV) has significantly greater response vs fixed dose zidovudine/lamivudine (CBV) and EFV in antiretroviral naive patients: a 24 week preliminary analyis. Abstract H1137c, 44th ICAAC 2004, Washington. 3. Molina JM, Gathe J, Lim JL, et al. Comprehensive resistance testing in antiretroviral naive patients treated with once-daily lopinavir/ritonavir plus tenofovir and emtricitabine: 48-week results from study 418. Abstract WePeB5701, XV Int AIDS Conf 2004, Bangkok.
Valcyte™ ver Valganciclovir
O valganciclovir é o primeiro fármaco contra CMV com boa eficácia que pode ser administrado oralmente. O valganciclovir é um pró-fármaco do ganciclovir e por isso possui perfil de toxicidade semelhante: neutropenia, anemia e trombocitopenia. Devido à biodisponibilidade melhorada, o valganciclovir substituiu largamente a anterior forma do ganciclovir. Nome comercial: Valcyte® Comprimidos de 450 mg Classe do fármaco: virostáctico Fabricante: Hoffmann-La Roche Indicações: indução oral e terapia de manutenção para a retinite por CMV. Dose: na indução da terapia, 900 mg duas vezes ao dia durante 3 semanas (ou até formação de cicatriz nas lesões por CMV), seguida de terapia supressora com 900 mg uma vez ao dia. Devem usar-se as seguintes doses nos insuficientes renais:
Efeitos adversos: leucopenia frequente, mas também trombocitopenia e anemia. As queixas gastrointestinais como náuseas, vómitos e diarreias são mais frequentes que com a forma do ganciclovir administrada por via endovenosa. Comentários/Advertências: monitorizar a contagem de células sanguíneas pelo menos 2-3 x/semana durante a indução. Descontinuar se os neutrófilos descerem para valores inferiores a 500/µl (é necessário FEG!). Contra-indicado em neutropénias < 500/µl, trombocitopenia < 25,000/µl e quimioterapia concomitante (sarcoma de Kaposi, LNH). Precaução quando administrado concomitantemente com ddI, uma vez que o valganciclovir pode duplicar os níveis de ddI (toxicidade aumentada!). O valganciclovir é potencialmente teratogénico e carcinogénico; é necessária contracepção adequada e de confiança. O valganciclovir deve ser tomado às refeições. Este fármaco é extremamente caro! Deve ser descontinuado quando há recuperação imune suficiente (ver capítulo das Outras Infecções). Fontes na Internet: USA: http://hiv.net/link.php?id=135 Bibliografia: 1. Boivin G, Gilbert C, Gaudreau A, et al. Rate of emergence of cytomegalovirus mutations in leukocytes of patients with AIDS who are receiving valganciclovir as induction and maintenance therapy for CMV retinitis. J Infect Dis 2001, 184:1598-1602. http://amedeo.com/lit.php?id=11740736 2. Lalezari J, Lindley J, Walmsley S, et al. A safety study of oral valganciclovir maintenance treatment of cytomegalovirus retinitis. J Acquir Immune Defic Syndr 2002, 30: 392-400. http://amedeo.com/lit.php?id=12138345 3. Martin DF, Sierra-Madero J, Walmsley S, et al. A controlled trial of valganciclovir as induction therapy for cytomegalovirus retinitis. N Engl J Med 2002, 346: 1119-26. http://amedeo.com/lit.php?id=11948271
Vfend™ ver Voriconazole Videx™ ver ddI Viracept™ ver Nelfinavir Viramune™ ver Nevirapine Viread™ ver Tenofovir Vistide™ ver Cidofovir
O voriconazol é um promissor anti-micótico de largo espectro. Um estudo comparativo entre o voriconazol e a anfotericina B para o tratamento da aspergilose invasiva mostrou melhorias significativas com o voriconazol após 12 semanas (53 % versus 32 %). Marca registada: Vfend® Comprimidos de 50 mg e 200 mg Ampolas com 200 mg Classe de fármaco: anti-micótico Fabricante: Pfizer Indicações: tratamento daaspergilose invasiva; tratamento das infecções por Cândida resistentes ao fluconazol (incluindo a C. krusei); tratamento de infecções fúngicas graves provocadas pelo Scedosporium spp e Fusarium spp. Dose: 200 mg x/Dia Para administração endovenosa: 3 a 6 mg/kg de 12 em 12 horas. Efeitos secundários: elevação das transaminases, rash e alterações da visão que levaram à suspensão do tratamento nalguns ensaios clínicos. Alterações da visão (visão brilhante, diminuição da visão, alteração da sensibilidade à luz e da visão das cores) ocorrem em cerca de 30 % dos casos e em geral aparecem cerca de 30 minutos após a toma do voriconazol e duram cerca de 30 minutos. Mais raramente, febre, náuseas, vómitos, diarreia, cefaleias, dor abdominal. Comentários/avisos: o voriconazol é metabolizado através do citocromo 450. Os níveis séricos de voriconazol podem reduzir-se de modo significativo se tomado com vários fármacos o que está portanto contra-indicado: rifampicina, carbamazepina, barbitúricos. Os níveis séricos de vários fármacos são aumentados de modo significativo pelo voriconazol e, portanto, a sua associação está contra-indicada: sirolimus, derivados da ergotamina, terfenadina, astemizol, cisapride, pimozide, quinidina. A administração com a rifabutina também está contra-indicada. A administração com os INNTR’s ou IP’s (com excepção: indinavir) pode requerer alterações da dose, tal como para outros fármacos: ciclosporina, tacrolimus, anticoagulantes, digoxina, estatinas, antagonistas do cálcio, vincristina, vinblastina, fenitoina, omeprazol (ver informação sobre o produto). O voriconazol deve ser tomado uma hora antes ou duas depois das refeições. Evitar a exposição ao sol e a condução durante a noite (devido à diminuição da capacidade visual). Bibliografia: 1. Arikan S, Lozano-Chiu M, Paetznick V, Nangia S, Rex JH. Microdilution susceptibility testing of amphotericin B, itraconazole, and voriconazole against clinical isolates of Aspergillus and Fusarium species. J Clin Microbiol 1999, 37:3946-3951. http://hiv.net/link.php?id=10565912 2. Chavez M, Bernal S, Valverde A, et al. In-vitro activity of voriconazole (UK-109,496), LY303366 and other antifungal agents against oral Candida spp. isolates from HIV-infected patients. J Antimicrob Chemother 1999, 44: 697-700. http://amedeo.com/lit.php?id=10552989 3. Clancy CJ., Nguyen MH. In vitro efficacy and fungicidal activity of voriconazole against Aspergillus and Fusarium species. Eur J Clin Microbiol Infect Dis 1998, 17:573-575. http://amedeo.com/lit.php?id=9796657 4. Espinel-Ingroff A. In vitro activities of the new triazole voriconazole (UK-109,496) against opportunistic filamentous and dimorphic fungi and common and emerging yeast pathogens. J Clin Microbiol 1998, 36:198-202. http://amedeo.com/lit.php?id=9431946 5. Martin CA, Roberts S, Greenberg RN. Voriconazole treatment of disseminated paecilomyces infection in a patient with AIDS. Clin Infect Dis 2002, 35: e78-81. http://amedeo.com/lit.php?id=12228840 6. Nguyen MH, Yu CY. Voriconazole against fluconazole-susceptible and resistant Candida isolates: in-vitro efficacy compared with that of itraconazole and ketoconazole. J Antimicrob Chemother 1998, 42:253-256. http://hiv.net/link.php?id=9738846 7. Odds FC, Cheesman SL, Abbott AB. Antifungal effects of fluconazole (UK 49858), a new triazole antifungal, in vitro. J Antimicrob Chemother 1986, 18:473-478. http://hiv.net/link.php?id=3021710 8. Ruhnke M, Schmidt-Westhausen A, Trautmann M. In vitro activities of voriconazole (UK-109,496) against fluconazole-susceptible and -resistant Candida albicans isolates from oral cavities of patients with HIV. Antimicrob Agents Chemother 1997, 41: 575-7. http://amedeo.com/lit.php?id=9055995 9. Sanati H, Belanger P, Fratti R, Ghannoum M. A new triazole, voriconazole (UK-109,496), blocks sterol biosynthesis in Candida albicans and Candida krusei. Antimicrob Agents Chemother 1997, 41:2492-2496. http://hiv.net/link.php?id=9371355 10. Scherpbier HJ, Hilhorst MI, Kuijpers TW. Liver failure in a child receiving highly active antiretroviral therapy and voriconazole. Clin Infect Dis 2003; 37: 828-30. http://amedeo.com/lit.php?id=12955645 11. Weig M, Muller FM. Synergism of voriconazole and terbinafine against Candida albicans isolates from HIV-infected patients with oropharyngeal candidiasis. Antimicrob Agents Chemother 2001, 45: 966-8. http://amedeo.com/lit.php?id=11181393 12. Wildfeuer A, Seidl HP, Paule I, Haberreiter A. In vitro evaluation of voriconazole against clinical isolates of yeasts, moulds and dermatophytes in comparison with itraconazole, ketoconazole, amphotericin B and griseofulvin. Mycoses 1998, 41:309-319. http://hiv.net/link.php?id=9861837
Zerit™ ver d4T Ziagen™ ver Abacavir Zidovudine ver AZT Zovirax™ ver Aciclovir
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