Principal FlyingPublisher HIVMedicine Amedeo AIDSPortugal

HIV Medicine 2006

Bases

HAART

AIDS

Tópicos especiais

Medicamentos

Tradução:

Carolina Palma
Catarina Pinheiro
Daniela Lobão
Joana C. Silva
Helena Barroso
Inês Bártolo
Patrícia Carvalho
Paula Matoso
Sheila Rocha
Victor Bezerra

Aviso Legal

página de impressão

 

Infecção Aguda pelo VIH-1

Marcus Altfeld e Bruce D. Walker

 

Introdução

A infecção aguda apresenta-se em 40-90% dos casos como uma doença transitória sintomática associada aos elevados níveis de replicação do VIH-1 e a uma resposta imunológica específica crescente. Com 14.000 novos caos por dia em todo o mundo é um diagnóstico diferencial importante a fazer em casos de febre de etiologia desconhecida, rash maculo-papular e linfadenopatia. O diagnóstico de infecção aguda não é feito na maioria dos casos dado que tal como outras viroses pensa-se que a “gripe” seja a causa dos sintomas e não há anticorpos específicos para o VIH-1 detectáveis no início da infecção. O diagnóstico requer um alto grau de suspeição clínica baseada nos sintomas e na história de exposição além dos testes laboratoriais específicos (detecção do RNA do HIV-1 ou antigénio p24 e anticorpos HIV-1 negativos) confirmam o diagnóstico.

Um diagnóstico precoce da infecção pelo VIH-1 é importante dado que os doentes podem beneficiar de uma terapêutica num estadio precoce da infecção (ver abaixo) e a infecção no parceiro sexual pode ser assim evitada.

Acontecimentos imunológicos e virológicos durante uma infecção aguda pelo HIV

Durante uma infecção aguda pelo HIV, o vírus replica-se largamente na ausência de qualquer resposta imune de adaptação, atingindo níveis acima de 100 milhões de cópias/ml. É durante este ciclo inicial de replicação viral que importantes processos patogénicos têm lugar. Incluem-se a disseminação para uma série de reservatórios tissulares e a destruição de linfócitos CD4+ específicos pata o HIV. Os elevados níveis de virémia são normalmente de curta duração, indicando que o hospedeiro é capaz de gerar uma resposta imune que controle a replicação. Nas semanas seguintes a virémia diminui antes de atingir um ponto estável. Este nível de virémia que se segue à resolução da infecção aguda é um factor predictivo muito forte da taxa de progressão da doença a longo prazo [Mellors 1995].

Vários factores podem influenciar a replicação viral durante a infecção aguda até ao estabelecimento do ponto estável viral. Incluem-se a aptidão do vírus infectante, factores genéticos e resposta imune do hospedeiro. Enquanto que anticorpos anti HIV-1 são raramente detectados durante a infecção primária pelo HIV, um número de estudos demonstraram um papel crucial das respostas celulares imunes para o controle inicial da replicação durante este estadio da infecção. Uma maciça expansão da resposta monoclonal das células CD8+ foi descrita durante a infecção aguda pelo HIV-1. [Pantaleo 1994], e o aspecto das células CD8+ específicas foi temporariamente associado com o declínio inicial da virémia [Koup 1994, Borrow 1994]. Estas células CD8+ têm a capacidade de eliminar directamente as células infectadas pelo HIV-1 por uma citólise restrita MHC, classe I ou indirectamente pela produção de citocinas, quemokinas ou outros factores solúveis que encurtam a geração de novos progenes virais [Yang 1997]. A relevância biológica das células T citotóxicas (CTL) na infecção aguda foi realçada recentemente em estudos in vivo que demonstraram uma dramática subida da virémia SIV e uma aceleração no progresso da doença em macacos após a depleção artificial de células CD8+ [Schmitz 1999, Jin 1999]. Uma evidência adicional sobre a pressão antivírica das células CTL específicas para o HIV-1 durante a infecção primária pelo HIV-1 foi fornecida pela rápida selecção de espécies virais com epitopos de mutações de CTL que foram detectadas poucas semanas após a infecção pelo HIV-1 e SIV no homem e no macaco, respectivamente [Allen 2000, O’Connor 2002, Price 1997].

Durante a infecção aguda pelo HIV-1 o número de células CD4+ diminui ocasionalmente para níveis que levam ao desenvolvimento de infecções oportunistas nesta fase [Gupta 1993, Vento 1993]. Mesmo quando a contagem de CD4+ recupera após a resolução da infecção primária em geral raramente volta aos níveis basais na ausência de terapêutica anti-retroviral. Por outro lado com o declínio da contagem de CD4+ o agravamento qualitativo da função dos CD4+ é talvez a anomalia mais característica detectada na infecção pelo HIV-1. O agravamento da função específica dos CD4+ ocorre muito precocemente na infecção aguda [Rosenberg 1997, Altfeld 2001, Lichterfeld 2004], potencialmente devido à infecção preferencial de células Cd4+ específicas pelo vírus [Douek 2002]. Isto é seguido por um agravamento funcional da resposta dos CD4+ para antigénios conhecidos, e também uma resposta reduzida a novos antigénios [Lichterfeld 2004].

Além das respostas imunes do hospedeiro os factores genéticos do hospedeiro têm um importante papel quer na susceptibilidade e resistência à infecção pelo HIV-1, quer na velocidade de progressão da doença a seguir à infecção. A mais importante destas é a supressão do maior co-receptor responsável pela entrada do HIV-1 na célula CD4+, o receptor das citoquinas chamado CCR5 [Samson 1996]. Os homozigotos para esta dilecção do par 32 (CCR5delt32) não expressam o receptor da superfície celular e só podem ser infectados com estirpes de vírus que sejam capazes de usar outros co-receptores tais como os CXCR4. Se bem que os indivíduos homozigotos CCR5delta32 mostrem um grau significativo de resistência à infecção pelo HIV-1 [Samson 1996], foram descritos alguns casos de infecção com estirpes de HIV-1 que usaram o CXCR4 [O’Brien 1997, Biti 1997]. Os heterozigotos para esta dilecção  têm níveis plasmáticos significativamente mais baixos e carga viral e uma mais lenta progressão para SIDA. Além das mutações nos genes receptores de citoquinas um certo número de alelos HLA classe I foi descrita como estando associada quer com baixas cargas virais quer com progressão lenta da doença, incluindo o HLA-B27 e o -B57 [O’Brien 2001, Kaslow 1996]. Estudos recentes demonstraram que as pessoas com expressão HLA-B57 apresentam com menor frequência uma infecção aguda  pelo HIV-1 sintomática e exibem um melhor controlo da replicação viral a seguir à infecção aguda (Altfeld et al, AIDS 2003, imprensa). Estes dados demonstram que os factores genéticos do hospedeiro podem influenciar as manifestações clínicas da infecção aguda pelo HIV-1  de progressão da doença.

Sintomas e sinais

Após um período de incubação de poucos dias ou poucas semanas após a exposição ao HIV, a maior parte das pessoas infectadas apresentam um quadro clínico que se parece à gripe. A infecção aguda pelo HIV-1 é um conjunto de sintomas heterogéneo e as pessoas que apresentam sintomas mais graves durante a infecção aguda e um maior período de infecção aguda tendem a progredir mais rapidamente para SIDA[Vanhems 1998, Vanhems 2000, Sinicco 1993, Pedersen 1989, Keet 1993, Lindback 1994Os sintomas clínicos de infecção aguda pelo HIV-1 foram descritos pela primeira vez em 1985 como sendo uma doença que se assemelhava à mononucleose infecciosa [Cooper 1985]. Os sintomas mais frequentes (ver tabela 1) são a febre, rash maculo-papular, úlceras orais, linfadenopatia, artralgia, faringite, mal-estar geral, perda de peso, meningite asséptica e mialgia [Kahn 1998]. Num estudo recentemente publicado por Hecht et al. [Hecht 2002], a febre (80 %) e o mal-estar geral (68 %) têm a maior sensibilidade para o diagnóstico clínico de infecção aguda pelo HIV-1, enquanto que a perda de peso (86 %) e as úlceras orais (85 %) têm a maior especificidade. Neste estudo os sintomas febre e rash (especialmente em combinação) seguidos de úlceras orais e faringite têm o maior valor predictivo positivo para o diagnóstico de infecção aguda pelo HIV-1. Noutro estudo de Daar et al.[Daar 2001], ], a febre, o rash, as mialgias, as artralgias e a sudação nocturna são os melhores valores predictivos de infecção aguda pelo HIV-1.

Tabela 1: Principais sintomas da infecção aguda pelo VIH-1

Sintoma

Frequência

Racio Odds (95% CI)

Febre

80%

5,2 (2,3-11,7)

Rash

51%

4,8 (2,4-9,8)

Úlceras orais

37%

3,1 (1,5-6.,)

Artralgia

54%

2,6 (1,3-5,1)

Faringite

44%

2,6 (1,3-5,1)

Perda de apetite

54%

2,5 (1,2-4,8)

Perda de peso > 2,5 kg

32%

2,8 (1,3-6,0)

Mal estar geral

68%

2,2 (1,1-4,5)

Mialgias

49%

2,1 (1,1-4,2)

Febre e rash

46%

8,3 (3,6-19,3)

De: Hecht FM et al. Use of laboratory tests and clinical symptoms for identification of primary HIV infection. AIDS 2002, 16: 1119-1129

A fase sintomática da infecção aguda pelo HIV-1 dura entre 7 – 10 dias, e raramente se prolonga além dos 14 dias. A gravidade e duração dos sintomas tem implicações prognósticas dado que quanto mais prolongados e graves forem os sintomas mais rápida é a progressão da doença. A natureza não específica dos sintomas coloca ao médico um grande desafio e torna muito importante uma colheita detalhada da história da exposição.

Diagnóstico

O diagnóstico da infecção aguda pelo HIV-1 baseia-se na detecção da replicação do HIV-1 na ausência de anticorpos anti HIV-1, dado que estes ainda não estão presentes na fase precoce da infecção. Existem diferentes testes para o diagnóstico da infecção aguda pelo HIV-1. O mais sensível é o que se baseia na detecção no plasma do RNA do HIV-1 RNA.

Num estudo recentemente publicado [Hecht 2002], todos os testes para o RNA do HIV-1 (branched chain DNA, PCR e GenProbe) têm uma sensibilidade de 100 %, mas ocasionalmente (em 2 – 5 % dos casos) dão resultados falsos positivos. Os resultados falsos positivos destes testes são em geral abaixo das 2.000 cópias de RNA HIV-1 por ml de plasma, e portanto muito abaixo dos altos títulos de carga viral que se vêm normalmente durante a fase aguda da infecção pelo HIV-1 (nos nossos estudos uma média de 13 x 106 cópias de RNA HIV-1 /ml com limites de 0,25 – 95,5 x 106 cópias de RNA HIV-1 /ml). A repetição do testes para o RNA HIV-1 a partir da mesma amostra com o mesmo teste leva a um resultado negativo em todos os casos falsos positivos. As avaliações do RNA HIV-1 a partir de amostras duplicadas resulta numa sensibilidade de 100 % com 100 % de especificidade. Por outro lado, a detecção do antigénio p24 tem uma sensibilidade de 79 % com uma especificidade de 99.5 – 99.96 %. O diagnóstico de infecção aguda pelo HVI-1 deve pois ser subsequentemente confirmado com um teste de anticorpos positivo (seroconversão) dentro das semanas seguintes.

Durante a infecção aguda pelo HIV-1 há uma redução marcada dos CD4+ com subida posterior, mas em geral não volta a normalizar para os valores iniciais. Por outro lado, os CD8+ sobem inicialmente o que resulta numa relação CD4+/CD8+ <1. A mononucleose infecciosa constitui o diagnóstico diferencial mais importante. A hepatite, a gripe, a toxoplasmose, a sífilis e os efeitos colaterais de medicamentos devem ser também considerados.

Figura 1: Algoritmo para diagnóstico da infecção primária HIV-1

Em resumo, o mais importante no diagnóstico da infecção aguda pelo HIV-1 é incluir esta hipótese no diagnóstico diferencial. A suspeita clínica de infecção aguda pelo HIV-1 requer pois simplesmente a realização de um teste de anticorpos anti HIV-1 e possivelmente repetir a carga viral do HIV-1 como se mostra no algoritmo da Figura 1[Hecht 2002]).

Tratamento

O objectivo da terapêutica anti-retroviral na infecção aguda pelo HIV-1 é reduzir o número de células infectadas, preservar a resposta imune específica e possivelmente baixar a subida da carga viral a longo prazo. Vários estudos recentes mostraram que que o tratamento da infecção aguda HIV-1 permite uma supressão viral a longo prazo, leva a uma preservação e mesmo aumento da resposta das células específicas T helper e promove a conservação de uma população viral mais homogénea.

O primeiro estudo piloto em doentes que foram tratados durante a fase de infecção aguda pelo HIV-1 e que posteriormente tiveram uma interrupção estruturada da terapêutica mostrou que a resposta imune específica para o HIV-1 é potenciada nestes doentes [Rosenberg 2000]. Muitos doentes podem posteriormente descontinuar o tratamento [Kaufmann 2004]e ter um controle temporal da replicação viral com cargas virais máximas abaixo das 5.000 cópias/ml durante mais de 3 anos nalguns doentes, Contudo, [Markowitz 1999], em certos doentes, há uma subida para níveis elevados de carga viral durante o seguimento, o que requer uma iniciação terapêutica.

Os benefícios a longo prazo do início precoce da terapêutica ainda não foram demonstrados. Ainda não se sabe quanto tempo podemos ter entre a infecção aguda e o início da terapêutica sem perder os benefícios clínicos, virológicos e imunológicos. Dadas estas questões para as quais não temos resposta, os doentes com infecção aguda pelo HIV-1 devem ser tratados e controlados em ensaios clínicos [Yeni 2002]. Se tal não for possível, a opção de um tratamento padrão de primeira linha deve ser oferecido e discutido. Em geral o tratamento continua durante pelo menos um ano, seguido de uma interrupção estruturada e controlada dentro de estudos estruturados e controlados. É importante durante o aconselhamento, indicar de forma clara a falta de dados definitivos sobre os benefícios clínicos e referir os riscos da terapêutica anti-retroviral e das interrupções terapêuticas, incluindo a toxicidade dos medicamentos, o desenvolvimento de resistências, o síndrome retroviral agudo durante a subida da carga viral e a possibilidade de transmissão e super-infecção pelo HIV-1 durante a interrupção terapêutica.

Bibliografia

1.      Allen TM, O'Connor DH, Jing P, Dzuris JL, Mothe BR, Vogel TU, et al. Tat- specific cytotoxic T lymphocytes select for SIV escape variants during resolution of primary viraemia. Nature 2000,407:386-390. http:// amedeo.com/lit.php?id=11014195

2.      Altfeld M, Rosenberg ES, Shankarappa R, Mukherjee JS, Hecht FM, Eldridge RL, et al. Cellular Immune Responses and Viral Diversity in Individuals Treated during Acute and Early HIV-1 Infection. J Exp Med 2001,193:169-180. http:// amedeo.com/lit.php?id=11148221

3.      Altfeld M, Addo MM, Rosenberg ES, Hecht FM, Lee PK et al.  Influence of HLA-B57 on clinical presentation and viral control during acute HIV-1 infection. AIDS. 2003 Dec 5;17(18):2581-91. http://amedeo.com/lit.php?id=14685052

4.      Biti R, Ffrench R, Young J, Bennetts B, Stewart G, Liang T. HIV-1 infection in an individual homozygous for the CCR5 deletion allele. Nat Med 1997,3:252-253.

5.      Borrow P, Lewicki H, Hahn BH, Shaw GM, Oldstone MB. Virus-specific CD8+ cytotoxic T-lymphocyte activity associated with control of viremia in primary human immunodeficiency virus type 1 infection. J Virol 1994,68:6103-6110. http://amedeo.com/lit.php?id=8057491

6.      Cooper DA, Gold J, Maclean P, Donovan B, Finlayson R, Barnes TG, et al. Acute AIDS retrovirus infection. Definition of a clinical illness associated with seroconversion. Lancet 1985,1:537-540. http://amedeo.com/lit.php?id=2857899

7.      Daar ES, Little S, Pitt J, Santangelo J, Ho P, Harawa N, et al. Diagnosis of primary HIV-1 infection. Los Angeles County Primary HIV Infection Recruitment Network. Ann Intern Med 2001,134:25-29. http://amedeo.com/ lit.php?id=11187417

8.      Douek DC, Brenchley JM, Betts MR, Ambrozak DR, Hill BJ, Okamoto Y, et al. HIV preferentially infects HIV-specific CD4+ T cells. Nature 2002,417:95-98.  http://amedeo.com/lit.php?id=11986671

9.      Gupta KK. Acute immunosuppression with HIV seroconversion. N Engl J Med 1993,328:288-289.

10.  Hecht FM, Busch MP, Rawal B, Webb M, Rosenberg E, Swanson M, et al. Use of laboratory tests and clinical symptoms for identification of primary HIV infection. Aids 2002,16:1119-1129. http://amedeo.com/lit.php?id=12004270

11.  Jin X, Bauer DE, Tuttleton SE, Lewin S, Gettie A, Blanchard J, et al. Dramatic rise in plasma viremia after CD8(+) T cell depletion in simian immunodeficiency virus-infected macaques. J Exp Med 1999,189:991-998. http://amedeo.com/ lit.php?id=10075982

12.  Kahn JO, Walker BD. Acute human immunodeficiency virus type 1 infection. New England Journal of Medicine 1998,339:33-39.

13.  Kaslow RA, Carrington M, Apple R, Park L, Munoz A, Saah AJ, et al. Influence of combinations of human major histocompatibility complex genes on the course of HIV-1 infection. Nat Med 1996,2:405-411. http://amedeo.com/ lit.php?id=8597949

14.  Kaufmann DE, Lichterfeld M, Altfeld M, Addo MM, Johnston MN et al. Limited Durability of Viral Control following Treated Acute HIV Infection. PLOS Medicine, November 2004. in press. http://www.plosmedicine.org/perlserv/?request=get-document&doi=10.1371/journal.pmed.0010036

15.  Keet IP, Krijnen P, Koot M, Lange JM, Miedema F, Goudsmit J, et al. Predictors of rapid progression to AIDS in HIV-1 seroconverters. Aids 1993,7:51-57. http:// amedeo.com/lit.php?id=8095146

16.  Koup RA, Safrit JT, Cao Y, Andrews CA, McLeod G, Borkowsky W, et al. Temporal association of cellular immune responses with the initial control of viremia in primary human immunodeficiency virus type 1 syndrome. Journal of Virology 1994,68:4650-4655. http://amedeo.com/lit.php?id=8207839

17.  Lange CG, Lederman MM, Medvik K, Asaad R, Wild M, Kalayjian R, et al. Nadir CD4+ T-cell count and numbers of CD28+ CD4+ T-cells predict functional responses to immunizations in chronic HIV-1 infection. Aids 2003,17:2015-2023. http://amedeo.com/lit.php?id=14502004

18.  Lichterfeld M, Kaufmann DE, Yu XG, Mui SK, Addo MM, Johnston MN et al. Loss of HIV-1-specific CD8+ T cell proliferation after acute HIV-1 infection and restoration by vaccine-induced HIV-1-specific CD4+ T cells. J Exp Med. 2004 Sep 20;200(6):701-12. http://amedeo.com/lit.php?id=15381726

19.  Lindback S, Brostrom C, Karlsson A, Gaines H. Does symptomatic primary HIV- 1 infection accelerate progression to CDC stage IV disease, CD4 count below 200 x 10(6)/l, AIDS, and death from AIDS? Bmj 1994,309:1535-1537. http:// amedeo.com/lit.php?id=7819891

20.  Markowitz M, Vesanen M, Tenner-Racz K, Cao Y, Binley JM, Talal A, et al. The effect of commencing combination antiretroviral therapy soon after human immunodeficiency virus type 1 infection on viral replication and antiviral immune responses. J Infect Dis 1999,179:527-537.

21.  Mellors JW, Kingsley LA, Rinaldo CR, Jr., Todd JA, Hoo BS, Kokka RP, et al. Quantitation of HIV-1 RNA in plasma predicts outcome after seroconversion. Ann Intern Med 1995,122:573-579. http://amedeo.com/lit.php?id=7887550

22.  O'Brien SJ, Gao X, Carrington M. HLA and AIDS: a cautionary tale. Trends Mol Med 2001,7:379-381. http://amedeo.com/lit.php?id=11530315

23.  O'Brien TR, Winkler C, Dean M, Nelson JA, Carrington M, Michael NL, et al. HIV-1 infection in a man homozygous for CCR5 delta 32. Lancet 1997,349:1219.

24.  O'Connor DH, Allen TM, Vogel TU, Jing P, DeSouza IP, Dodds E, et al. Acute phase cytotoxic T lymphocyte escape is a hallmark of simian immunodeficiency virus infection. Nat Med 2002,8:493-499. http://amedeo.com/lit.php?id=11984594

25.  Pantaleo G, Demarest JF, Soudeyns H, Graziosi C, Denis F, Adelsberger JW, et al. Major expansion of CD8+ T cells with a predominant V beta usage during the primary immune response to HIV. Nature 1994,370:463-467. http://amedeo.com/lit.php?id=8047166

26.  Pedersen C, Lindhardt BO, Jensen BL, Lauritzen E, Gerstoft J, Dickmeiss E, et al. Clinical course of primary HIV infection: consequences for subsequent course of infection. Bmj 1989,299:154-157. http://amedeo.com/lit.php?id=2569901

27.  Price DA, Goulder PJ, Klenerman P, Sewell AK, Easterbrook PJ, Troop M, et al. Positive selection of HIV-1 cytotoxic T lymphocyte escape variants during primary infection. Proc Natl Acad Sci U S A 1997,94:1890-1895. http://amedeo.com/ lit.php?id=9050875

28.  Rosenberg ES, Altfeld M, Poon SH, Phillips MN, Wilkes BM, Eldridge RL, et al. Immune control of HIV-1 after early treatment of acute infection. Nature 2000,407:523-526. http://amedeo.com/lit.php?id=11029005

29.  Rosenberg ES, Billingsley JM, Caliendo AM, Boswell SL, Sax PE, Kalams SA, et al. Vigorous HIV-1-specific CD4+ T cell responses associated with control of viremia. Science 1997,278:1447-1450. http://amedeo.com/ lit.php?id=9367954

30.  Samson M, Libert F, Doranz BJ, Rucker J, Liesnard C, Farber CM, et al. Resistance to HIV-1 infection in caucasian individuals bearing mutant alleles of the CCR-5 chemokine receptor gene. Nature 1996,382:722-725. http:// amedeo.com/lit.php?id=8751444

31.  Schmitz JE, Kuroda MJ, Santra S, Sasseville VG, Simon MA, Lifton MA, et al. Control of viremia in simian immunodeficiency virus infection by CD8+ lymphocytes. Science 1999,283:857-860. http://amedeo.com/lit.php?id=9933172

32.  Sinicco A, Fora R, Sciandra M, Lucchini A, Caramello P, Gioannini P. Risk of developing AIDS after primary acute HIV-1 infection. J Acquir Immune Defic Syndr 1993,6:575-581. http://amedeo.com/lit.php?id=8098750

33.  Vanhems P, Hirschel B, Phillips AN, Cooper DA, Vizzard J, Brassard J, et al. Incubation time of acute human immunodeficiency virus (HIV) infection and duration of acute HIV infection are independent prognostic factors of progression to AIDS. J Infect Dis 2000,182:334-337. http://amedeo.com/lit.php?id=10882619

34.  Vanhems P, Lambert J, Cooper DA, Perrin L, Carr A, Hirschel B, et al. Severity and prognosis of acute human immunodeficiency virus type 1 illness: a dose- response relationship. Clin Infect Dis 1998,26:323-329. http://amedeo.com/ lit.php?id=9502449

35.  Vento S, Di Perri G, Garofano T, Concia E, Bassetti D. Pneumocystis carinii pneumonia during primary HIV-1 infection. Lancet 1993,342:24-25.

36.  Yang OO, Kalams SA, Trocha A, Cao H, Luster A, Johnson RP, et al. Suppression of human immunodeficiency virus type 1 replication by CD8+ cells: evidence for HLA class I-restricted triggering of cytolytic and noncytolytic mechanisms. Journal of Virology 1997,71:3120-3128. http://amedeo.com/ lit.php?id=9060675

37.  Yeni PG, Hammer SM, Carpenter CC, Cooper DA, Fischl MA, Gatell JM, et al. Antiretroviral treatment for adult HIV infection in 2002: updated recommendations of the International AIDS Society-USA Panel. Jama 2002,288:222-235. http:// amedeo.com/lit.php?id=12095387

 

 
     
 

     

Produzido por Sidanet, Associação Lusófona e AidsPortugal.com
- Todos os direitos reservados

Propriedade: Sidanet, Associação Lusófona