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HIV Medicine 2006

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AIDS

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Tradução:

Carolina Palma
Catarina Pinheiro
Daniela Lobão
Joana C. Silva
Helena Barroso
Inês Bártolo
Patrícia Carvalho
Paula Matoso
Sheila Rocha
Victor Bezerra

Aviso Legal

página de impressão

 

Fármacos

Bernd Sebastian Kamps, Christian Hoffmann

 

3TC
Abacavir
Aciclovir
Agenerase™
ver Amprenavir
Ambisome™
ver Amphotericin B
Anfotericina
Amprenavir
Atazanavir
Atovaquone
Azitromicina
AZT – Zidovudina
Caelyx™
ver Doxorubicina, liposomal
Cidofovir
Claritromicina
Clindamicina
Combivir
Co-trimoxazole (Trimetoprim-sulfametoxazole)
Crixivan™
ver Indinavir
d4T – estavudina
Dapsona
Daraprim™
ver pirimetamina
Darunavir (TMC-114)
Daunorubicina, liposomal
DaunoXome™
ver Daunorubicina, liposomal
ddC – Zalcitabine
Diflucan™
ver Fluconazole
Delavirdina
Doxorubicina (liposómica)
Efavirenze
Emtricitabina (FTC)
Emtriva™
ver Emtricitabine
Enfuvirtide
ver T-20
Epivir™
ver 3TC
Epzicom™
ver Kivexa
Erypo™
ver Eritropoetina
Eritropoietina
Estavudina
ver d4T
Etambutol
Filgrastim
ver G-CSF
Fluconazol
Fosamprenavir
Fortovase™
ver Saquinavir
Foscarnet
Foscavir™
verFoscarnet
Fuzeon™
ver T-20
Ganciclovir
G-CSF
Hivid™
ver ddC – retirado do mercado
Indinavir
Interferon alfa 2a/2b
Interleucina-2
Intron A™
ver Interferon
Invirase™
ver Saquinavir
Isoniazida (INH)
Itraconazole
Kaletra™
ver Lopinavir
Kivexa
Klacid™
ver Clarithromycin
Lamivudina
ver 3TC
Lexiva™
ver Fosamprenavir
Lopinavir
Mavid™
ver Claritromicina
Mycobutin™
ver Rifabutina
Nelfinavir
Neupogen™
ver G-CSF
Nevirapina
Pentamidina
Proleukin™
ver Interleukin-2
Pirimetamina
Rebetol™
ver Ribavirina
Ribavirina
Rescriptor™
ver Delavirdine
Retrovir™
ver AZT
Reyataz™
ver Atazanavir
Rifabutina
Rifampicina
Ritonavir
Roferon
ver Interferon
Saquinavir
Sempera™
ver Itraconazole
Sobelin™
ver Clindamicina
Sulfadiazina
Stocrin™
ver Efavirenz
Sustiva™
ver Efavirenz
T-20 (Enfuvirtide)
Tipranavir
Trizivir
Truvada
Valcyte™
ver Valganciclovir
Valganciclovir
Vfend™
ver Voriconazole
Videx™
ver ddI
Viracept™
ver Nelfinavir
Viramune™
ver Nevirapine
Viread™
ver Tenofovir
Vistide™
ver Cidofovir
Voriconazol
Zerit™
ver d4T
Ziagen™
ver Abacavir
Zidovudine
ver AZT
Zovirax™
ver Aciclovir

 

 

3TC

O 3TC é um análogo da citidina muito bem tolerado. A resistência desenvolve-se rapidamente: uma simples mutação (M184V) é suficiente. Contudo esta mutação pode aumentar a sensibilidade dos vírus resistentes ao AZT e reduzir a potência viral.

O 3TC é também eficaz contra o vírus da hepatite B.

Marca registada: Epivir®; componente do Combivir®, Trizivir® e Kivexa™.

Epivir® comprimidos: 150 mg ou 300 mg 3TC; solução oral a 10 mg/ml

Combivir® comprimidos: 150 mg 3TC +300 mg AZT

Trizivir® comprimidos: 150 mg 3TC + 300 mg AZT + 300 mg abacavir

KivexaÔ comprimidos: 300 mg 3TC + 600 mg abacavir

Zeffix® comprimidos: 100 mg 3TC. Só para o HBV, nunca para o HIV!!! (a dose é muito baixa!).

Classe: Inibidor Nucleósido da Transcriptase Reversa (INTR)

Fabricante: GlaxoSmithKline

Indicação: Infecção pelo VIH (também hepatite B crónica)

Dosagem oral de Epivir®: 300 mg por dia ou 150 mg 2x/dia.


É necessário ajustar a dose de acordo com a clearance da creatinina:

CrCl (ml/min)

Dose

30-49

150 mg/ dia

15-29

150 mg primeira dose, depois 100 mg/dia

5-14

150 mg primeira dose, depois 50 mg/dia

<5

50 mg primeira dose, depois 25 mg/dia

 As crianças tomam 4 mg/kg, com um máximo de 150 mg 2x/dia.

Dosagem oral de Combivir®: 1 comprimido 2x/dia com 150 mg de 3TC e 300 mg de AZT.

Dosagem oral de Trizivir®: 1 comprimido 2x/dia, com 150 mg de 3TC e 300 mg de AZT e 300 mg de abacavir.

Os doentes com clearance da creatinina abaixo dos 50 ml/min ou alterações da função hepática não devem tomar Combivir® ou Trizivir®, mas sim as formulações individuais de AZT e 3TC.

Efeitos secundários: são raros quando usados os fármacos individualmente. Podem ocorrer fadiga, náuseas, vómitos, diarreia, cefaleias, insónias, mialgias e artralgias mas em geral são devidas às associações com outros fármacos (ver AZT e abacavir). A polineuropatia periférica, a pancreatite e a acidose láctica são raras.

Comentários/Avisos: O 3TC necessita de ajustamento da dose baseado na função renal.

Fontes na Internet:

USA: Epivir™: http://hiv.net/link.php?id=49

Combivir™: http://hiv.net/link.php?id=50

Trizivir™: http://hiv.net/link.php?id=51 

Bibliografia:

1.      Anderson PL, Kakuda TN, Kawle S, Fletcher CV. Antiviral dynamics and sex differences of zidovudine and lamivudine triphosphate concentrations in HIV-infected individuals. AIDS 2003; 17: 2159-68. http://amedeo.com/lit.php?id=14523272

2.      Bani-Sadr F, Palmer P, Scieux C, Molina JM. Ninety-six-week efficacy of combination therapy with lamivudine and tenofovir in patients coinfected with HIV-1 and wild-type hepatitis B virus. Clin Infect Dis 2004; 39: 1062-4. Epub 2004 Sep 13. http://amedeo.com/lit.php?id=15472862

3.      Chan HL, Leung NW, Hui AY, et al. A randomized, controlled trial of combination therapy for chronic hepatitis B: comparing pegylated interferon-alpha2b and lamivudine with lamivudine alone. Ann Intern Med 2005; 142: 240-50. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15710957

4.      DeJesus E, McCarty D, Farthing CF, et al. Once-daily versus twice-daily lamivudine, in combination with zidovudine and efavirenz, for the treatment of antiretroviral-naive adults with HIV infection: a randomized equivalence trial. Clin Infect Dis 2004; 39: 411-8. Epub 2004 Jul 15. http://amedeo.com/lit.php?id=15307010

5.      Janssen HL, van Zonneveld M, Senturk H, et al. Pegylated interferon alfa-2b alone or in combination with lamivudine for HBeAg-positive chronic hepatitis B: a randomised trial. Lancet 2005; 365: 123-9. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15639293

6.      Kanwal F, Gralnek IM, Martin P, Dulai GS, Farid M, Spiegel BM. Treatment alternatives for chronic hepatitis B virus infection: a cost-effectiveness analysis. Ann Intern Med 2005; 142: 821-31. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15897532

7.      Lau GK, Piratvisuth T, Luo KX, et al. Peginterferon Alfa-2a, lamivudine, and the combination for HBeAg-positive chronic hepatitis B. N Engl J Med 2005; 352: 2682-95. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15987917

8.      Liaw YF, Chien RN, Yeh CT. No benefit to continue lamivudine therapy after emergence of YMDD mutations. Antivir Ther 2004; 9: 257-62. http://amedeo.com/lit.php?id=15134188

9.      Miller V, Stark T, Loeliger AE, Lange JM. The impact of the M184V substitution in HIV-1 reverse transcriptase on treatment response. HIV Med 2002, 3:135-45. http://amedeo.com/lit.php?id=12010361

10.  Rousseau FS, Wakeford C, Mommeja-Marin H, et al. Prospective randomized trial of emtricitabine versus Lamivudine short-term monotherapy in HIV-infected patients. J Infect Dis 2003; 188: 1652-8. http://amedeo.com/lit.php?id=14639535

11.  Sension MG, Bellos NC, Johnson J, et al. Lamivudine 300 mg QD versus continued lamivudine 150 mg BID with stavudine and a protease inhibitor in suppressed patients. HIV Clin Trials 2002; 3:361-70. http://amedeo.com/lit.php?id=12407485

12.  Winters MA, Bosch RJ, Albrecht MA, Katzenstein DA. Clinical impact of the M184V mutation on switching to didanosine or maintaining lamivudine treatment in nucleoside reverse-transcriptase inhibitor-experienced patients. J Infect Dis 2003; 188: 537-40. http://amedeo.com/lit.php?id=12898440

 


Abacavir (ABC)

O Abacavir é um análogo da guanosina com boa penetração no SNC. O Abacavir está aprovado para ser tomado em dose única diária quer isoladamente quer na associação Kivexa®.

Um problema do abacavir é a reacção de hipersensibilidade (RHS). O Abacavir só deve ser prescrito por médicos com especialidade para o VIH! O fármaco é, além disso, bem tolerado, possivelmente causando baixa toxicidade mitocondrial. Ocorre resistência cruzada com outros INTR’s. A resistência desenvolve-se rapidamente com associações triplas que contenham 3TC e tenofovir.

Marca registada: Ziagen®; componente do Kivexa® e do Trizivir®

Ziagen® comprimidos: 300 mg de abacavir; solução oral a 20 mg/ml em frascos de 240 ml

Kivexa® comprimidos: 600 mg de abacavir + 300 mg de 3TC

Trizivir® comprimidos: 300 mg de abacavir + 150 mg de 3TC + 300 mg de AZT

Classe de fármaco: INTR

Fabricante: GlaxoSmithKline

Indicações: Infecção pelo VIH

Dosagem oral: 300 mg 2x/dia ou 600 mg/dia. O Abacavir pode ser tomado com ou fora das refeições.

Efeitos secundários: O Abacavir causa um síndrome de hipersensibilidade (HSR) em cerca de 2 a 6 % dos doentes. Em geral ocorre nas primeiras seis semanas após o início do tratamento. São frequentes o prurido e o rash mas nem sempre ocorrem. O HSR pode apresentar-se somente com febre e um mal-estar progressivo. Podem aparecer queixas gastrointestinais (náuseas, diarreia e dores abdominais) e fadiga não necessariamente associadas ao HSR. Elevação dos enzimas hepáticos, insónia e vertigens são raros. Parece haver uma predisposição genética para o aparecimento da HSR.

Comentários/avisos: OAbacavir está contra-indicado nos casos de hipersensibilidade conhecida e após a interrupção terapêutica se não houver possibilidade de afastar essa possibilidade retrospectivamente. Os doentes devem ser avisados acerca da HSR, mas não assustados. Quando apareçam sintomas ligeiros (ver acima), o abacavir não deve ser suspenso de repente dado que uma infecção intercorrente pode "simular" a HSR. A terapêutica deve ser continuada durante um ou dois dias de estreita observação. A retoma da medicação se há suspeitas de HSR está contra-indicada, dado que uma reacção alérgica pode ser fatal.

Os doentes devem ser informados que devem consultar o seu médico imediatamente se tiverem pelo menos dois dos seguintes sintomas:

·         Febre

·         Dificuldade de respirar, dores de garganta ou tosse

·         Rash (eritema e/ou prurido)

·         Náusea ou vómitos ou diarreia ou dor abdominal

·         Grande fadiga ou dores generalizadas ou mal-estar geral

O Abacavir não deve ser usado em associação tripla com 3TC e tenofovir devido ao rápido aparecimento de resistências.

Interacções. 0,7 g/kg de etanol (p ex 0,5 l de vinho) aumenta a AUC do abacavir em 41 % e a semi-vida em 26 %.

Fontes na Internet:

USA: http://hiv.net/link.php?id=53

Bibliografia:

1.      Cabrera C, Cozzi-Lepri A, Phillips AN, et al. Baseline resistance and virological outcome in patients with virological failure who start a regimen containing abacavir: EuroSIDA study. Antivir Ther 2004; 9: 787-800. http://amedeo.com/lit.php?id=15535417

2.      Carr A, Workman C, Smith DE, et al. Abacavir substitution for nucleoside analogs in patients with hiv lipoatrophy: a randomized trial. JAMA 2002, 288: 207-15. http://amedeo.com/lit.php?id=12095385

3.      Clumeck N, Goebel F, Rozenbaum W, et al. Simplification with abacavir-based triple nucleoside therapy vs continued protease inhibitor-based HAART in HIV-1-infected patients with undetectable plasma HIV-1 RNA. AIDS 2001, 15: 1517-26. http://amedeo.com/lit.php?id=11504984

4.      DeJesus E, Herrera G, Teofilo E, et al. Abacavir versus zidovudine combined with lamivudine and efavirenz, for the treatment of antiretroviral-naive HIV-infected adults. Clin Infect Dis 2004; 39: 1038-46. Epub 2004 Sep 10. http://amedeo.com/lit.php?id=15472858

5.      Gerstoft J, Kirk O, Obel N, et al. Low efficacy and high frequency of adverse events in a randomized trial of the triple nucleoside regimen abacavir, stavudine and didanosine. AIDS 2003; 17: 2045-2052. http://amedeo.com/lit.php?id=14502007

6.      Hewitt RG. Abacavir hypersensitivity reaction. Clin Infect Dis 2002, 34: 1137-42. http://amedeo.com/lit.php?id=11915004

7.      Ibbotson T, Perry C. Lamivudine/Zidovudine/Abacavir: triple combination tablet. Drugs 2003; 63: 1089-98. http://amedeo.com/lit.php?id=12749741

8.      Mallal S, Nolan D, Witt C, et al. Association between presence of HLA-B*5701, HLA-DR7, and HLA-DQ3 and hypersensitivity to HIV-1 reverse-transcriptase inhibitor abacavir. Lancet 2002, 359: 727-32. http://amedeo.com/lit.php?id=11888582

9.      Martin A, Smith DE, Carr A, Ringland C, Amin J, Emery S et al. Reversibility of lipoatrophy in HIV-infected patients 2 years after switching from a thymidine analogue to abacavir: the MITOX Extension Study. AIDS 2004; 18: 1029-36. http://amedeo.com/lit.php?id=15096806

10.  Martinez E, Arnaiz JA, Podzamczer D, et al. Substitution of nevirapine, efavirenz, or abacavir for protease inhibitors in patients with HIV infection. N Engl J Med 2003; 349: 1036-46. http://amedeo.com/lit.php?id=12968087

11.  Moyle GJ, DeJesus E, Cahn P, et al. Abacavir once or twice daily combined with once-daily lamivudine and efavirenz for the treatment of antiretroviral-naive HIV-infected adults. J AIDS 2005; 38: 417-25. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15764958

12.  Pellegrin I, Caumont A, Garrigue I, et al. Predictive value of provirus load and DNA HIV genotype for successful abacavir-based simplified therapy. J Infect Dis 2003; 187: 38-46. http://amedeo.com/lit.php?id=12508144

13.  Rodriguez B, Valdez H, Loupa C, et al. ABC Hypersensitivity reactions are heralded by transient delines in circulating CD4+ cell counts. Abstract H-171, 44th ICAAC 2004, Washington.

14.  Sankatsing SU, Prins JM. Agranulocytosis and fever seven weeks after starting abacavir. AIDS 2001, 15: 2464-5.

15.  Toerner JG, Cvetkovich T. Kawasaki-like syndrome: abacavir hypersensitivity? Clin Infect Dis 2002; 34: 131-3.

16.  Wit FW, Wood R, Horban A, et al. Prednisolone does not prevent hypersensitivity reactions in antiretroviral drug regimens containing abacavir with or without nevirapine. AIDS 2001, 15: 2423-2429. http://amedeo.com/lit.php?id=11740193

 

 

Aciclovir

Marca registada: Zovirax® (entre outros)

Classe de fármaco: virostático

Fabricante: o aciclovir é produzido por várias companhias. Os genéricos são mais vulgares que a formulação original (Zovirax®).

Indicações: tratamento e profilaxia das infecções por Vírus Herpes Simplex e Vírus Varicela Zoster.

Dose: para as infecções genitais por VHS: 400 mg 5x/dia. Em casos graves (herpes genital ulcerado) fazer tratamento intravenoso com 5-10 mg/kg EV 3x/dia. Para a encefalite por VHS ou para a esofagite por VHS 10 mg/kg EV 3x/dia.

Para o herpes zoster (zona) 800 mg po 5x/dia durante uma semana. Nos casos de herpes zoster complicado ou disseminado 10 mg/kg EV 3x/dia.

Efeitos secundários: raros. Podem ocorrer cefaleias, náuseas e elevação da creatinina. Pode ocorrer flebite com o uso endovenoso.

Comentários/avisos: O início do tratamento para as infecções por VHS deve iniciar-se nas primeiras 24 horas após o aparecimento dos sintomas e para o VZV nos primeiros 4 dias. Deve ingerir-se líquidos em abundância.

Fontes da Internet:

USA: http://hiv.net/link.php?id=55

Bibliografia:

1.      Conant MA, Schacker TW, Murphy RL, et al. Valaciclovir versus aciclovir for herpes simplex virus infection in HIV-infected individuals: two randomized trials. Int J STD AIDS 2002, 13:12-21. http://amedeo.com/lit.php?id=11802924

2.      Gnann JW Jr, Whitley RJ. Clinical practice. Herpes zoster. N Engl J Med 2002, 347:340-6.

3.      Ioannidis JP, Collier AC, Cooper DA, et al. Clinical efficacy of high-dose acyclovir in patients with HIV infection: a meta-analysis of randomized individual patient data. J Infect Dis 1998, 178:349-59. http://amedeo.com/lit.php?id=9697714

4.      Wagstaff AJ, Faulds D, Goa KL. Aciclovir. A reappraisal of its antiviral activity, pharmacokinetic properties and therapeutic efficacy. Drugs 1994; 47:153-205. http://amedeo.com/lit.php?id=7510619

 

 

Agenerase™ ver Amprenavir

 

Ambisome™ ver Amphotericin B

 

Anfotericina B

Marca Registada: Amphotericin B®, Ambisome®

Amphotericin B®: 50 mg anfotericina B em pó/frasco

Anfotericina B Lipossómica: frascos com 50 mg de Ambisome®

Classe de fármaco: anti-micótico

Fabricante: Amphotericin B®: Bristol-Myers Squibb; Ambisome®: Gilead

Indicações: aspergilose, criptococcose, candidose resistente a terapêutica, histoplasmose, coccidioidomicose.

Indicações para Ambisome®: casos crónicos com as micoses descritas acima. Principalmente nos casos de função renal diminuída preexistente, aumentos nos valores de creatinina sob anfotericina B (creatinina > 2.0 mg/dl) ou tolerância fraca para infusões de anfotericina B.

Ambisome® é muito cara!

Dose (por dia) de anfotericina B®:

Aspergilose: 1,0 a 1,5 mg/kg

Candidose: 0,2 a 0,8 mg/kg

Coccidioidomicose: 0,5 a 1,0 mg/kg

Criptococcose: 0,7 a 1,0 mg/kg

Histoplasmose: 0,5 a 1,0 mg/kg

Dose de Ambisome®: dose inicial de 1 mg/kg, se necessário pode ser gradualmente aumentada para 3 mg/kg.

Efeitos secundários: nefrotoxidade! Hipokaliemia! Complicações gastrointestinais. Frequentemente: febre, arrepios e hipotensão aprox. 10-20 min depois de iniciar as infusões. Tromboflebite (anfotericina B não-lipossómica só por cateter venoso central!). Os efeitos secundários são geralmente menos graves com Ambisome®.

Comentários/Advertências: monitorização diária dos electrólitos (uma linha venosa central é sempre necessária devido à hipocalemia e usualmente é necessária a substituição de potássio! O sódio deve ser mantido nos níveis normais), creatinina, BUN, ALT e contagem sanguínea. Se possível, não combinar com outros fármacos não nefrotóxicos.

Efectuar sempre uma pré-hidratação com 1000 ml de NaCl 0.9 %. A primeira dose  teste deve ser sempre 5 mg em 250 ml de glucose 5 % durante 30-60 min sob estrita monitorização da pressão sanguínea e do pulso durante a primeira hora. Se a dose teste for bem tolerada, metade da dose de manutenção pode ser subsequentemente dada no próprio dia. Nos casos de febre/arrepios (podem ser muito imprevisíveis!): 50 mg de petidina iv mais 1 ampola de clemastina, podem ser repetidas 30 min depois; os esteróides apenas devem ser administrados se as queixas persistirem (prednisolona 1 mg/kg).

Se os efeitos secundários forem graves, passar para Ambisome®, a qual não é mais eficaz (apirexia, sobrevida) do que a anfotericina convencional mas é significativamente melhor tolerada e menos nefrotóxica (sem dose teste, sem pré-hidratação e sem necessidade de linha central). Nunca misturar infusões de anfotericina e proteger sempre da luz. Tempo de infusão lento! Quanto maior o tempo de infusão (> 3 horas), maior a tolerância! Usar sempre glucose 5 % como solvente!

Fontes na Internet:

USA: Ambisome™: http://hiv.net/link.php?id=58

Bibliografia:

1.      Arathoon EG, Gotuzzo E, Noriega LM, et al. Randomized, double-blind, multicenter study of caspofungin versus amphotericin b for treatment of oropharyngeal and esophageal candidiases. Antimicrob Agents Chemother 2002, 46: 451-7. http://amedeo.com/lit.php?id=11796357

2.      Baddour LM, Perfect JR, Ostrosky-Zeichner L. Successful use of amphotericin B lipid complex in the treatment of cryptococcosis. Clin Infect Dis 2005; 40: Suppl 6: Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15809927

3.      Barchiesi F, Spreghini E, Schimizzi AM, et al. Posaconazole and amphotericin B combination therapy against Cryptococcus neoformans infection. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 3312-6. http://amedeo.com/lit.php?id=15328090

4.      Coukell AJ, Brogden RN. Liposomal amphotericin B. Therapeutic use in the management of fungal infections and visceral leishmaniasis. Drugs 1998, 55:585-612. http://amedeo.com/lit.php?id=9561346

5.      Johnson PC, Wheat LJ, Cloud GA, et al. Safety and efficacy of liposomal amphotericin B compared with conventional amphotericin B for induction therapy of histoplasmosis in patients with AIDS. Ann Intern Med 2002, 137:105-9. http://amedeo.com/lit.php?id=12118965

6.      Larsen RA, Bauer M, Thomas AM, Graybill JR. Amphotericin B and fluconazole, a potent combination therapy for cryptococcal meningitis. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 985-91. http://amedeo.com/lit.php?id=14982793

7.      Wheat LJ, Cloud G, Johnson PC, et al. Clearance of fungal burden during treatment of disseminated histoplasmosis with liposomal amphotericin B versus itraconazole. Antimicrob Agents Chemother 2001, 45:2354-7. http://amedeo.com/lit.php?id=11451696

 

 

Amprenavir

Devido à elevada carga de comprimidos, a dose não potenciada de amprenavir (8 comprimidos bid) raramente é aceite actualmente. Quando potenciado com ritonavir, o fármaco tem sem dúvida melhor eficácia, mas foi ainda assim inferior ao efavirenze num estudo. Nos EUA, a formulação melhorada, fosamprenavir, está licenciada desde 2003 (ver capítulo correspondente). É possível que o Agenerase® seja retirado do mercado assim que o fosamprenavir esteja disponível em todo o mundo.

Nome comercial: Agenerase®

Cápsulas de 50 mg; solução oral 240 ml a 15 mg/ml

Classe do fármaco: inibidor da protease

Fabricante: GlaxoSmithKline

Indicações: infecção por VIH com tratamento prévio com IP. Só para crianças!

Dose oral: De acordo com o peso: 2x20 mg/kg (cápsulas). 2x22,5 mg/kg (solução). A biodisponibilidade do amprenavir em solução oral é cerca de 14% inferior.

Potenciar (= em combinação com ritonavir) 4 cápsulas APV bid de 150 mg cada mais 100 mg ritonavir bid. Também possível: 8 cápsulas APV qd mais 200 mg ritonavir qd. Dose para amprenavir solução oral: 1.5 ml/kg bid.

Efeitos secundários: na maioria efeitos gastrointestinais como náuseas, vómitos, diarreia, flatulência, tenesmus, parestesia perioral. Ocasionalmente cefaleias, fadiga e erupção cutânea em 5-10%. Ver fosamprenavir.

Comentários/Advertências:

A solução oral de amprenavir contém 50% de propilenoglicol. Por isso é contra-indicada a administração concomitante de dissulfiram ou metronidazole. 

Fontes na internet:

USA: Capsules: http://hiv.net/link.php?id=61
Solution: http://hiv.net/link.php?id=62 
Combinação com  ritonavir: http://hiv.net/link.php?id=63

Bibliografia:

1.      Chapman TM, Plosker GL, Perry CM. Fosamprenavir: a review of its use in the management of antiretroviral therapy-naive patients with HIV infection. Drugs 2004; 64: 2101-24. http://amedeo.com/lit.php?id=15341507

2.      Mauss S, Schmutz G, Kuschak D. Unfavourable interaction of amprenavir and lopinavir in combination with ritonavir? AIDS 2002; 16: 296-7.

3.      Morse GD, Rosenkranz S, Para MF, et al. Amprenavir and efavirenz pharmacokinetics before and after the addition of nelfinavir, indinavir, ritonavir, or saquinavir in seronegative individuals. Antimicrob Agents Chemother 2005; 49: 3373-81. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16048950

4.      Yogev R, Kovacs A, Chadwick EG, Homans JD, Lou Y, Symonds WT. Single-dose safety and pharmacokinetics of amprenavir (141W94), a human immunodeficiency virus type 1 (HIV-1) protease inhibitor, in HIV-infected children. Antimicrob Agents Chemother 2005; 49: 336-41. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15616313

5.      Zachary KC, Hanna GJ, D'Aquila RT. HIV type 1 hypersusceptibility to amprenavir in vitro can be associated with virus load response to treatment in vivo. Clin Infect Dis 2001, 33: 2075-7. http://amedeo.com/lit.php?id=11700580

 

 

Atazanavir

O atazanavir, comparado com outros IP’s, tem um perfil lipídico mais favorável. Se podem ou não ocorrer implicações para a lipodistrofia é um assunto que permanece por esclarecer. Outra vantagem é a dose única diária.

Os efeitos secundários mais importantes do atazanavir são níveis elevados de bilirrubina, os quais podem também estar associados a icterícia.

Nalguns países, o atazanavir não está aprovado para terapêutica inicial. Se possível deve ser sempre potenciada com o ritonavir.

Nome comercial: Reyataz®; abreviatura AZV

Cápsulas com 100, 150 e200 mg

Classe de fármaco: inibidor da protease (IP)

Fabricante: Bristol-Myers Squibb

Indicações: o atazanavir está indicado para o tratamento de doentes adultos com falência terapêutica anterior.

Dose Oral: doentes tratados: 300 mg de atazanavir/dia combinado com 100 mg de ritonavir/dia, tomados juntamente com uma refeição. Também é possível a dose de 400 mg uma vez ao dia com a refeição.

Efeitos secundários: hepatotoxicidade, hiperbilirubinemia (mais de 50 %), transaminases elevadas; é frequente o aparecimento de icterícia. A diarreia ocorre em aprox. 30 % dos casos. Em adição: náuseas, vómitos, cefaleias, insónias, dores abdominais, rash e astenia. Contrastando com outros PIs: Não há dislipidémia. O efeito na lipodistrofia permanece desconhecido.

Comentários/Advertências: as cápsulas devem ser engolidas sem mastigar.

Os seguintes fármacos encontram-se contra-indicados: cisaprida, pimozida, midazolam, triazolam, simvastatina, lovastatina, ergotaminas, antagonistas de cálcio e inibidores da bomba de protões. Podem ocorrer interacções graves com a administração concomitante de amiodarona, lidocaina (dosagem sistémica), anti-depressivos tricíclicos e quinidina (medição dos níveis plasmáticos!).

Não deve ser administrado juntamente com rifampina (reduz os níveis plasmáticos de atazanavir em cerca de 90 %), St. John's wort, e anti-ácidos; deve ter-se atenção a sildenafil, vardenafil.

Quando combinado com efavirenze, o efavirenze deve ser administrado uma vez por dia (600 mg) e a dose de atazanavir deve ser aumentada para 400 mg.

Não combinar com indinavir.

O atazanavir não deve ser tomado simultaneamente com ddI. A combinação destes fármacos só é possível se o ddI for tomado pelo menos duas horas depois de atazanavir/ritonavir e da ingestão de alimentos. A razão: o tampão presente nas pastilhas mastigáveis de ddI impede a absorção do atazanavir.

Rifabutina: reduzir a dose de rifabutina cerca de 75 % (em vez dos 300 mg diários, dar apenas 150 mg nos outros dias ou três vezes por semana).

Claritromicina: não combinar atazanavir potenciado com claritromicina.

Atenção à diminuição da função renal. O atazanavir está contra-indicado em doentes com (Child Pugh B and C). pacientes com uma diminuição da função renal moderada ou grave.

Contracepção: recomenda-se uma alternativa ao uso da pílula.

Fontes na Internet:

USA:   http://hiv.net/link.php?id=224

Bibliografia:

1.      Barreiro P, Rendon A, Rodriguez-Novoa S, Soriano V. Atazanavir: the advent of a new generation of more convenient protease inhibitors. HIV Clin Trials 2005; 6: 50-61. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15765311

2.      Colonno R, Rose R, McLaren C, Thiry A, Parkin N, Friborg J. Identification of I50L as the signature atazanavir (ATV)-resistance mutation in treatment-naive HIV-1-infected patients receiving ATV-containing regimens. J Infect Dis 2004; 189: 1802-10. Epub 2004 Apr 27. http://amedeo.com/lit.php?id=15122516

3.      Friedland G, Andrews L, Schreibman T, et al. Lack of an effect of atazanavir on steady-state pharmacokinetics of methadone in patients chronically treated for opiate addiction. AIDS 2005; 19: 1635-41. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16184033

4.      Goldsmith D, Perry C. Atazanavir. Drugs 2003; 63: 1679-93. http://amedeo.com/lit.php?id=12904086

5.      Guffanti M, De Pascalis CR, Seminari E, et al. Pharmacokinetics of amprenavir given once or twice a day when combined with atazanavir in heavily pre-treated HIV-positive patients. AIDS 2003; 17: 2669-71. http://amedeo.com/lit.php?id=14685066

6.      Havlir DV, O'Marro SD. Atazanavir: new option for treatment of HIV infection. Clin Infect Dis 2004; 38: 1599-604. Epub 2004 May 13. http://amedeo.com/lit.php?id=15156449

7.      Mobius U, Lubach-Ruitman M, Castro-Frenzel B, et al. Switching to atazanavir improves metabolic disorders in antiretroviral-experienced patients with severe hyperlipidemia. J Acquir Immune Defic Syndr 2005; 39: 174-80. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15905733

8.      Murphy RL, Sanne I, Cahn P, Phanuphak P, Percival L, Kelleher T et al. Dose-ranging, randomized, clinical trial of atazanavir with lamivudine and stavudine in antiretroviral-naive subjects: 48-week results. AIDS 2003; 17: 2603-14. http://amedeo.com/lit.php?id=14685054

9.      Petersen K, Riddle MS, Jones LE, et al. Use of bilirubin as a marker of adherence to atazanavir-based antiretroviral therapy. AIDS 2005; 19: 1700-2. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16184044

10.  Schnell T, Schmidt B, Moschik G, et al. Distinct cross-resistance profiles of the new protease inhibitors amprenavir, lopinavir, and atazanavir in a panel of clinical samples. AIDS 2003; 17: 1258-61. http://amedeo.com/lit.php?id=12819531

11.  Taburet AM, Piketty C, Chazallon C, et al. Interactions between atazanavir-ritonavir and tenofovir in heavily pretreated human immunodeficiency virus-infected patients. Antimicrob Agents Chemother 2004; 48: 2091-6. http://amedeo.com/lit.php?id=15155205

12.  Wood R, Phanuphak P, Cahn P, et al. Long-Term Efficacy and Safety of Atazanavir With Stavudine and Lamivudine in Patients Previously Treated With Nelfinavir or Atazanavir. J Acquir Immune Defic Syndr 2004; 36: 684-692. http://amedeo.com/lit.php?id=15167287

 

Atovaquone 

Marca registada: Wellvone®

Suspensão com 750 mg/5 ml

Classe de fármaco: antibiótico

Fabricante: GlaxoSmithKline

Indicações: A profilaxia de PCP nos casos de hipersensibilidade ao cotrimoxazole; reservar este fármaco para tratamento de casos ligeiros a moderados de PCP e para toxoplasmose cerebral.

Dose: para tratamento 750-1500 mg 2x/dia (i.e. 1-2 colheres medida de 5 ml 2x/dia) durante 21 dias. Para profilaxia 750 mg 2x/dia (i.e. 1 colheres medida de 5 ml 2x/dia) ou 1500 mg/dia.

Efeitos secundários: são frequentes as queixas gastrointestinais tais como náuseas, vómitos e diarreia (mas geralmente ligeiras), assim como rash, que ocorre em aprox. 20 %. Muito raramente ocorrem cefaleias e insónias. Enzimas do fígado elevados, amilase. Anemia, leucopénia (raramente).

Comentários/Advertências: atovaquona deve ser ingerida juntamente com as refeições, idealmente depois de pratos gordos, uma vez que aumenta a absorção. A atovaquona é consideravelmente mais cara do que outros fármacos para profilaxia de PCP (custo aprox. 1.000 Euros/mês)!!

A rifampina e possivelmente a rifabutina diminuem os níveis plasmáticos de atovaquona em cerca de 50 %. A combinação destes dois fármacos não está então recomendada. O fluconazol provavelmente aumenta os níveis.

O lopinavir parece diminuir a concentração plasmática de atovaquona. O ajustamento da dosagem pode ser necessário.

Fontes na Internet:

UK:  http://hiv.net/link.php?id=174

Bibliografia:

1.      Chan C, Montaner J, Lefebvre EA, et al. Atovaquone suspension compared with aero-solized pentamidine for prevention of Pneumocystis carinii pneumonia in HIV-infected subjects intolerant of trimethoprim or sulfonamides. J Infect Dis 1999, 180:369-76.  http://amedeo.com/lit.php?id=10395851

2.      Chirgwin K, Hafner R, Leport C, et al. Randomized phase II trial of atovaquone with pyrimethamine or sulfadiazine for treatment of toxoplasmic encephalitis in patients with AIDS: ACTG 237/ANRS 039 Study. Clin Infect Dis 2002, 34:1243-50. http://amedeo.com/lit.php?id=11941551

3.      El-Sadr WM, Murphy RL, Yurik TM, et al. Atovaquone compared with dapsone for the prevention of Pneumocystis carinii pneumonia in patients with HIV infection who cannot tolerate trimethoprim, sulfonamides, or both. N Engl J Med 1998, 339:1889-95. http://amedeo.com/lit.php?id=9862944

4.      Hughes WT, Dankner WM, Yogev R, et al. Comparison of atovaquone and azithromycin with trimethoprim-sulfamethoxazole for the prevention of serious bacterial infections in children with HIV infection. Clin Infect Dis 2005; 40: 136-45. Epub 2004 Dec 6. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15614703

5.      Rosenberg DM, McCarthy W, Slavinsky J, et al. Atovaquone suspension for treatment of Pneumocystis carinii pneumonia in HIV-infected patients. AIDS 2001, 15:211-4. http://amedeo.com/lit.php?id=11216929

 

 

Azitromicina 

Marca registada: Ultreon®, Zithromax®

Ultreon® comprimidos a 600 mg

Zithromax® comprimidos a 250 mg

Zithromax® pó para suspensão a 200 mg/5 ml

Classe de fármaco: antibiótico macrólido

Fabricante: Pfizer, Mack-Illert

Indicações: tratamento e profilaxia da infecção por MAC. Infecções do tracto respiratório alto e baixo, otites médias. Gonorreia não complicada, infecções genitais não complicadas com Chlamydia trachomatis, cancróide.

Dose: profilaxia primária para a infecção pelo MAC: 1200 mg de azitromicina por semana (2 comprimidos de Ultreon® a 600 mg/semana). Tratamento da MAC: 1 comprimido de Ultreon® a 600 mg/dia, só ou em combinação com etambutol e rifabutina.

Gonorreia não complicada: 1000 mg de azitromicina numa dose única.

Infecções genitais não complicadas por Chlamydia trachomatis: se for necessária uma alternativa à doxiciclina, dar 1000 mg de azitromicina em dose única.

Cancróide: 1000 mg de azitromicina em dose única.

Efeitos secundários: sobretudo gastrointestinais com dores epigástricas, perda de apetite, náuseas, vómitos, diarreia. Raramente podem ocorrer elevação das transaminases, icterícia colestática. Ototoxicidade para doses mais elevadas. Raramente perturbações do paladar.

Comentários/Avisos: atenção às alergias aos macrólidos! Há redução da absorção de azitromicina com o usos de anti-ácidos que contenham Mg- e Al-. Estes fármacos devem ser tomados uma hora antes ou duas horas depois da azitromicina.

Fontes na Internet:

USA:http://hiv.net/link.php?id=176

Bibliografia:

1.      Dunne M, Fessel J, Kumar P, et al. A randomized, double-blind trial comparing azithromycin and clarithromycin in the treatment of disseminated Mycobacterium avium infection in patients with HIV. Clin Infect Dis 2000; 31:1245-52. http://amedeo.com/lit.php?id=11073759

2.      Havlir DV, Dube MP, Sattler FR, et al. Prophylaxis against disseminated Mycobacterium avium complex with weekly azithromycin, daily rifabutin, or both. N Engl J Med 1996, 335:392-8. http://amedeo.com/lit.php?id=8676932

3.      Hughes WT, Dankner WM, Yogev R, et al. Comparison of atovaquone and azithromycin with trimethoprim-sulfamethoxazole for the prevention of serious bacterial infections in children with HIV infection. Clin Infect Dis 2005; 40: 136-45. Epub 2004 Dec 6. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15614703

4.      Oldfield EC 3rd, Fessel WJ, Dunne MW, et al. Once weekly azithromycin therapy for prevention of Mycobacterium avium complex infection in patients with AIDS: a randomized, double-blind, placebo-controlled multicenter trial. Clin Infect Dis 1998, 26:611-9. http://amedeo.com/lit.php?id=9524832

5.      Phillips P, Chan K, Hogg R, et al. Azithromycin prophylaxis for Mycobacterium avium complex during the era of HAART: evaluation of a provincial program. Clin Infect Dis 2002, 34: 371-8. http://amedeo.com/lit.php?id=11774085

6.      Riedner G, Rusizoka M, Todd J, et al. Single-dose azithromycin versus penicillin G benzathine for the treatment of early syphilis. N Engl J Med 2005; 353: 1236-44. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=16177249

7.      Sendi PP, Craig BA, Meier G, et al. Cost-effectiveness of azithromycin for preventing Mycobacterium avium complex infection in HIV-positive patients in the era of HAART. J Antimicrob Chemother 1999, 44:811-7. http://amedeo.com/lit.php?id=10590283

8.      Ward TT, Rimland D, Kauffman C, Huycke M, Evans TG, Heifets L. Randomized, open-label trial of azithromycin plus ethambutol vs. clarithromycin plus ethambutol as therapy for Mycobacterium avium complex bacteremia in patients with HIV infection. Clin Infect Dis 1998, 27:1278-85. http://amedeo.com/lit.php?id=9827282

 

AZT – Zidovudina 

O AZT, análogo da timidina e o mais antigo fármaco para o HIV continua a ser um componente importante de muitos regimes terapêuticos HAART e regimes profilácticos. Bastante dados, boa penetração no SNC. Os efeitos secundários mais importantes são a mielotoxicidade e não ser possível a toma única diária.

Nome comercial: Retrovir®; componente de Combivir® e Trizivir®

Retrovir® cápsulas: 100 mg ou 250 mg,

Comprimidos: 300 mg

Frascos de 200 ml para infusão (10 mg/ml), xarope 10 mg/ml

Combivir® comprimidos: 300 mg AZT +150 mg 3TC

Trizivir® comprimidos: 300 mg AZT + 150 mg 3TC + 300 mg abacavir

Fabricante: GlaxoSmithKline

Indicações: infecção VIH. Prevenção da transmissão VIH materno-fetal.

Dose: 250 mg 2x/dia. Em Combivir® e Trizivir® 300 mg 2x/dia.

Diminuição dos níveis de creatinina abaixo de 20 ml/min: 300 a 400 mg diariamente.

Hemodiálise: 300 mg diariamente. Falência hepática: 100 mg 3x/dia.

Efeitos secundários: náuseas, vómitos, desconforto abdominal, cefaleias, mialgias e vertigens. Anemia macrocítica (MCV quase sempre elevado), em casos raros pode ocorrer neutropenia. Podem ocorrer aumentos de LDH, CPK e transaminases. Raramente ocorrem episódios de acidose láctica.

Comentários/Advertências: não combinar com d4T! Há um aumento da mielotoxicidade se se usar juntamente com outros fármacos mielosupressores, especialmente ganciclovir, mas também co-trimoxazole, dapsona, pirimetamina, interferão, sulfadiazina, anfotericina B, ribavirina e vários outros agentes quimioterapêuticos.

A ribavirina antagoniza a actividade antiviral do AZT in vitro. Então, a utilização simultânea de AZT e ribavirina deve ser evitada.

Inicialmente deve ser feita uma monitorização dos valores de contagem sanguínea, transaminases, CPK e bilirrubinas. As queixas gastrointestinais podem tratar-se sintomaticamente e usualmente desaparecem decorridas poucas semanas. Pode desenvolver-se anemia mesmo depois de alguns meses.

O AZT deve constar sempre da profilaxia de transmissão!

Fontes na Internet:

USA: Retrovir™ tablets: http://hiv.net/link.php?id=66

Retrovir™ IV infusion: http://hiv.net/link.php?id=67

Combivir™: http://hiv.net/link.php?id=68

Trizivir™: http://hiv.net/link.php?id=69

Bibliografia:

1.      Antoniou T, Gough K, Yoong D, Arbess G. Severe anemia secondary to a probable drug interaction between zidovudine and valproic acid. Clin Infect Dis 2004; 38: e38-40. Epub 2004 Feb 11. http://amedeo.com/lit.php?id=14986271

2.      Burger DM, Meenhorst PL, Koks CHW, Beijnen JH. Drug interactions with Zidovudine. AIDS 1993, 7:445-60.

3.      Dabis F, Elenga N, Meda N, et al. 18-Month mortality and perinatal exposure to zidovudine in West Africa. AIDS 2001, 15: 771-779. http://amedeo.com/lit.php?id=11371692

4.      Dunn D. Short-term risk of disease progression in HIV-1-infected children receiving no antiretroviral therapy or zidovudine monotherapy: a meta-analysis. Lancet 2003; 362: 1605-11. http://amedeo.com/lit.php?id=14630440

5.      Ekpini RA, Nkengasong JN, Sibailly T, et al. Changes in plasma HIV-1-RNA viral load and CD4 cell counts, and lack of zidovudine resistance among pregnant women receiving short-course zidovudine. AIDS 2002, 16: 625-30. http://amedeo.com/lit.php?id=11873007

6.      Fischl MA: The efficacy of azidothymidine (AZT) in the treatment of patients with AIDS and AIDS‑related complex. A double‑blind, placebo‑con­trolled trial. N Engl J Med 1987, 317:185 ‑91. http://amedeo.com/lit.php?id=3299089

7.      Kirkland LR, Fischl MA, Tashima KT, et al. Response to lamivudine-zidovudine plus abacavir twice daily in antiretroviral-naive, incarcerated patients with HIV Infection taking directly observed treatment. Clin Infect Dis 2002, 34: 511-8. http://amedeo.com/lit.php?id=11797179

8.      Leroy V, Karon JM, Alioum A, et al. Twenty-four month efficacy of a maternal short-course zidovudine regimen to prevent mother-to-child transmission of HIV-1 in West Africa. AIDS 2002, 16: 631-41. http://amedeo.com/lit.php?id=11873008

9.      Rabaud C, Burty C, Grandidier M, et al. Tolerability of postexposure prophylaxis with the combination of zidovudine-lamivudine and lopinavir-ritonavir for HIV infection. Clin Infect Dis 2005; 40: 303-5. Epub 2004 Dec 21. Abstract: http://amedeo.com/lit.php?id=15655751

10.  Ruane PJ, Richmond GJ, DeJesus E, et al. Pharmacodynamic effects of zidovudine 600 mg once/day versus 300 mg twice/day in therapy-naive patients infected with human immunodeficiency virus. Pharmacotherapy 2004; 24: 307-12. http://amedeo.com/lit.php?id=15040643

 

 

Caelyx™ ver Doxorubicina, liposomal

 

Cidofovir 

Marca registada: Vistide®

Ampolas com 375 mg em 5 ml

Classe de fármaco: virostático

Fabricante: Gilead

Indicações: Para retinite por CMV em doentes VIH infectados sem disfunção renal, principalmente em casos de resistência/contra-indicação para ganciclovir ou foscavir. Como medida curativa para PML, apesar da eficácia não ser certa.

Dose: dose de indução fraca 5 mg/kg iv, ao dia 21 terapêutica de manutenção com 5 mg/kg iv cada duas semanas. É necessário um plano de tratamento preciso (co -medicação, hidratação, etc.)!

Efeitos secundários: falência renal é limitante de dose! Proteinúria, aumento da creatinina. Casos de falência renal aguda foram reportados após 1 ou 2 doses de cidofovir. Menos frequente: neutropénia, dispneia, alopécia, diminuição da pressão  intraocular, iritis, uveíte.

Febre, arrepios, dores de cabeça, rash, náuseas e vómitos são normalmente causados pelo probenecid e devem desaparecer em 12 horas. As queixas podem ser diminuídas com toma de alimentos, antipiréticos ou anti-eméticos.

Comentários/Avisos: com função renal normal, cidofovir deve ser dado de acordo com o seguinte esquema (protocolo desenhado):

 

-3 h

2 g probenecid (4 comprimidos de 500 mg)

-3 a -1 h

1000-2000 ml de NaCl 0,9 %

0 a + 2 h

Cidofovir em 500 ml de NaCl 0,9 % mais de 1-2 h. 1000 ml NaCl 0,9 % em paralelo.

+4 h

1 g probenecid (2 comprimidos de 500 mg)

+10 h

1 g probenecid (2 comprimidos de 500 mg)

Se a creatinina no soro aumentar para mais de 0,3 mg/dl: reduzir a dose para 3 mg/kg. Se a creatinina no soro aumentar para mais de 0,5 mg/dl acima dos níveis anteriores ao tratamento: deve descontinuar-se o cidofovir. O cidofovir é sempre contra-indicado com valores de creatinina no soro > 1,5 mg/dl ou a clearance da creatinina abaixo de 55 ml/min ou proteinúria > 100 mg/dl.

Fármacos potencialmente nefrotóxicos como aminoglicosídeos, anfotericina B, foscarnet, pentamidina iv ou vancomicina devem ser evitados ou descontinuados pelo menos 7 dias antes do tratamento com cidofovir.

Assegurar hidratação suficiente! O probenecid é sempre necessário para reduzir a nefrotoxicidade! O cidofovir deve apenas ser utilizado se outros fármacos não forem adequados.

Devem realizar-se análises à função renal (creatinina no soro, electrólitos, proteinúria) e hemograma antes de cada dose de cidofovir.

O probenecid interage com outros fármacos como acetaminofeno, aciclovir, inibidores enzimáticos de conversão da angiotensina, ácido aminosalicílico, barbitúricos, benzodiazepinas, bumetanida, clofibrato, metotrexato, famotidina,furosemida,fármacos anti-inflamatórios não-esteróides e teofilina.

Fontes na internet

USA: http://hiv.net/link.php?id=71

Bibliografia:

1.      Berenguer J, Mallolas J, and the Spanish Cidofovir Study Groupa. Intravenous cidofovir for compassionate use in AIDS Patients with cytomegalovirus retinitis. Clin Inf Dis 2000, 30: 182-84. http://amedeo.com/lit.php?id=10619750

2.      Cundy KC, Petty BG, Flaherty J, et al. Clinical pharmacokinetics of cidofovir in HIV-infected patients. Antimicrob Agents Chemother 1995, 39:1247-52. http://amedeo.com/lit.php?id=7574510

3.      Jacobson MA, Wilson S, Stanley H, et al. Phase I study of combination therapy with intravenous cidofovir and oral ganciclovir for CMV retinitis in patients with AIDS. Clin Infect Dis 1999, 28:528-33. http://amedeo.com/lit.php?id=10194072

4.      Marra CM, Rajicic N, Barker DE, et al. A pilot study of cidofovir for progressive multifocal leukoencephalopathy in AIDS. AIDS 2002, 16:1791-1797. http://amedeo.com/lit.php?id=12218391

5.      Plosker GL, Noble S. Cidofovir: a review of its use in cytomegalovirus retinitis in patients with AIDS. Drugs 1999, 58:325-45. http://amedeo.com/lit.php?id=10473024

 

 

Claritromicina

Marcas registadas: Klacid®, Mavid®

Mavid® comprimidos a 500 mg

Klacid® comprimidos a 250 mg

Classe de fármaco: antibiótico

Fabricante: Abbott

Indicações: profilaxia e tratamento da doença MAC.

Dose: 500 mg duas vezes ao dia, tanto para profilaxia primária como terapêutica de manutenção. Se a clearance da creatinina for abaixo de 30 ml/min deve reduzir-se a dose em 50 % e fazer uma boa hidratação.

Efeitos secundários: principalmente queixas a nível gastrointestinal como náuseas, vómitos, desconforto abdominal (raramente tenesmus), e diarreia. Além disso, reacções cutâneas alérgicas, dores de cabeça, transaminases aumentadas, fosfatase alcalina aumentada e bilirrubina aumentada.

Comentários/ Avisos: Não fazer tratamentos concomitantes com rifampicina, carbamazepina, cisapride,terfenadina, pimozida e com outros antibióticos macrólidos como a eritromicina ou azitromicina.

O lopinavir e o ritonavir aumentam os níveis de claritromicina.

Se administrado concomitantemente, os tratamentos orais com claritromicina e AZT devem ser tomados com 1-2 horas de separação.

Fontes na Internet:

USA: http://hiv.net/link.php?id=73 (trade name: Biaxin)

Bibliografia:

1.      Benson CA, Williams PL, Currier JS, et al. A prospective, randomized trial examining the efficacy and safety of clarithromycin in combination with ethambutol, rifabutin, or both for the treatment of disseminated Mycobacterium avium complex disease in persons Clin Infect Dis 2003; 37: 1234-43. http://amedeo.com/lit.php?id=14557969

2.      Chaisson RE, Benson CA, Dube MP, et al. Clarithromycin therapy for bacteremic Mycobacterium avium complex disease. A randomized, double-blind, dose-ranging study in patients with AIDS. Ann Intern Med 1994, 121:905-11. http://amedeo.com/lit.php?id=7978715

3.      Cohn DL, Fisher EJ, Peng GT, et al. A prospective randomized trial of four three-drug regimens in the treatment of disseminated Mycobacterium avium complex disease in AIDS patients: excess mortality associated with high-dose clarithromycin. Clin Infect Dis 1999, 29:125-33. http://amedeo.com/lit.php?id=10433575

4.      Dunne M, Fessel J, Kumar P, et al. A randomized, double-blind trial comparing azithromycin and clarithromycin in the treatment of disseminated Mycobacterium avium infection in patients with HIV. Clin Infect Dis 2000, 31:1245-52. http://amedeo.com/lit.php?id=11073759

5.      Pierce M, Crampton S, Henry D, et al.  A randomized trial of clarithromycin as prophylaxis against disseminated Mycobacterium avium complex infection in patients with advanced AIDS. N Engl J Med 1996, 335:384-91. http://amedeo.com/lit.php?id=8663871

6.      Shafran SD, Singer J, Zarowny DP, et al. A comparison of two regimens for the treatment of Mycobacterium avium complex bacteremia in AIDS: rifabutin, ethambutol, and clarithromycin versus rifampin, ethambutol, clofazimine, and ciprofloxacin. N Engl J Med 1996, 335:377-83. http://amedeo.com/lit.php?id= 8676931

 

Clindamicina

Classe do fármaco: antibiótico

Fabricante: a clindamicina é produzida por diferentes empresas.

Indicações: para doentes HIV: principalmente com toxoplasmose cerebral.

Dosagem: 600 mg endovenoso ou 600 mg por via oral (sempre com pirimetamina e leucovorina). Metade da dose (oral) para a terapêutica de manutenção. Em caso de falência renal, reduzir a dose para um quarto ou um terço da dose normal.

Efeitos secundários: diarreia em 10 a 30% dos doentes. As alergias também são frequentes e por vezes requer interrupção.

Em casos de infecção por Clostridium difficile:

Colite pseudomembranosa: os sinais e sintomas clínicos variam entre diarreia mediana aquosa até severa com sangue e muco, leucocitose, febre e cólicas abdominais severas, que podem progredir para peritonite, choque e megacólon tóxico.

Comentários/Avisos: a clindamicina está cointraindicada em caso de doença inflamatória do intestino ou colite induzida por antibióticos. Ter em atenção à função renal ou hepática reduzida e à asma. Não administrar juntamente com antiperistálticos.

Em casos de diarreia persistente durante o tratamento com clindamicina, interromper e iniciar a terapêutica com vancomicina.

Fontes na Internet:

USA: http://hiv.net/link.php?id=76 (trade name Cleocin™).

Bibliografia:

1.      Dannemann B, McCutchan JA, Israelski D, et al. Treatment of toxoplasmic encephalitis in patients with AIDS. A randomized trial comparing pyrimethamine plus clindamycin to pyrimethamine plus sulfadiazine. Ann Intern Med 1992, 116:33-43. http://amedeo.com/lit.php?id=1727093

2.      Katlama C, De Wit S, O'Doherty E, Van Glabeke M, Clumeck N. Pyrimethamine-clindamycin vs. pyrimethamine-sulfadiazine as acute and long-term therapy for toxoplasmic encephalitis in patients with AIDS. Clin Infect Dis 1996, 22:268-75. http://amedeo.com/lit.php?id=8838183

 

Combivir

Comprimidos com 150 mg 3TC + 300 mg AZT

Classe do fármacos: NRTI

Fabricante: GlaxoSmithKline

Indicações: infecção pelo HIV

Dose oral: 1 comprimido 2x/dia

Nos casos de rdução da função renal (clearance da creatinina abaixo dos 50 ml/min) e anemia, o Combivir™ deve ser substituido pelos seus components para permitir o ajustamento das doses de 3TC eAZT.

Comentários/Avisos:ver  3TC e AZT.

Fontes na internet:

USA: http://hiv.net/link.php?id=68


Co-trimoxazole (Trimetoprim-sulfametoxazole)

Classe do fármaco: antibiótico

Fabricante: o cotrimoxazol é produzido por várias companhias.

Indicações: profilaxia e tratamento de pneumonia por Pneumocystis (PPC). Profilaxia e tratamento (fármaco reservado) da toxoplasmose cerebral.

Dose: profilaxia para PPC: 80/400 mg por dia ou 160/800 mg trimetoprim/sulfametoxazol 3 x/semana.  Terapêutica PPC: 5 mg/kg (baseado no trimetoprim) per os ou intravenoso a cada 8 h durante 21 dias, a partir daí 5 a 6 ampolas 80/400 mg a cada 8 h. Profilaxia da toxoplasmose: 1 comprimido (160/800 mg) por dia.

Função renal reduzida: metade da dose com a clearance da creatinina de 15 a 50 ml/min. O cotrimoxazol é contra-indicado abaixo de 15 ml/min.

Efeitos secundários: alergias. Doses intravenosas elevadas também causam mielotoxicidade (anemia, neutropénia!),  náuseas, vómitos, cefaleias e aumento das transaminases.

O tratamento normalmente pode ser continuado em caso de rush cutâneo alérgico ligeiro. Noutros casos normalmente é possível fazer dessensibilização.

Comentários/Avisos: atenção à alergia às sulfonamidas!

A suspensão oral de cotrimoxazol para as crianças pode ser utilizada para dessensibilização: aumentar a dose lentamente durante seis dias de 12,5, 25, 37,5, 50 e 75  para 100 % de uma dose de 480 mg (para mais detalhes ver Leoung 2001, ver abaixo).