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Tradução:

Carolina Palma
Catarina Pinheiro
Daniela Lobão
Joana C. Silva
Helena Barroso
Inês Bártolo
Patrícia Carvalho
Paula Matoso
Sheila Rocha
Victor Bezerra

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Condilomas acuminados

Este tipo de patologia é provocado pelo vírus do papiloma humano (HPV). A localização preferencial é na forma de verrugas genitais, mas podem ser atingidos outros locais (cavidade oral por exemplo). As pessoas infectadas com o HIV têm um risco aumentado de desenvolver verrugas genitais.

Os serotipos mais habituais do HPV o 6 ou 11 habitualmente não são considerados como potencialmente cancerígenos. No entanto tanto nos homens como nas mulheres infectados por todos os serotipos de HPV é mais frequente encontrar atipia epitelial do que nas pessoas não infectadas.

Para além dos contactos sexuais a transmissão dos papilomavirus pode ser possível através fluidos e eventualmente por objectos contaminados. De qualquer forma o risco principal continua a ser o número de parceiros sexuais.

Sintomas

Por regras os condilomas genitais são assintomáticos. É raro ocorrerem sintomas como prurido, sensação de ardor ou hemorragia, que são provocados pelo stress mecânico. A degenerescência maligna das lesões genitais dos serotipos do papilomavirus com potencial oncogénico (16, 18...) é a complicação mais temida. Ao contrário do carcinoma do colo associada ao HPV, o carcinoma genital ou anal surge lesões prévias de condilomas.

Diagnóstico

O diagnóstico dos condilomas acuminados é clínico. Deverão ser considerados certos exames de diagnóstico nas situações de recidiva ou não resposta ao tratamento. Para além do exame histológico, é possível efectuar a detecção directa do HPV incluindo os subtipos, sendo possível diferenciar entre subtipos de baixo e alto risco. Presentemente este procedimento é fundamental no caso de histologias ambíguas.

Tratamento

O tratamento dos condilomas genitais é por electrocirurgia, crioterapia, curetagem ou laser. As intervenções químicas baseiam-se na utilização da podofilina e ácido tricloroacético. Têm sido recomendadas outras opções terapêuticas. Actualmente na prática clínica diária efectua-se terapêutica cirúrgica seguida de terapêutica adjuvante com interferão beta ou imiquimod (possivelmente mais eficaz) reduzindo o risco de recidiva e parecendo ser a melhor opção para a maioria dos doentes.

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