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Tradução: Catarina Pinheiro Daniela Lobão Joana C. Silva Helena Barroso Inês Bártolo Patrícia Carvalho Paula Matoso Sheila Rocha Victor Bezerra Aviso Legal |
Infecção por Chlamydia As infecções com Chlamydia trachomatis são quase duas vezes mais frequentes que as por gonorreia. Os serovars D-K provocam infecções genitourinárias e, se transmitidas verticalmente conjuntivite ou pneumonia no recém-nascido. Os serovars L1-L3 causam o linfogranuloma venéreo. Esta doença habitualmente considerada uma patologia tropical, raramente ocorrendo nos países industrializados. No entanto, durante vários anos tem havido um ressurgimento do linfogranuloma venéreo na Europa e nos EUA.: actualmente estão a ser estudadas estas variações pelos organismos internacionais de vigilância e a trabalhar em novas estratégias. Nos homens a infecção genital por Chlamydia é habitualmente assintomática. Se há sintomas podem ser dor ou sensação de queimadura inespecíficas no períneo ou corrimento uretral. Tal como na gonorreia pode surgir epididimite, prostatite ou proctite. Também é possível surgir a síndrome de Reiter coma a tríade característica de artrite reactiva, conjuntivite e uretrite. Nas mulheres é frequente a infecção não causar quaisquer sintomas. Mas em cerca de 20% das mulheres surgem sintomas inespecíficos como corrimento, ardor e polaquiúria como expressão de uma uretrite ou cervicite. Em algumas doente ocorre doença inflamatória pélvica envolvendo os anexos. Este padrão de doença pode evoluir para complicações como a infertilidade ou gravidez ectópica e oclusão das trompas. No linfogranuloma venéreo a lesão primária surge no local de inoculação. Algumas semanas depois surge a adenopatia, habitualmente unilateral. Estes gânglios inflamados podem crescer formando uma placa com tendência a ulcerar e com a possibilidade de cicatrizar provocando edema linfático do membro atingido. A suspeita de uma infecção por Chlamydia pode ser puramente baseada em sintomas clínicos. Os métodos de amplificação (PCR, LRC) são os melhores procedimentos diagnósticos. Até recentemente a cultura bacteriana era considerado o padrão para confirmar a infecção. A sensibilidade é superior e a especificidade sensivelmente igual aos resultados obtidos por cultura. Para obter óptimos resultados deve ser usado algodão seco para colheita celular e ser enviado para o laboratório em seco. Este processo é usado por rotina em muitos laboratórios. Outro tipos de teste directos como o ELISA ou imunofluorescência directa também são possíveis mas têm uma redução da sensibilidade em populações com baixa prevalência. Tratamento A terapêutica de escolha é a doxiciclina 100mg 2x/d durante 7 dias. Directrizes internacionais recomendam também azitromicina 1 g dose única, que é um tratamento potente mas comum custo de quase o dobro do da doxiciclina. Como alternativa pode-se administrar ofloxacina 200 mg/2x/d ou eritromicina 500 mg/4x/d durante 7 dias. O tratamento do linfogranuloma venéreo requer um tratamento mas prolongado, de pelo menos três semanas. Bibliografia 1. CDC: Some facts about Chlamydia. http://www.cdc.gov/nchstp/dstd/Fact_Sheets/FactsChlamydiaInfo.htm 2. European Guidelines for the management of chlamydial infection. European STI-Guidelines. http://www.iusti.org/sti/European_Guidelines.pdf 3. Gotz HM, Ossewaarde JM, Nieuwenhuis RF, van der Meijden WI, Dees J, Thio B, de Zwart O, van de Laar MJ. A cluster of lymphogranuloma venereum among homosexual men in Rotterdam with implications for other countries in Western Europe. Ned Tijdschr Geneeskd. 2004 Feb 28;148:441-2. http://amedeo.com/lit.php?id=15038207 4. Krosigk A, Meyer T, Jordan S, et al. Auffällige Zunahme des Lymphogranuloma venereum unter homosexuellen Männern in Hamburg. JDDG 2004; 8:676-80 5. Martin DH, Mroczkowski TF, Dalu ZA, et al. A controlled trial of a single dose of azithromycin for the treatment of chlamydial urethritis and cervicitis. N Engl J Med 1992; 327:921-5. http://amedeo.com/lit.php?id=1325036 6. Morre SA, Spaargaren J, Fennema JS, de Vries HJ, Coutinho RA, Pena AS. Real-time polymerase chain reaction to diagnose lymphogranuloma venereum. Emerg Infect Dis. 2005 Aug;11:1311-2. http://amedeo.com/lit.php?id=16110579 7. Nieuwenhuis RF, Ossewaarde JM, van der Meijden WI, Neumann HA. Unusual presentation of early lymphogranuloma venereum in an HIV-1 infected patient: effective treatment with 1 g azithromycin. Sex Transm Infect 2003; 79:453-5. http://amedeo.com/lit.php?id=14663119 8. Paavonen J. Pelvic inflammatory disease. From diagnosis to prevention. Dermatol Clin 1998; 16:747-56, xii. http://amedeo.com/lit.php?id=9891675 9. RKI: Infektionen durch Chlamydien - Stand des Wissens. Epid Bull 1997; 18: 121-122. http://www.rki.de/INFEKT/EPIBULL/97/9718.PDF 10. Schachter J, Grossman M, Sweet RL, Holt J, Jordan C, Bishop E. Prospective study of perinatal transmission of Chlamydia trachomatis. JAMA 1986; 255:3374-7. http://amedeo.com/lit.php?id=3712696 11. Stamm WE, Cole B: Asymptomatic Chlamydia trachomatis urethritis in men. Sex Transm Dis 1986; 13:163-5. http://amedeo.com/lit.php?id=3764626
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