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Tradução:
Carolina Palma
Catarina Pinheiro
Daniela Lobão
Joana C. Silva
Helena Barroso
Inês Bártolo
Patrícia Carvalho
Paula Matoso
Sheila Rocha
Victor Bezerra
Aviso Legal
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O
novo doente com VIH
Sven Philip Aries
e
Bernhard Schaaf
A primeira consulta
Pode e deve ser repetida várias vezes
e com curtos intervalos.
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O que é que o doente deve ficar a
saber
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O modo como o vírus provoca a
doença, em termos gerais.
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A diferença entre estar infectado
e estar com SIDA.
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A importância dos CD4 e da carga
viral.
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Como é que se dá a infecção e como
se pode evitar, com um grande grau de probabilidade.
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Como as doenças venéreas podem ser
evitadas, porque elas podem agravar o curso da infecção pelo VIH; e como se
pode, pelo menos teoricamente, ser infectado por uma estirpe de VIH mais
patogénica e resistente.
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Quando apareceu a terapêutica
anti-retroviral e quais os benefícios que trouxe.
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Uma dieta equilibrada e o
exercício físico regular podem melhorar o prognóstico.
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Fumar aumenta o risco em relação a
uma determinado grupo de complicações.
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Onde encontrar informação
complementar.
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Os grupos de auto-ajuda e apoio da
área de residência para as pessoas infectadas pelo VIH.
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Quais os novos ensaios estão a ser
planeados e qual a sua utilidade para um tratamento futuro.
O que é que o médico deve ficar a
saber
Infecção e risco
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Quando, onde e por que foi
efectuado o teste para o VIH? Quando teve um teste negativo anteriormente?
Que riscos teve o doente nesse intervalo de tempo? O problema dos riscos tem
a ver com a avaliação do potencial do doente em relação a um tratamento
futuro. No caso de um doente sem grande risco o resultado do teste deve ser
confirmado (ver também "Laboratório").
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Onde tem estado o doente
recentemente? Isto é importante porque certos germens que aparecem em certas
regiões são perigosos para o doente imunodeprimido. Por exemplo, uma pessoa
que tenha vivido em Hollywood durente um longo período tem um risco
importante de histoplasmose (a qual é muito rara na Europa).
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Que consumos de drogas teve?
Grandes quantidades de álcool são não somente tóxicas para o fígado mas
também tornam a adesão mais difícil devido à perda de auto controle. Para os
fumadores, as complicações cardiovasculares da lipodistrofia associadas à
TARV são mais perigosas.
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História familiar de diabetes.
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Contactos com doentes com
tuberculose.
Doenças associadas
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Quais as doenças antecedentes ou
associadas?
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DST’s tratadas ou não tratadas,
incluindo sífilis e hepatite B/C?
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Quais os medicamentos tomados
regularmente/ocasionalmente?
Social
Qual é a situação social do doente?
Qual é a sua ocupação profissional? Que obrigações tem para cumprir? Quais são
as suas prioridades? O que é que ele sabe sobre a sua infecção? Quem pode
ajudá-lo se ficar doente? A quem pode contar os seus problemas? Será que ele tem
algum amigo que esteja infectado? Será que está interessado em falar com
assistentes sociais ou grupos de auto-ajuda?
O laboratório
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O teste para o VIH deve ser
efectuado num laboratório de referência. O Western blot só é positivo se há
reacção às gp41+120/160 ou p24+120/160. Anticorpos com reacções cruzadas
podem aparecer e dar testes falsamente positivos nas colagenoses, linfomas e
vacinações recentes.
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Hemograma completo: 30-40% dos
doentes VIH têm anemia, neutropenia ou trombocitopénia. Devem fazer-se
analyses de 3-6 meses nomeadamente nos doentes assintomáticos.
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Contagens de CD4 no início e
posteriormente de 3-4 meses. Atenção à variações (dependentes da hora do
dia, particularmente baixas à tarde e altas de manhã; a percentagem tem uma
menor variação; A co-infecção pelo HTLV-1 leva a contagens superiores apesar
da imunodeficiência).
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Ionograma, creatinina, GOT, GPT,
γ-GT, AP, LDH, lipase.
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Glicémia no sentido de avaliar
alterações metabólicas quando sob terapêutica anti-retroviral.
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Perfil lipídico, com determinação
basal e no sentido de determinar alterações durante o tratamento
anti-retroviral.
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Análise de urina (a proteinúria
está muitas vezes associada à nefropatia pelo VIH).
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Serologia para hepatite: A e B no
sentido de identificar potenciais candidates à vacinação; C no sentido de se
administrar tratamento para o HCV antes da TARV; talvez também a G, dado que
a esta co-infecção parece ter um efeito positivo no curso da infecção pelo
VIH.
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Teste TPHA.
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Serologia IgG para a toxoplasmose.
Se for negativa: é importante para o diagnóstico diferencia se CD4 <150/µl –
prevenção da infecção (nada de carnes cruas). Se positiva: profilaxia
medicamentosa se necessário.
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Serologia para CMV (IgG). Para
identificação de doentes CMV-negativos. SE negativos: importante para o
diagnóstico diferencial e informação sobre prevenção (sexo seguro). Nos
casos de anemia grave só dar sangue CMV - negativo. Se positivo: se
necessário fazer profilaxia.
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Serologia para varicela (IgG). Se
negativa: em princípio, vacinar com vacinas atenuadas está contra-indicado,
mas com >400 CD4 pode ser útil.
Observação e exames
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Exame físico, incluindo exame
neurológico (pesquisar a sensibilidade vibratória e testes cognitivos).
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Teste de tuberculina Mendel
Mantoux com 10IE (não teste do adesivo que tem sensibilidade muito baixa).
Se positivo com induração superior a 5 mm: dar profilaxia (provavelmente o
melhor será 3 meses de rifampicina e pirazinamida); se negativo: repetir
anualmente.
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Rx de tórax. Recomendações
contraditórias e que só fazem sentido no caso de testes de tuberculina
positivo ou indicações clínicas sugerindo doença a nível torácico.
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Ecografia abdominal. Um exame
informativo inofensivo de base mas não mencionado nas orientações gerais.
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ECG e testes de função pulmonar.
Testes para detecção de qualquer doença pulmonar ou cardiovascular.
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Para mulheres, um teste de PAP
inicialmente, passados 6 meses e então, se negativos, uma vez por ano.
Importante porque um aumento de cerca de 1,7 x aumenta o risco de carcinoma
do colo uterino.
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Para homens homossexuais activos,
fazer uma PAP anal cada 3 anos (devido a um aumento de cerca de 80 vezes de
risco de carcinoma do ânus).
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Em especial com contagens baixas
de CD4 (p. ex. <200/µl) fundoscopia (consulta de oftalmologia!) no sentido
de excluir uma retinite a CMV activa ou úlceras. Dispensável nos casos de
bom estado imunológico (documentação fotográfica inicial).
Aconselhamento nutricional e/ou
tratamento de desnutrição.
Verificação de vacinas (ver
capítulo de vacinações).
Verificar a necessidade de
profilaxia de IO’s.
Verificar a indicação de TARV.
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