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Tradução: Catarina Pinheiro Daniela Lobão Joana C. Silva Helena Barroso Inês Bártolo Patrícia Carvalho Paula Matoso Sheila Rocha Victor Bezerra Aviso Legal |
Septicémia a Salmonela Infecções por Salmonela não-tifi, que habitualmente causam apenas enterites em indivíduos saudáveis, podem levar a septicemia severa em doentes imunocomprometidos (Jacobs 1985). Na Europa central, a septicemia por Salmonela é rara em doentes VIH, e representa menos de 1% dos casos de SIDA. No estudo Suíço com mais de 9000 doentes, foram descritos apenas 22 casos de salmonelose recorrente num período de nove anos (Burkhardt 1999). No sul da Europa ou em África, a salmonelose é muito mais frequente. O reservatório mais importante é a comida contaminada, principalmente aves. As recidivas são frequentes. Para além da septicemia, foram descritas infecções atípicas com osteomielite, empiema, abcessos pulmonares, pielonefrite ou meningite (Albrecht 1992, Nadelman 1985). A septicemia recorrente por Salmonela não-tifi é considerada uma doença que define SIDA. Sinais e sintomas/diagnóstico Os doentes estão frequentemente muito doentes. Geralmente apresentam febres altas e calafrios. Se o tratamento for atrasado, existe sempre o risco de choque séptico. Podem não ter diarreia. As hemoculturas levam principalmente ao isolamento de estirpes de Salmonela causadoras de enterites tais como Salmonella enteritidis e Salmonella typhimurium. Os agentes patogénicos causadores de febre tifóide ou paratifóide, Salmonella typhi e Salmonella paratyphi, são raros. Tratamento A ciprofloxacina é o tratamento de eleição (Jacobson 1989). Embora a biodisponibilidade oral seja boa, preferimos a administração intravenosa. As cefalosporinas como cefotaxime e ceftriaxona também são eficazes. Contrariamente, aumentou a resistência ao co-trimoxazole e à ampicilina. Geralmente é suficiente uma semana de tratamento com ciprofloxacina ou ceftriaxona. A terapêutica de manutenção deve prolongar-se por 6 a 8 meses e não deve ser interrompida demasiado cedo (Hung 2001). No entanto, a profilaxia secundária para toda a vida, que era usada no passado (Nelson 1992), já não parece necessária.
Profilaxia A profilaxia não é recomendada. No entanto, deve geralmente instruir-se os doentes VIH para prestarem atenção à higiene alimentar.
Bibliografia 1. Albrecht H, Stellbrink HJ, Fenske S, Steiner P, Greten H. Salmonella typhimurium lung abscesses in an HIV-infected patient: successful treatment with oral ciprofloxacin. AIDS 1992, 6:1400-1. 2. Burckhardt B, Sendi P, Pfluger D, et al. Rare AIDS-defining diseases in the Swiss HIV Cohort Study. Eur J Clin Microbiol Infect Dis 1999, 18:399-402. http://amedeo.com/lit.php?id=10442416 3. Hung CC, Hsieh SM, Hsiao CF, Chen MY, Sheng WH. Risk of recurrent non-typhoid Salmonella bacteraemia after early discontinuation of ciprofloxacin as secondary prophylaxis in AIDS patients in the era of HAART. AIDS 2001, 15:645-7. 4. Jacobs JL, Gold JW, Murray HW, Roberts RB, Armstrong D. Salmonella infections in patients with the AIDS. Ann Intern Med 1985, 102:186-8. http://amedeo.com/lit.php?id=3881072 5. Jacobson MA, Hahn SM, Gerberding JL, et al. Ciprofloxacin for Salmonella bacteremia in the AIDS. Ann Intern Med 1989, 110:1027–1029. 6. Nadelman RB, Mathur-Wagh U, Yancovitz SR, Mildvan D. Salmonella bacteremia associated with the AIDS. Arch Intern Med 1985, 145:1968-71. http://amedeo.com/lit.php?id=3904653 7. Nelson MR, Shanson DC, Hawkins DA, Gazzard BG. Salmonella, Campylobacter and Shigella in HIV-seropositive patients. AIDS 1992, 6:1495-8. http://amedeo.com/lit.php?id=1362879
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