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Tradução: Catarina Pinheiro Daniela Lobão Joana C. Silva Helena Barroso Inês Bártolo Patrícia Carvalho Paula Matoso Sheila Rocha Victor Bezerra Aviso Legal |
Microsporidiose A microsporidiose é uma importante causa de diarreia nos pacientes com VIH. Os Microsporidia são protozoários intracelulares obrigatórios. Foram descritos pelo menos quatro géneros que são patogénicos em humanos. Destes, o Enterocytozoon bieneusi é provavelmente o mais importante. Mesmo na Alemanha, os Microsporidia estão entre os micróbios que mais frequentemente causam diarreia, e na era pré-HAART podiam ser encontrados em aproximadamente um terço de todos os pacientes e em dois terços ou mais de todos os pacientes com VIH com diarreia crónica (Sobottka 1998). A incidência de microsporidiose reduziu-se substancialmente com a HAART e só raramente é diagnosticada agora. A microsporidiose não é definidora de SIDA, embora a microsporidiose crónica ocorra quase sempre em pacientes severamente imunocomprometidos com um número de células T CD4 inferior a 50 células/µl. A diarreia pode ser muito grave e é normalmente aguada, embora sem sangue. É acompanhada por dores abdominais, náuseas e vómitos. A febre está quase sempre ausente. Raramente, foram descritas miosite, queratoconjuntivite e sinusite. Infecções dos canais biliares são mais frequentes. Ainda mais do que no caso de Cryptosporidia, é essencial que o laboratório tenha experiência em fazer o diagnóstico. Os Microsporidia são muito pequenos, e aqueles que nunca os viram e a quem não foi explicitamente pedido para os detectar não os encontrarão! A cultura não tem sido normalmente estabelecida. A detecção directa tem mais sucesso com métodos de coloração especializados. Não é necessário transporte especial ou preparação. O albendazole (1-2 comprimidos, 400 mg duas vezes por dia (bid) durante 4 semanas) é bastante eficaz, mas não certamente em todos os casos. Em particular, o Enterocytozoon bieneusi é frequentemente resistente ao albendazole. Têm existido repetidos relatórios positivos em tais casos, especialmente de França, de tratamento com fumagilina (cuidado com trombocitopénia!), mas o número de casos permanece baixo (Molina 2002). Os casos relatados (Bicart-See 2000) são também referidos para a niazoxanida (ver criptosporidiose). Têm existido também relatórios positivos de tratamento sintomático com talidomida. A reconstituição imunitária induzida pela HAART, contudo, parece ter o maior efeito (Carr 1998+2002, Maggi 2000). Bibliografia 1. Bicart-See A, Massip P, Linas MD, Datry A. Successful treatment with nitazoxanide of Enterocytozoon bieneusi microsporidiosis in a patient with AIDS. Antimicrob Agents Chemother 2000, 44:167-8. 2. Carr A, Cooper DA. Fumagillin for intestinal microsporidiosis. N Engl J Med 2002, 347:1381. 3. Carr A, Marriott D, Field A, Vasak E, Cooper DA. Treatment of HIV-1 associated microsporidiosis and cryptosporidiosis with combination antiretroviral therapy. Lancet 1998, 351:256-61. http://amedeo.com/lit.php?id=9457096 4. Leder K, Ryan N, Spelman D, Crowe SM. Microsporidial disease in HIV-infected patients: a report of 42 patients and review of the literature. Scand J Infect Dis 1998, 30:331-8. http://amedeo.com/lit.php?id=9817510 5. Maggi P, Larocca AM, Quarto M, et al. Effect of antiretroviral therapy on cryptosporidiosis and microsporidiosis in patients infected with HIV virus type 1. Eur J Clin Microbiol Infect Dis 2000, 19:213-7. http://amedeo.com/lit.php?id=10795595 6. Molina JM, Tourneur M, Sarfati C, et al. Fumagillin treatment of intestinal microsporidiosis. N Engl J Med 2002, 346:1963-9. http://amedeo.com/lit.php?id=12075057 7. Sobottka I, Schwartz DA, Schottelius J, et al. Prevalence and clinical significance of intestinal microsporidiosis in HIV-infected patients with and without diarrhea in Germany: a prospective coprodiagnostic study. Clin Infect Dis 1998, 26:475-80. http://amedeo.com/lit.php?id=9502473
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