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Tradução: Catarina Pinheiro Daniela Lobão Joana C. Silva Helena Barroso Inês Bártolo Patrícia Carvalho Paula Matoso Sheila Rocha Victor Bezerra Aviso Legal |
Coccidioidomicose A infecção por coccidioides immitis é uma infecção fúngica endémica no sudoeste dos Estados Unidos (Up to date review: Galgiani 2005). Deverá ser considerado no diagnóstico diferencial de doentes que tenham estado nestas regiões. O pessoal do laboratório deverá ser avisado sempre que haja uma suspeita desta infecção., pois existe um risco elevado de infecção. Após a inalação dos esporos a manifestação primária da doença é nos pulmões (Pappagianis 1993). Cerca de 1-3 semanas após a exposição desenvolves-se um sindrome pneumónico. Febre, tosse, toracalgia e astenia. A infecção, embora frequentemente sintomática resolve habitualmente sem sequelas nos imunocompetentes. Ocasionalmente pode ocorrer cavitação. A coccidioidomicose, que ocorre para além dos pulmões e gânglios hilares pulmonares (por exemplo meningoencefalite crónica) surge praticamente apenas nas pessoas imunossuprimidas com linfócitos Cd4+ inferiores a 250/ul (Ampel 2001). É um evento definidor de SIDA. O prognóstico era mau na era pré-HAART. Numa análise de 602 doentes com coccidioidomicose disseminada a mortalidade ao fim de um ano rondava os 63% (Jones 1995). Tanto a anfotericina B como os azóis são eficazes (Hernandez 1997) e devem ser combinados se necessário (Ampel 2005). Recomendações detalhadas para as diferentes situações (meningite ou formas disseminadas devem ser tratadas mais intensamente) podem ser encontradas na publicação de Galgiani 2005. Dever-se-á efectuar profilaxia secundária para toda a vida com doses latas de fluconazol (400 mg/d) Nos últimos anos parece que a doença se tornou mais rara como resultado da disponibilidade da HAART e a terapêutica de manutenção poderá ser interrompida quando os CD4 são superiores a 250 se houver só envolvimento inicial pulmonar. No entanto o tratamento mais prolongado é ainda recomendado nos casos de envolvimento meníngeo (Woods 2000, Ampel 2001, Galgiani 2005). Bibliografia
1. Ampel NM. Coccidioidomycosis among persons with HIV infection in the era of HAART. Sem Respir Infect 2001, 16:257-62. http://amedeo.com/lit.php?id=11740827 2. Hernandez JL, Echevarria S, Garcia-Valtuille A, Mazorra F, Salesa R. Atypical coccidioidomycosis in an AIDS patient successfully treated with fluconazole. Eur J Clin Microbiol Infect Dis 1997, 16:592-4. http://amedeo.com/lit.php?id=9323471 3. Jones JL, Fleming PL, Ciesielski CA, Hu DJ, Kaplan JE, Ward JW. Coccidioidomycosis among persons with AIDS in the United States. J Infect Dis 1995, 171:961-6. http://amedeo.com/lit.php?id=7706825 4. Pappagianis D. Coccidioidomycosis. Semin Dermatol 1993, 12:301-9. http://amedeo.com/lit.php?id=8312146 5. Woods CW, McRill C, Plikaytis BD, et al. Coccidioidomycosis in HIV-infected persons in Arizona, 1994-1997: incidence, risk factors, and prevention. J Infect Dis 2000, 181:1428-34. http://amedeo.com/lit.php?id=10753734
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