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Tradução: Catarina Pinheiro Daniela Lobão Joana C. Silva Helena Barroso Inês Bártolo Patrícia Carvalho Paula Matoso Sheila Rocha Victor Bezerra Aviso Legal |
O Histoplasma capsulatum é um fungo dimórfico, encontrado sobretudo em solos húmidos, e que apesar do seu nome não possui cápsula. As zonas endémicas situam-se no sul e centro dos EUA, bem como na América e África centrais. A inalação dos microconídios, os esporos do H capsulatum, pode provocar doença granulomatosa nos pulmões dos hospedeiros imunocompetentes. Nos doentes infectados com HIV com imunossupressão (85% Têm menos de 100 linfócitos CD4/ul) a infecção o conduz a uma doença aguda, com risco de vida, caracterizada por tosse não produtiva, febre, dispneia e astenia (McKinsey 1998, Gutierrez 2005). São diagnósticos diferenciais importantes a tuberculose miliar e a pneumocistose. Pode também surgir formas disseminadas da doença, nas quais se pode isolar o fungo me aspirados medulares ou no tecido hepático (Albrecht 1994). Estão também descritas formas com ulceração cutânea e atingimento do SNC (Calza 2003, Scheinfeld 2003, Wheat 2005). A histoplasmose é uma doença definidora de SIDA. Este agente patogénico pode ser detectado de forma fiável no sangue através de um teste de pesquisa de antigénio, semelhante ao da detecção do antigénio criptocócico. A avaliação laboratorial mostra frequentemente aumento do valor de LDH e fosfatase alcalina, bem como das transaminases. A terapêutica inicial deverá ser com Anfotericina B. A Anfotericina B lipossómica (3 mg/kg diários durante 14 dias) não só é menos tóxica como poderá ser mais eficaz (Johnson 2002). Nos casos menos graves pode se utilizado o itraconazol (200 mg/12-12 ou 8-8h), sendo também possível a sua utilização na profilaxia secundária. Está fármaco é significativamente mais eficaz que o fluconazol (Wheat 2002), mas está associado a uma maior risco de interacções medicamentosas, particularmente com o ritonavir (Crommentuyn 2004). Tal como outras infecções oportunistas a profilaxia secundária da histoplasmose pode ser suspensa quando se atingiu a recuperação do sistema imunitário (Goldman 2004). Bibliografia
1. Albrecht H, Stellbrink HJ, Petersen J, Patzak A, Jager H, Greten H. Disseminated histoplasmosis in AIDS. Dtsch Med Wochenschr 1994, 119:657-62. 2. Calza L, Manfredi R, Donzelli C, Marinacci G, Colangeli V, Chiodo F. Disseminated histoplasmosis with atypical cutaneous lesions in an Italian HIV-infected patient: another autochtonous case. HIV Med 2003, 4:145-8. http://amedeo.com/lit.php?id=12702136 3. Crommentuyn KM, Mulder JW, Sparidans RW, Huitema AD, Schellens JH, Beijnen JH. Drug-drug interaction between itraconazole and the antiretroviral drug lopinavir/ritonavir in an HIV-1-infected patient with disseminated histoplasmosis. Clin Infect Dis. 2004 Apr 15;38(8):e73-5. http://amedeo.com/lit.php?id=15095234 4. Goldman M, Zackin R, Fichtenbaum CJ, et al. Safety of discontinuation of maintenance therapy for disseminated histoplasmosis after immunologic response to antiretroviral therapy. Clin Infect Dis 2004, 38:1485-9. http://amedeo.com/lit.php?id=15156489 5. Johnson PC, Wheat LJ, Cloud GA, et al. Safety and efficacy of liposomal amphotericin B compared with conventional amphotericin B for induction therapy of histoplasmosis in patients with AIDS. Ann Intern Med 2002, 137: 105-9. http://amedeo.com/lit.php?id=12118965 6. McKinsey DS. Histoplasmosis in AIDS: advances in management. AIDS Patient Care STDS 1998, 12:775-81. http://amedeo.com/lit.php?id=11362022 7. Scheinfeld N. Diffuse ulcerations due to disseminated histoplasmosis in a patient with HIV. J Drugs Dermatol 2003, 2:189-91. http://amedeo.com/lit.php?id=12852372 8. Wheat LJ, Connolly P, Haddad N, et al. Antigen clearance during treatment of disseminated histoplasmosis with itraconazole versus fluconazole in patients with AIDS. Antimicrob Agents Chemother 2002, 46:248-50. http://amedeo.com/lit.php?id=11751146
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