Principal FlyingPublisher HIVMedicine Amedeo AIDSPortugal

HIV Medicine 2006

Bases

HAART

AIDS

Tópicos especiais

Medicamentos

Tradução:

Carolina Palma
Catarina Pinheiro
Daniela Lobão
Joana C. Silva
Helena Barroso
Inês Bártolo
Patrícia Carvalho
Paula Matoso
Sheila Rocha
Victor Bezerra

Aviso Legal

página de impressão

 

Voltar a Infecções Oportunistas

Angiomatose bacilar

A angiomatose bacilar foi primeiramente descrita em 1980 em doentes VIH ( Maguina 2000). A angiomatose bacilar é causada pela espécie de ricketsias Bartonella henselae and Bartonella quintana ("Rochalimaea" até ao início dos anos 1990s). A Bartonella é mais frequente na América do Norte e do Sul do que na Europa. Num estudo com 382 doentes VIH febris de São Francisco, verificou-se que a Bartonella era o organismo causador em 18% dos casos (Koehler 2003). A angiomatose bacilar continua a ser um importante diagnóstico diferencial em todos os casos com lesões cutâneas de etiologia desconhecida. A proliferação cutânea vascular pseudoneoplástica é muitas vezes clinicamente (e histologicamente) confundida com Sarcoma de Kaposi ou com o hemangioma. Os gatos são o hospedeiro principal de Bartonella henselae, e a mosca do gato é o vector. A Bartonella quintana afecta frequentemente os doentes de estratos sociais baixos, particularmente os sem abrigo. Há vários reservatórios possíveis em discussão nestes casos (Gasquet 1998).

Os nódulos vasculares ou tumores podem ser isolados, mas são normalmente múltiplos e remanescentes de sarcoma de Kaposi recente, com nódulos vermelho cereja ou púrpura. Um quarto dos casos pode ter envolvimento ósseo com focos osteolíticos dolorosos (aumento da AP!). Nestes, as lesões cutâneas por vezes lembram alterações hiperqueratóticas secas como as da psoríase. Podem ser afectados diferentes órgãos. Em 21 casos, 19 doentes tinham envolvimento cutâneo, 5 ósseo e 4 hepático (Plettenberg 2000). Também foram observadas manifestações nos nódulos linfáticos, músculos SNC, olhos, gengiva e tracto gastrointestinal.

 A incidência é presumivelmente superior ao que normalmente é assumido. As bactérias gram-negativas são apenas visíveis em amostras de biópsia coradas com a coloração de prata de Warthin Starry. Quem não utilizar este método de coloração não encontrará angiomatose bacilar! Os patologistas devem estar informados do diagnóstico suspeito, uma vez que esta coloração não é feita por rotina. O PCR também é possível. Os laboratórios referência devem ser contactados para mais detalhes de diagnóstico.

O tratamento da angiomatose bacilar é feito com eritromicina (pelo menos 4 semanas com 500 mg por dia). São comuns as recaídas pelo que alguns clínicos aconselham a terapêutica pelo menos três meses. Mesmo a doxiciclina supõe-se ser eficaz e o tratamento de escolha para o envolvimento do SNC. Uma vez que a transmissão se faz via gatos, as directrizes Americanas recomendam a não ter gatos como animais de estimação. Se se tiverem, devem ser saudáveis e com idade superior a um ano. Devem evitar-se arranhões.

Bibliografia

1.      Cockerell CJ, LeBoit PE. Bacillary angiomatosis: a newly characterized, pseudoneoplastic, infectious, cutaneous vascular disorder. J Am Acad Dermatol 1990, 22:501-12. http://amedeo.com/lit.php?id=2179301

2.      Gasquet S, Maurin M, Brouqui P, Lepidi H, Raoult D. Bacillary angiomatosis in immunocompromised patients. AIDS 1998, 12:1793-803. http://amedeo.com/lit.php?id=9792380

3.      Koehler JE, Sanchez MA, Garrido CS, et al. Molecular epidemiology of bartonella infections in patients with bacillary angiomatosis-peliosis. N Engl J Med 1997, 337:1876-83. http://amedeo.com/lit.php?id=9407154

4.      Koehler JE, Sanchez MA, Tye S, et al. Prevalence of Bartonella infection among human immunodeficiency virus-infected patients with fever. Clin Infect Dis 2003, 37:559-66.

5.      LeBoit PE, Berger TG, Egbert BM, Beckstead JH, Yen TSB, Stoler MH. Bacillary angiomatosis: the histopathology and differential diagnosis of a pseudoneoplastic infection in patients with HIV disease. Am J Surg Pathol 1989, 13:909-920. http://amedeo.com/lit.php?id=2802010

6.      Maguina C, Gotuzzo E. Bartonellosis. New and old. Infect Dis Clin North Am 2000, 14:1-22. Komplett im Internet: http://hiv.net/link.php?id=11

7.      Plettenberg A, Lorenzen T, Burtsche BT, et al. Bacillary angiomatosis in HIV-infected patients--an epidemiological and clinical study. Dermatology 2000, 201:326-31. http://amedeo.com/lit.php?id=11146343

8.      Stoler MH, Bonfiglio TA, Steigbigel RB, et al: An atypical subcutaneous infection associated with AIDS. Am J Clin Pathol 1983, 80:714-718. http://amedeo.com/lit.php?id=6637883

 

 
     
 

     

Produzido por Sidanet, Associação Lusófona e AidsPortugal.com
- Todos os direitos reservados

Propriedade: Sidanet, Associação Lusófona